sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Beira mar

Meu sol do meio dia,
Inclinou a sombra aos astros
recuperando o ar do vácuo no espaço,
revelando ao resto do dia o otimismo
a criança quando viu o mar correu até as ondas para abraça-las
enquanto quebrava e afogava, sentiu-se brincando
sufocava enquanto vivo...
o sol iluminou o que sobrou dos dias, e o mar cumpria sua profecia:
amávamos quase que de mal gosto
era o sal que convida a rancescer a alma frustrada.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Duas luas

Ver você de tão longe
me faz bêbado
minhas pernas cruzam longe uma das outras
e ainda a vejo...

Ainda sou o desistente
que ama o que sente
e mente o que persiste
sou o ator das dores camufladas

Sei seu nome
descobri dentro do ódio
eramos só isso, sem brigas.
Não volte sem me avisar
que irei avista-la, sufocar e sufocar.

Estou tão louco
por simplesmente o ser parte
de mim em mim.
Sou seus olhos que quando buscam:
minha heroína
dopa-me,vicia-me...

assustam-se com dois perdidos
em um mundo
que repete-se em bosta!

desde o mal cheiro
ao nosso engenho mal programado,
sou seu olhos quando me busca...
imagino-me nele... abraço-te esquecendo o tempo
e a sufoco em meus braços
sinto seu batimento só por sorrir

isso foram em duas luas
duas noites,
em que se fez cheia
e quando tropeava eu estava sem olhos ao caminho.

Onde me esconde?
como não sei onde?
sou refém de almas perdidas,
louco por conquistar a insanidade...

Venha comigo, tentaremos, sem vida...
as expectativas criaremos
sem medo do surreal
somos só desejos em prateleiras empoeiradas

Isto é tudo que somos?
é tudo que temos?
pois preciso enxergar novamente seus olhos
procurando a lucidar o que me envenena
refletindo das luas
às águas que marcam margem ao rio
e quando o riso
escapar novamente
estaremos criando um outro mundo.

Mesmo que fantasia
somos aqueles vermes que rastejam a bosta,
não devemos temer o surreal,
nem o que jugam realidade.







sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sem música, sem ser.

É possível que prefira
sem terminar a
volta ao
teatro sem alma


Consiga por algum
instante ou
final sem palmas.

As mesmas
chances de rimas sem
som assume
a finalidade como sorte
ou só morte.


Meu tempo
vendido sem ofertas
aprisionou-me ao desprezível
mas não o dispensável...

O desejo conquista
a força dentro do desespero ansioso
era possível corromper-me em paixões
da música, não era maestro
amava por amar
antes do justo e bom
piedade ou impiedoso

a fúria pelo som
foi nossa pela vida
que assusta com desigualdade
e apaixona-se por amar.

Vivo da música,
sem medo e castigo...
arrisco-me ao nada sem valor...

Somos valores a serem corrompidos..
notas a serem reposicionadas
e efeitos quase lunáticos...

conheça o não ser
àqueles que apoderam nosso ócio
como mercadoria assalariada...

Somos só sons e rastros empoeirados.
Ou só o nada.





quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

...Tempo de sonho...


Corra do sono
que trouxe a brasa
mate o entorno
e sinta o sonho

Somente o real
trouxera todas as possibilidades
de imagens
como sentir estar ali
e se despertar
transferir-se a um estado
de esquecimento
ou flash

Sábios da ciência
moldam sob o filtro do misticismo
Fánatismo ou religiosismo


Enquanto outro estado
se integra
e intrega ao impossivel
às possibilidades do surreal

Sufocando o entendimento
ao sentir
que estoura como se percebesse
uma brisa do mar

se fosse todas vidas
inventadas
amassem o detestável
só por contradição da falta de sentindo.

Inventando-se sobre o racíocíno do desconhecido
Vive-se o tempo
como se o instante passa-se
a deixar de acontecer
para vive-lo por intero
em todas direções

este é imaginando
algo retrógrado
algo de intantes , vivido, vivido e repetido.

Em quando o espiral recoloca o tempo
em relógios, antecedendo a morte...
vemos o consciente confudir-se em lembranças e intuições.

é como se algo puramente ciêntifico
fosse descoberto no passado para o futuro

A utilidade é humana
depois econômica
mas fizemos com o real
moeda
de troca
corrompendo o instinto de desconfiança e descoberta.

Pois se estamos organizados
em tribos ou cidades
poderosas instituições econômicas
criam um fanatismo

Irmãos da rua
ou de cria,
elimine-se em morte
e sintasse como igual dentro do desconhecido.

Quase convido-os ao suicídio
mental
torturando-se
Dentro do sonho
encorporo todas personagens
em um despertar
repudio a ausência da
inconsciencia curiosa
no ser racional

Se limitando a um moeda
a um real
que quando nacional
chama-se posse
depois por exilados fanatismo
de má fé

Sonho durante o ócio
Incluindo-o como base ao argumento
de vida após a morte.
Não confunda com crença
persisto que sinta o instante.

seja da arte ou de sua própria parte
nós artistas amamos o amar a vida:
só por senti-la antes da vista.

incluí a ética do indivíduo

não confundas ócio com estagnação
a saúde esta ligada a mente
e o corpo acompanha o envelhecer com o vento soprando.

O som ensurdece
e as cores vão destorcendo junto das formas trazendo a cegueira
a velhice sugeri uma escala ao tempo que não
compreendemos

Se não assustasse com a moça sonambula,
Falava antes de eu perceber
Via misturar-se com meus vácuos,
continuaria sonhando.
- E Ele abre os olhos....

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Suicídio do pulso

Afogarei
todo o sentir em poeira
polparei os caprichos
dos riscos da ferida

elegerei o sentimento
aquele que me elegeu
me fez inflamar pelo Belo
definiu-me a beleza

deixara os olhos
enganar-me com o fitar dos seus
deixava a compor todos os versos
em seu sorriso, sem ser permitido.

Seus pilares já estavam montados
Devia olhar com distância
contra o impulso,
Passei quase parando
olhei-a, mas fora só reciprocidade
evitarei o pensar ou lembrar
inventarei um pulso
contra o de agora
que não me permite acordar.


Deixo o que perdemos
a um novo conquistador
que levará seus risos
por instantes que não pude ser preciso.

precisava evitar, pois só fitavamos olhares,
este são os novos pilares
e o sonhar, ainda está após a dança.

Dancemos conforme
repassando, um pra lá dois pra cá.
seria minha amoral, deixo que decida
sem ao menos entender
meus desejos suicidas

todos temos, para uma vida
desejos que se passa além dos véus, céus, ou corrida
corria corroendo-me por deixa-la
enquanto os braços que me faltaram, levavam ao praparo do infarto de um instante.

Até que o corpo responda com outro amor
crie novas barreiras
outros caprichos
e rabiscos em papéis.

Este é o suicídio
de um sentimento
que diante do que perdemos
ainda deixa correr uma vida.
ainda a temos!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Supondo

Antes de passar por aqui
deixei ao banco minhas suposições
sem tanta certeza
do banco
deixaria
por ali
de certo

Eram conquistas
recuperadas
insistência de persuadir
com passo de supor.

Mesmo do horror
o calor do saber,
das sombras
as capas, ou astros pasmos sobre a terra
mesmo que todos
sem valor de sentido

Todos somos, com o banco
ou suposição
alegria de imparcialidade
com o próprio bem-estar
o equilíbrio
mesmo que estando sobre qualquer banco a mente
contente em saúde.

em toda potencia
em qualquer ente
deposto ao viver
decorre em conformismo
o centro
ou personifica uma busca

Entre estes entes
a dúvida e a curiosidade
quase se conforma
pelo poder desta palavra
que entoa apelo
à desconsciência.
Chegaram aos bons olhos
a maldade, a outra.
que vinha sem porção
as escala eram difusas e por vezes ambiguas
trazia o sentindo, oposto ao que percebia
Confusão e explicação feita por uma percepção
o entendimento por vez também depende da incoêrencia

Os nossos tratos, ou mal trapos
eram rastros de um amor tão incerto quanto a malvadeza,
esperteza da beleza, que se apaixona por seu par,
o romantismo do belo, ou incerto.
por ironia: exatamente o escolhido.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Momento importuno

Ouviriam dos palavrórios
uma voz, definitiva e certa.
alcançava-me como se eu pudesse nomear...
e limitar-se ao entendimento de um momento.

Escrupuloso, mas precipitado.
o cuidado destilava o entendimento,
só por ser um momento.
não importa já que o palavrório era ofensivo
atacava sem destruir
provocava
armava um ato, entregava-se....
eu conhecer tal eco
Faz-me relembra instantes que não reconhecia-me,

o que iria sugerir era reprovar
mas iria contra o que estava sendo
mas por que estava sendo?
Vivia de memórias e sugestões.
Contava um instante aqui,
relembrando o que parecia marca-me
mas dentro todos os instantes era este quem parecia mover-me...
só uma impressão de movimento já que as sequelas me fazem esquece-las.

o fato determinante era a insatisfação...
provocada em qualquer Eco ou mesmo sono.
Era acordar e estar sendo refém de um corpo irreconhecível
era o embalo do circulo que as vezes tentava buscar apoio em alguns fanatismo para disfarçar a queda livre,
o disfarce morria dentro do próprio vazio que suplica o despreenchimento.
já que isto soa resultado do Eco.
a ascendência distraia-me o ato para irreversivelmente chegar às aspirações da noite.

Trazia-me vida, sentida e doída, outras vezes sem gosto,
mas era um estar e relembraria, mesmo que em um semblante
a experiência apontava uma expansão, um circulo que evoluí,expande.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Apolítico I

Quando dei conta
teria cursado a um outro
Bando, caí ali como cuspe do alto ao pisar do chão

Corria entre os passos
apressando-os,
diziam a hierarquia
como compasso

Quando encontrei algo a comer,
estava aquecendo-me
era noite e chovia...
explicaram-me sobre propriedade
daí ouvi dizer em dinheiro
Foi o momento cambaleante
apaixonei-me pela dona-de-casa - assim a chamavam

a recepção fora com o susto do casal
o homem com a testa enrugada, parecia bravo
e a moça serviu-me, Quando eu parecia ter ido embora.

acordei no celeiro
vi fantasias iguais em minha direção
e tomei o que chamam de porrete.

teria o direito de permanecer calado.
identificando o idioma
perguntei:

- O que são direitos?
dinheiro?

ouvi que receberia processo
desacato a autoridade,
então não poderia correr
e deveria entender a palavra LEI.
Fui nomeado pelo líder das fantasias como vagabundo.

primeiro instante, o nome que me davam
parecia alto, mas alguns tapas fizeram com que eu não gostasse...

em desespero, depois dizer que estou livre...
a liberdade me levava do chão a uma porção de chuva,
enquanto pensava nas novas leis,
queria entender o que chamam de politica
como que algo tão controlado pelo sentimento
podia ser diferente do amor,

palavras tão mecânicas e burocráticas
movia massas através do que considerava,
usando o idioma daqui:
as LEIS de onde vim.
estas são sobre alma humana.
quando balbuciei sobre ética
percebia moralismo, repetido. parecia estar com outra espécie, Certa de que está é a evolução.

Desde que cheguei ao que chamam de país
todo o mundo é separado por países.
lembrei do que me diziam sobre propriedade, dinheiro e leis.
estava enquadrando tal realidade
me corroía, durante minha estadia por aqui ganhei tantos nomes
que esquecia alguns rostos da minha origem, de nada serviam por aqui.
o estado, o instante estava corrompendo-me.

Lunático, drogado, vagabundo, comunista...

o lugar era deserto, tinha algumas pessoas que deveriam ser proprietários dali, e outras daqui... todos iam pra dentro de suas casas.
Continuei andando ... dessa vez persegui um outro tipo de som
Música, avistei muita gente... senti medo no inicio, mas como um apaixonado continuei...
uma espécie de degrau separava as pessoas que imploravam juntos, e os instrumentos que hasteava paixão, destruição, amor, e Ego... subi o degrau e não estava mais no mundo do proprietários... o guitarrista emprestou-me uma de suas guitarras...
A cada porção de alma que gritava junto, trazia notas induzidas mas nunca sentidas com tanta paixão e descoberta, enquanto cantei o mundo que fui cuspido, chorava de saudade
do lugar onde arte é o que chamam de hierarquia, propriedade era algo que tratávamos como respeito, dinheiro nem se quer existia...

Todos cantavamos:

"Educação para destruir?
Almas que pedem sem socorrer
Identificam seus personagens antes de cair
em um mundo onde a força e lei, é o que rege
Lei sobrenatural
inventadas por nós
direitos nos da nó
Cabeças perdidas
rolando, sem sangue
ou amor.

Cabeças perdidas,
marcadas, para produção
de um Estado

E o estar, corrompe
onde está a terra que eu teria vindo ?
Onde está os humanos?
estamos ou somos isso ?

Quero pode permanecer nesse sonho
desafiando o pesadelo
destrua-me de uma vez
não me use como rebanho.

Estamos ou somos isso?"


Socumbi ao choro, caí do palco e essas pessoas erguiam me com os braços levantados...
Não havia comido a alguns dias, minha visão era negra, a respiração falhava, sentia-me bem por estar com estes semelhantes, erguiam-me pela força do sentir, por estarmos onde o mundo fragmentado era motivo de desespero, teste para a alma.




Caos e Gelo

Cansei, chega de gelo.
não sei o que se passa
quando o passado vira lembranças
e as andanças não mostram seu novo estado.

Perceber que estou sob qualquer ilusão,
que vem de outros a mim, como se meu estado fosse tão irrisório quanto tudo que for real. duplica uma queda, que seria arbítrio e correnteza.

Aproximo com par de olhos, exposto ao fitar
e respiro outra vez, o parecer
consequência de uma amor imaginário, ou
exercitado.

Dei a sorte de não aparentar desespero
assim permaneço em calmaria
o que irritaria-me se fosse outro.

Quando na verdade deixo de ser,
é só confusão do sentir e saber.
Acreditar que a penugem envolva em mim
como coberta, esta é minha própria
rápida ferrugem, que levou o sadio
até que se entenda
ou redescubra,

O vazio da mente
deixa possível interpretar o eco,
hoje vi a lua
que dizem reger o mar
levar me daqui para o receio.

Queria perceber que as fugas
minhas, de mim para a sombra
os passos desertos, reflexivos
fora só efeito de um alcoolizado.

Que quando subornado por contias
tão definidoras de caracter,assumo a falta de valor
que estou dando.

Todo o resto do gelo
ficou em poças, a estrela que rege a mesma lua,
trouxe do calor o vapor
levou-me a condensar-me e em outros, e castigar-me com a queda,
e quando do gélido outra vez estava em queda, soprado pelas ruas
batendo com a cara de frente com as marcações, umedecendo-as.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Totalidade do Estado.

O pleno está concreto e aceito
a lei que superou Deus
está também acima do Homem...
Aceitável, já que sempre fora assim.

Perdoar, é algo humano?
pensar, é algo humano?
Sorrir, é humano ou conspirar?
agredir, é enfronta com o que?
E errar?

O existir perante estes
não se torna pleno,
até quando decorrera ao próprio engano
lúdico, irreal, impuro mas natural.
a plenitude estaria também
fundindo ética e moral?

Sendo moralista é possível ser ético?
como pensar em humano se existe o tabu? seriamos esse?
um erro?
ou de repente pessimismo e sem querer enérgico?

Os reis eram teólogos,
agora são formados por leis tão terráquea quanto a outra.
estavam, estamos fundido: politica e religião, a hipocrisia para um bem.
o sentir ficou químico, intuição superstição,
e o humano seria ainda a imagem semelhança?

a imagem que sofre reflexo
é só a percepção, e por entre os valores deixamos de perceber a evolução do estado humano,
em qualquer disposição a entender.

Discutimos assuntos de drogas com quais dogmas?
e o aborto? e a desigualdade? o desinteresse?
o que convém a nós?


Hoje

Encostei-me, beirei o rosto ao mar
Propus ao céu encinzentado, o meu silêncio
acoplaria a imagem que via a um nada:
Sol, depois mar, antes o cinzar exposto.

Aproximava o curto espasmos em reflexão,
estava alvo dos descasos, quebradiço a maresia o tempo havia oxidado-me.

Depois do cigarro, respirava com menos oxigênio,
mirando o som do quebrar das ondas
uma, depois outra e estavam todas quebrando, carregavam em suas medidas, o alicerce da minha espinha, que curvava ao bater. Algo que não calculei, desesperei. Alcei o violão para a roda, engajei: Desistência do momento. Sem ter o que abandonar, percebo o Vazio, Brincar de mar e sol, assoviava ao resquício da alma, que se apresentava às lagrimas...
Fluído carismático, volúvel, escolhia e permanecia na consciência de um estado, e quando mutável eram só suspiros.

Ontem

O dom de ter a vida, era moldurar de todos os cantos e encantos,
Com voz e depois silêncio,
A pintura estava lá, sem luz,ou de repente em cores.
Os corpos entorpecem, a fadiga indica ao vazio a dor do músculo, que espalharia distrações, enquanto o cambaleio do palco arrastava a fortuna, íamos às margens, corremos aos extremos, dopados pela realidade,
Extirpado de moralismo, escondíamos os vazios por de traz de bons rostos, e gestos corruptos. Acertamos todos os julgamentos em valores apaixonados... seguíamos em mundo real, enquanto o espaço entre vermes cedia, provocávamos outro fluxo: Propusemos outra cena.
Perambulando pelos avessos social, ouvi a descrença como outra crendice.

Entre os dias

Cuspíamos nossa confiança, por sermos nós, imitávamos sem semelhanças
sonhávamos enquanto as ondas ainda quebrariam, em sustos ou ecstasy, Juntos. O amar era peculiar a cada individuo, ao descompromisso com o que chamam de reta, ou certo.
O tempo que pregava pontos ao aparente, registra a soma dos descontentes em escalas que inexistem... Partíamos a força do descompromisso, desarmando o submisso: lutávamos, por que o sangue fervia junto dos incrédulo... TREMÍAMOS.
Surgiram os nomes aos bandos, necessidade ou separação, a identidade sofre por carecer de existência, ocorre desde o início, Um sofrimento em escalas ou o contexto inalcançável da percepção, o Nascimento desmente um inicio por consequência da causalidade anterior.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Versão do Carma

Santificado seja o nosso corpo
condição de alma
ou sauna surreais, poderia
apoderar o som dos karmas
ou um soar o outro.
Por ser.

Os Incapazes, psicóticos
estamos limpando a ausência
de ambição, e da própria propagação
relacionava-se escultando
os passo do vácuo presente.

Estando todos em uma reta,
queda, apoiam-se em sua psicose
um instante que chamam de alma
calma, ou guerra. ou culto.
Por ego, ou medo do som, ora crescente...

o capricho está na falta,

Chamam Jesus de Gandhi,
como se nós fossemos diferentes
da espécie, pecados da existência
nos pertence, ao tempo, o som, o que deixamos....
Levamos junto d'alma também sem crença...
o eco que nos leva ao Ego.

Indivíduos amantes,
o realismo consequente, dos dentes que rangem
com frio... da exposição:
dor, consequência do amor, ao saber que ama
ao ser vitima Dual.

A humanidade...
bandos psicóticos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Sentido oposto, Sem sentido.

Os símbolos tem sido insuficiente
aos tratos da poesia,
carregados de pluralidade
não explicam...

Castigam-se ao esquecimento,
detalhes que convulsionam
ao raro instante.

Definam como estilo
ou insuficiência, ao passo
que as pausas, inspiram
respirar, ou perca de fôlego

Símbolos irrisórios
ao descontentamento do concreto,
esperto em dúvidas, mesmos frequentes.

Capacitaram
todas as cargas ao modo,
Como se fala,
como se carrega
a si
depois interpreta.
São regras. Quebradiças;

Maquia todas as próprias descobertas
em versos
de profecias
ao seus olhos...
escondendo nos pronomes
o corpo linear. Que dê sentido.

Inspirado em não aceitar
outra ocasião
permanecemos
atingindo
quase um passo.
passando aos poemas seus olhos.

Gratifica-se o poeta:
das artimanhas
que preenchem os vácuos
e o desinteresse pelo
manifesto de imaginar,

Forçava o que imaginava:
intensões aos avessos
insistindo na contradição,
proibindo que escolham
sua verdade.

Mostro toda a dúvida
pelo gosto
de continuar escrevendo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

4° Parte - Por um tempo, deixava a maré.

Estava frio a fora
levamo-nos ao passeio:
escultava com melodia o
groove do mar,
o cacoete era meu
quando era questionado,
soava-me bem só sentir a musica...

Quando ameaçava um canto,
permanecia nele
a estancia despercebida anunciava minha voz
repetia pensamentos...
os meus, a freira, vitrola, magia, desgraça e contradições.

A empolgação do arco iris
contaminavam todos,
primeiro ela
depois mistificado por mim.
prometido ao amor o mar
quebrava
anunciando a despedida.

Era só preenchimento
cores sobre cor,
deixou sua frase
até que a onda levasse:
- "Sermos o que estamos sendo, soa hipócrita
diante do que não escolhemos".

oriundos a nós,
interessava-me
a luta com galhos,
gritavam outra língua
que a aparência
mostrava risadas.

avisava-me sobre conquistas
conquistando meus sorrisos
listando nossas viagens
era belo vê-la distraída
parecia por mim.

Despedimos com o mar,
buscaria sua amiga, estava chegando de viagem.
Permiti-me convence-la que esperava a próxima onda...
Por um tempo distante de tudo, a não ser do agora.
O meu do dela
confundia meu futuro,
e meu descompromisso.

Tinha desculpas
e armas de sobrevida.
permaneci beirando o mar.

3° parte - Consequência das portas.

Os casos vinham,
passavam por descaso
e ainda acreditei depois no acaso.

Mas era pura intenção,
questão de vaidade,
Lisandra falava desconstruindo
o amor, sendo a caridade de nosso Deus.

O mesmo que provou a inexistência,
insisti deixar-me a deriva,
saberia de todas as possibilidades
diante dos meus olhos,

estava, por somando todas as dúvidas,
o disco era novo,
coloquei por curiosidade,
quando gostava de Lisandra,
era a distancia dos meus acontecimentos
os que via, e poderia esquecer.

Comum, dentro da condenação ...
prevista, à alienação...

2° parte - Ao conhecer Lisandra, apresentava-me no verso

Ao contrário do que penso
Insinuei com lógica.
Persegui ao revés
dos engenhos
Próprios de disfarce.

Identifiquei por cor,
aquela que era meu entrave
faria equacionar minhas decisões
a partir do acaso,
encontrava ali e eu também estava.
Esperava o transporte
dei sinal e desisti.
O vestido vermelho subiu
no mesmo carro
que decidi parar.

Olhei-a por pouco
Sorria, nascerá ao aparecer
Roubava todos a volta
por ser Ladra.

Sempre sorria, com
mania de observar-me
poupei esforços
abdicando ao moço do lado
desafiasse-a com seu pescoço rodante.

Rodava, disfarçava, enfrentava.

Era Lisandra.

Tinha uma franja,
por isso deixei que os interessados, por um tempo, estimulassem nela alguma atenção.

Eu o era, trazia certa tranquilidade
em renunciar minha vontade:
Calmaria, ao avessos também.

Poupou-me de ler o livro,
que aos saltos, vinha acabando
deveria amar, só por prolongar
meus romances.

Acabei descendo no ponto final, quando ela descerá meu ponto já havia passado, o horário marcado
ficaria reagendado.

Por motivos, explícitos
acabei por memorizando:
seu olhar por de trás dos ombros,
criava-me charme. grande bobagem já que não há veria mais .

Chegará ao ponto as 8 horas daquela manhã.

1° Parte - Do acidente concebido a si.

Esquentava, à pico, inchava minha cabeça de calor e fome;
Pediram...

Hasteava; Cheiro de sol; Os cursos rente ao que não via
Adivinhei a direção do vento, soprando alternativas.
Cursava, naturalmente, experimentava.

Sofisticava-me o ciúmes pela vida.
Talvez ela devesse maior explicação, ao ciumento,
destemido, recluso-me à sombra ao som da vitrola.
Sempre estivera ouvindo quando o vizinho
Desejava bom dia, ao seu dia.
Questão: Percepção.
A contagem permanecia, ao contra passo da freira
Ao atravessar a rua;
Necessitava assinalar por partes, esperar que o sinal vermelho;
ou o forte da marcação feria as notas, ao mesmo que os passos encontram o carro,
jogando-a ao fim da crença, a distorção da guitarra deixava a cena, curiosa.
outra virada de batera, batera de cabeça e nuca. autopsia ao luz do dia, à pico, esquentava.
A senhora balbuciava, enojei-me com a insistência, provavelmente do sol que batia meu rosto.
Faria almoço; pedia explicação ao cortar os tomate,
entendia a comunicação, comuniquei: assistindo.

A relação entre a vida e o tomate, certamente se da aos bons tratos do jardineiro; Era janeiro primeiro dia do ano que vinha; Era esperado. havia sido acompanhado, portado-me em gritar quando via que a freira estava a prova da verdade.

- Vá encontrar com seu Deus. Ouvi em alguns choros;

Precisaria dos limões para a salada, convenci-me de que eu dizendo para que se encontre seu deus soaria Ateu. Preocupante; Questão: Imagem.
Até que volto a janela, estavam juntos em desgraça, curiosos buscavam alguma informação direto da abertura entre o crânio e o asfalto, guiava-me bem na cozinha, a guitarra Page, voltava Hastear fogo e bom dia ao convento da rua. Alguns enquanto o viam cantava juntos da distorção; não é sempre que vejo um acidente sob meus olhos, por detalhes.

Lembrei só quando Lisandra ligou, perguntará se podia vim antes do almoço; naturalmente aceitei, estranhei; mas ofereci convencendo-a como se fosse um novo convite.
Lisandra tinha olhos quase sonoros, dizia sem parar confinando-me quando a percebia.
Quando bateu a porta, o vizinho já havia saído, então coloquei algo calmo para ouvir. Eram escolhas.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

De lembrar

Passatempo
Nostálgico, sem compromisso
omitindo todo desconforto
assimilando em pequenas frequência
a insistência de relembrar
um bem estar, cá estou, ouvindo-me novamente.
sem risos suficiente para o momento, escondo no verso
os bons sons, em sumo, e sussurro saudades...
Solto um largo sorriso.

Verifico a temperatura,
atemporal estava ali a mim,
exemplificando:
da ausência
os sons antes despercebidos.
E mergulho.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Peripécia do saco sem fundo.

O saco sem fundo
saiu a preencher-se, grande feito: Sentir-se vazio.
Estava então planejando.
subiria aos montes,
Jogando-se lá de cima, soaria voo ou queda.
por medo do bolor, concluiu a felicidade,
definindo-a como seu mais belo fungo.

Era criado feito papel,
quando sopravam-o mais forte, prendia em pequenos galhos.
Era o mundo que rodava,
e deixava-o ali.
Foi capaz de duvidar da origem: Ventania. Apelidou Noroeste.
quando descobriu de onde vinha.
Escondeu um pouco de passagem, entristeceu por se apegar a uma pequena parcela.
julgou a possibilidade de um fundo.

-vai ver saco tem dessas coisas. Consolou-se. Até rasgar, em pedacinhos, creditou o vento: feitor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Que refletiu.

Se Fosse passado a limpo
um tempo que estava
acontecendo,
e foi.

Estava farto de possibilitar
e aceitar minhas andanças
esperei, repeti palavras, desculpas.
que provam o ar rarefeito.

O descaso foi o engano,
a imagem causará
aos bons olhos,
levaria meu conforto
e o desanimo, das peças que Falharam.

Depender só do Eu,
é quase insólito, sugestivo
ao engano
do próprio desafogo, permaneci.

Imitava sombras
de casos, limitava ao acaso
esta foi a passagem, a imagem.



Otimismo.

Diante de tudo
somos nada
perante este
somos ...

II-Casa vias
milhões de pessoas e vidas.
Carros e cartas
viram e mail,
congestionando
a ponderação
da importância diante da impotência.
ato de pensar durante o estado de corrupção.

Material natural,
seria aquele da origem; vertigem.
Começam errado para acertar. e tentam.
O conjunto de água, nossa vaidade: da natureza;
Pureza difere do natural, quando diferente da primeira:
Marcas de arrependimento
modelando pedregulhos. Suspendem a marcação ao nosso alcance, perecendo-nos aos poucos, por valores. em moedas, prédios,
é o que viram em cima do formigueiro.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adeus, à teus filhos.

Confundiram o pedestre
estava confuso
algumas frestas de luzes:
batiam o chão
esticando um fio.

Era quase
ao léu,
escuro, sentava-se obrigado.

Os rasos ricaço
eliminaram-se
ao acreditar no valor do bagaço,
Poupando quem fosse,
querer poupa.

A direita
a permanência
dos que viam,
Eram o prematuro .
A gravidade
levou todos ao caos
com falso andar.
Todos infecção hospitalar. Condenados pela vida... à ela.

presos ao chão, pisam nos frutos perdidos, esquecidos. Enlouquecidos.

O Fio, ora ali nos olhos ...
Por aqui os homens
com os dedos
lambuzavam-se.
Ora o vermelho, era também outro sangue.

Estava feito
por confusão
ou fim do tormento
ou ilusão.

As sirenes,
cromatizava as ruas;
bombeava-se o coração
relógio. O relógio,
todos criação.

tempo de rei,
democraticamente igual
a monarquia, descobriram novos navegadores;

Por falta do sentido,
escolhiam seguir ao clarão.
e a sirene, soava despedindo,
a direção era oposta, então planejavam
estavam por um fio, ou filho...
dado ao mundo, moeda de troca.

o cansaço surgiu quando
anunciaram que todos somos filhos, ou deuses.

Aliás Zeus,
Perdeu o cajado no dia do acidente.
pediram justiça
mas escolheu posar com o raio
a frente da faixa de pedestre.





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Seremos...ciente.

Era a única,
estava ali sem presa
e asas,
banhava-se de pecar
aos olhos do mérito

Desvia o tropeço
em cambalhotas
de infância
ou só começo
de viver.

diziam que sem ela
não havia seriedade.
com psicologia
e as crianças olhavam-a,
autoafirmando , a falta de pureza. ou da falta de.

seria ficção
e animar
convicção
com consciência. estava, e não serviria a que.
ali era o mundo, de todo.

pra cada, por algum ocorrido.
acaso estava ali.
era única.

Assaltaram-a periodicamente.
sem data ou erro.
era sempre ela.
duvidaria da ascendência de ciência, no ato da troca, por deixar e aparar de novo.
sem dúvida, e certeza.
quase oposto, ou insistência... sapiência, por ter sido e arrependido.
doava-se o perdão,
e volta..envolvo veria.

domingo, 16 de outubro de 2011

Antes de Escrevinhar.

Recomeço, ao pensar,
A recompensa
do vazio, ou intervalo,

Perderia todos por
desperdício de momento:

Quase Satírico
o ofício, ou condena.

Tenho o primeiro
impiedosamente depois
sobre tempo;

E seguia, em curar
ao mesmo que adoecia,

despia-se com as palavras
Escondia-as;
Estavam bem, ali.

sorriamos por falta de
o que fazer, só o fiz.
Ao que escrevo
quando as silabas incham-se:
Valores, descartáveis a primeira
Vista, tumores.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Casual I

Foi o bocejo
forçado,
arrancado.

cansado
do sono
acusando-a

por de trás,
bom gestos,
e espiava-me.

encorajei-a
sorrindo;
o tom ouro

disputava olhar,
sabia de simpatia

Bochechas receptivas,
ou espiava alguém de trás?
imaginei-a mas só depois,

queria entender
o momento:
ela lembrava, antes de
o canto da folha
Aquele retrato,


terça-feira, 11 de outubro de 2011

São Paulo: centro.

Era dia de lua cheia.
a cidade corria, as mesmas pressas.
despertara a
corrida:
Trabalhadores, desistentes, e os que gritam:

Em nome da terra
que girava,
mostrava se inverso. Inadimísssivel:

-Jesus tem que levar vocês todos ao inferno. Vermes.

Clareou a algumas horas
a lua só se anunciara
criando a expectativa.
Permaneceu entre
amantes, e outros em delírio.

ouvi-a, querendo
admitir
Seu desencanto
com os vermes.

-Andei ao lado
escuto em tom
alto e esclarecedor,

Não rebati.

Isso fora antes do poema,
seguida da profecia.
quando ouvi
do sopro,
as pernas cruzadas
óculos escuros
e o chapelaço:

- Amigo, que horas são por favor?

Rebaixei a cabeça ao livro,
acusando não ter horas.
Não tinha.

A mulher com os dedos
no celular
sentará ao meu lado.

Claro que o acaso
a colocou,
não ofereci perigo.

assistia, do chão
animava-me
quando
o ritmo era ele quem escolhia.

As pessoas passam
em compasso,
aproveitando a acústica
dos prédios
e o banco de São Paulo.


Revirei os bolsos,
Vou embora,
sem pode agradecer,

Fizera amizade com dois fumantes
que me ofereceram
parar de fumar amanhã.

Vesti o casaco,
teria vindo aqui
por engano,
do saxofonista,
dos garis.

apreciava,
sem dar conta
de que tinha receio.

receava durante
toda a vida.
ainda assim parecia viver.


Alertei-me do onibús
ao fechar o livro
o personagem da travessia
falava alguma coisa para a camera
do pedestre.

resolvia ir embora,
uma vez a cada, seis vezes,

Por alguns intantes,
enquanto estive ali,
vi um corredor guiado por música.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Burocratas do dia.

Quantificava, por dia
a contia passava,
eram meses.

Burocraciava o passar
apreciando
as Leis:

Ocasionais, selecionada,
depois escolhida

Preferencia-se
arrepender
do ocorrido.
Esquecia a
Escolha, proporcionava
o ciclo: Pura dedução:

Com que vivemos
vive-se de uma;
arriscam-se os que
não se permitem
deduzir

Estariam assim
sobrepondo outras, Resultando.

Não condiz
escolher a ingenuidade,
nem tais palavras. Pura dedução.

Esquecendo o ponto dos
opostos, carrega-se
sem dicotomia. Aconselhando à pureza; Dedução:




todas soltas, presas
por insistência,
entregam fanatismo.

Separa-se do exagero
com gestos:
- Até logo.

domavam-se, continham-se
possuíam duas ou treze
sombras,

infeliz coincidência
desperceber, por dia
Sofria antes de anunciar.

domingo, 9 de outubro de 2011

Sonhava estar sonhando, acordado.

Alinhava-me
sem o fio
permanecia
endireitado aos opostos.

Norteava-me,
ao saltos e nós.
entre outras:
direções, aspirava outro momento.

O monumento humano,
descontentar-se ao ver:
É noite.
Castigava-me ao deitar,
sem sono. Instantes... em
que sentira a queda
e segurava-me. Por susto,
sussurro: devo estar sonhando.

Voando baixo,
tropicava na cama, cabeceira.
toda vez que calava-se em noite.
Desnorteava-me
Detinha o direito: Todos os palavrões destinado a cada Filho da mãe.

desvia-me ao som,
preparei-me à beber.
dançava e bebia.
fumava e levantava.
Cansava e tropicava novamente. xingava.
Rindo cada vez mais.
Os espelhos me tornam engraçado: no franzir da testa.

Irritar com os móveis,
ou a atração,
faz com que esqueça que preciso dormir.
Quando deitei,
era rotatória. Ora eu me vira no espelho, ora sentia não ter forças.
Engravitei-me e deixei me ao chão.

Observam-me, em vãos.
o da porta quase reconheci, sentia medo.
na mesa as crianças cantavam canção de ninar. Quem são?
as outras vozes ousei procurar,
notava minha imagem ecoando.

Não fazia parte,
Ouvia risadas e meu reflexo ria.
Contornei-me a esconder a visão.
Sucumbi.


Acordei ainda bêbado.
Com alguns raios claros.
desviei das garrafas tropeçando,
na confusão.

Ouvi um tanto de risada,
mas era só lembranças,
atordoava-me
distinguir da realidade.







quarta-feira, 5 de outubro de 2011

1° parte -

Passaram com Holofotes
a canhões.
Estudaram suas posições
sentido direcionado:
Luz e ato:

Apontaram o gosto,
Aproveitando o espelho
da madame,
Reduz o olhar
a si,
enquanto as cortinas estão abertas

aos olhos,
Veste vestido e véu.
o caçador
sob mesma cena,
a graça de sua admiração
fora da malícia,
Disfarçada pelo reflexo,
redescobre que observam-a,

Descobre-se galanteador,
ao dedicar uma bebida.
Quando outra bebida chega a mesma mesa,
A madame já teria visto o semblante de sede.

Olham-se, dizem pouco. Aos poucos.
O momento, estava no disfarce.
Enquanto ele mostrava, que esconderia tão bem seu perfil quanto o da moça.
perceberam-se. Olhava-a procurando
o limite a tudo aquilo. Admiravam-se:
Este: de passagem pela cidade
amargurava os restos de suas ideias,
Envelhecidas, que se estagnaram.
Esta: Viúva, traz o peso de culpa;
Tão dual, capaz de pensar só em sua imagem.
No espelho, parece procurar atras de si.
Por medo.


A noiva, prometera uma bebida ao outro cavalheiro,
Despercebida, até o momento em que o caçador
confessa, ter visto o casal se separando.
Ainda fria, tudo já era tão simples, era noite; e o defunto precisaria sumir.

Este: Estava certo de que não fora assim,
carregava a alma tranquila, certa e leve.
quase vendo-a como assassina, amando-a.
Sabia-se de suas fragilidades, teria aceito-as.

Soprou-se algum vento
enquanto ainda estavam sentado. Sentenciaram.
Levaram-se a favor do sopro.
A moeda fora lançada,
teria encontrado alguns defuntos;
Sentira medo e curiosidade.
A mulher, liberta-se da culpa, deixara que ele soubesse tudo.
Fizera isso com os outros, mas todos precisaram morrer.
O otimismo do caça dor, estaria no fato de ser escolhido depois de tantos.
Estava passando, enfrentando, Conversavam ainda. Redescobriam-se.
Olhava-a corrigindo-a só por olhar.
Contava todos os que tentaram contar. Vivos em algumas possibilidades.
Apesar das repetições, para a madame, sempre teve algo incomum
entre eles.

Do olhar sorrateiro, o medo.
quando notado, já teríamos
outro casal de vivos, na cena.

Sortearam-se a encontrar este caminho.
Tão belos, por um instante.
Sentaram-se em torno da enterro as pressas.
Todos presos a si,
a situação alertava um desconforto.
Aprendiz da madame, o caçador.
Juntou-se artimanhas da sedução.
Dessa vez dolo:

Convenceram a bebida,
sem sangue
A cerimônia estava pronta.
Esperavam o efeito no novo casal.


Prometeram, voltar ao som
Aliaram as descobertas
engrenagem,
Personagens próprios
com segredos,
no risco.

Traíram-se.
despediram sem preocupações.
sem nomes,
endereço.

Este: sai avoado, cambaleando.
Certo de que estava envenenado. Traí-se ao acreditar em detalhes da dama.
Manda-se sentar ao banco...

Esta: Tonta, certa de que o caçador também morreria,
Traía-se em arrepender, cantava em bom tom
a musica que marcou o silêncio da noite.


A dama sem notar, sombreada pela voz do caçador: cantam.
Estranhão-se sem interrupção.
Ainda sentado espera que ela passe, para acompanha-la.
Pensava que o veneno não tivera efeito nele, seria escolhido. A que? mas estava sendo.


















terça-feira, 4 de outubro de 2011

Momento.

Meditei a escala,
cooperei sonando
sonhando, aprendendo.
liguei os amplificadores,
desafiando a não se incomodar
ao erro, que disfarça ao editar.

Fingindo i solar-se
por enquanto,
Estudo, reconhecimento.
Quando horas passam,
em alguns tons,
pela sombra, vejo dança.
quase me canso, insisto na contagem.

Descanso, com o cigarro.
Aquelas mesmas, formam outro tema.
Com sons e silêncio, pausando
A voo... e tombo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mitomania


Ressurgem os sustos,
poder criativo
apodera-se do acontecido.

Desiste, insiste outra
entonação;
Longe dos meus preconceitos
observo, a mim também.
Mania.

Sem comportamento,
específico, complica-se
dentro do: possível.

As possibilidades
encurtam-se, a cada definição,
presencio o distúrbio,
aparentando entender.


Desprendia da verdade,
não tinha escolha. Testemunhava.
Aguardava a mania,
passávamos comummente com mitos
Todas as dúvidas humanas, alimentadas;

inexistimos,
com falso interesse,
Imaginava
maior convencimento,
mesmo sem esclarecer.

Aos poucos,
as provocações
importam outras expulsões.
Dissera que envaidecer
estava para chegar. Estopim, ego.
Estaria, eu aprimorando
saída com estilo.
Fomos expulsos,
a festa era para poucas manias.

Disseram: envaidecer,
fizera listas de convidados,
dessa vez, seria um novo maníaco.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quase passado a limpo.

Deram o rascunho,
passariam por alinhamento
as folhas limpas,
que iria revestir.

Escureceram de café
as beiras,
aproveitou a cor,
conspirou outro enredo.
somassem.
dedicou-se a esquecer;
e ter por si
o que via;

acomodado ao lado
a lamparina
rabiscada uma escravinha, a cafeteira.

capturando as luzes
que refletem
no semblante,
o espaço. Retrato.
outras formas,
ora idênticas, ora desfoque.
nítido só ao ver
aos olhos, antes, o óculos
encorpando;
meias cinzas...
escondidas
pelo cobertor ..
enquanto o rascunho
prometido a outra folha
espera...
o pavio escurecia despercebidamente
o ambiente, paciente:
deixaria para escrever o rascunho em outro lugar.
apaguei-a antes que me limitasse. Deitei.

capa: 4° ato - Fática Compreensão.

Antes de capas,
Ilustrações de um contexto
cancerígeno,

Belo, antes coubera.
uma desculpa por deixar escarpar.
de falar por dentro do texto,
Está conversa.
Desavença do modo; notório.
Antes da crença, da beleza.
Tentativas, antes esquecida
brevemente; até compensável.

Comparável a capa, do momento.
Enriqueço, ao desconfiar.
desenrolar.
todo conteúdo, disperso.

Rondava apostas... pareadas.
concisa.
Dentre tudo.
inadiável, até que aconteça.
antes que não pertença.

saciando, parte da descoberta.

Da conversa.
do estado de atenção,
distinção do ato.
ator, desafiador da situação.
o é.
Atuação:
atuando o destentavel. Inventível.

Ao final, antes da capa,
benigno, instinto.

pretexto à almejar,
dentro da própria conversa,
convencimento. justo. descomprometido.
laceado definido, ao não dito.
Pertencido... pareado ao acreditar.
Antes, o invisível
causal, casual.
Antes da conversa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por nada

Corrijo
a rigidez
do nada;

Por exatamente...

Enfatizado; sem querer

comum' corte, oportuno por...
interrompida corrida,
mente, certa, flerta
o ignorar:

pioro a correção
a critério: próprio da palavra.
Com a mesma finalidade da vida: Corta!

o desconhecido percebe parte do todo...
nada que desfie o desafio:
desfazer.

Por tanto nada; ao canto, canso. Ao esperar.
Buscando, portanto.


Condomínio I

escupiste rindo
partem, vindo
esquecido.
parto, ao meio
do quarto,
andar, a cima.

escolheste a via
rasa, viável.
Poupaste de tinta
distinta, ao resto do quarto;
antes simplório
depois ainda de valor, ou com...

ainda há tempo;
iluminar o corredor
preocupar o relógio
e com... o temporal.

Chuvoso telhas,
Solo sol, chão economia...

Reuniremos,
Discutindo.
Comprometendo-se
com o bem; estar
de todos, cada um em seu incômodo.

Solicitam do sindico
Recibos,
Desculpava-se,
Estranharão-se,
Resolviam-se a
panquecas, e pancadas.
uma depois, outra.
Clarearão-se em compaixão,
novos corredores. Do Novo ex-morador
cobria-se de vermelho
com marcas frescas,
cheias de palavras
inventadas
pelo ideal, o
justo. o
Agora.

nomearam a dona das panquecas
síndica,
Carteiro tem perguntado
da cartomante
o vizinho do baixo
diz que a filosofia vai matar seus filhos,
Matara dois em sequencia, e
com o outro ameaçando nascer.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Até Breve...

Dessa vez fora só visita
Chegaram, queriam, queríamos.
Ser juntos.
mal explicado
o endereço.
Mostramos que estamos.
Tentamos: Pra todos os dias.
Bebemos, Rimos
Silenciei,
despedi
olhei meu abraço
no sorriso
atrasado: O ônibus
Ameaçava sair.
Ameaçando não, deixe-os ir,
cantando alegria,
prometi...
A pé, o caminho
com euforia
que viraria saudades.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ímpeto do instante.

Esticou às beiradas
beberam todos os contra, regras;
Estipulei a liberdade
pelas estribeiras.

Agora sim. Aguará
essa falta de...
Estimularia todo o inverso, se fosse livre de mim.
Fiz do pensar, a equação,
a sensação.

Centro: Existo.
Todo: Coexistimos.

Os pés
de areia,
a seda
o céu esfumaçado.

o coletivo em grupos,
apartaram o todo.
por amor ensaiado,
Em casa de escolas.

Do estalar
das águas;
trago, outro gole.
Permaneço.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nascimento.

Pediu novidades,
no dia do aniversário:
a data fora identificada
pelo surgimento da insatisfação.

nascera, no dia de ontem.

Agora existirá também um frio.
Teria que reivindicar
comida e carinho.

Uma estória
de criança contada para o adulto
Nova idade, novo ciclo,
voltando a criação: Infância.

Tentará explicar o amanhã,
com a tempestade que tem acontecido.
Comprará um casaco,
ainda assim estará encharcado.

Consciência:

Até certo ponto. Final



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nos dois sentidos( continuando )

São Palmos. Aplausos.
Uma recepção em grande estilo.
Abalos, A balas...
E um vazio; uma Refeição.

Quando esperando
Com reflexão,
em súbito narrando
com surdez.

Além daqui.

há outros aprendizes
despencando da perfeição;
Assumindo a dúvida do ideal.
Passemos a deixar de acreditar.
até que com paixão iludimos o
Real de agora.

Estou presentes em crenças.
Passei a existir
em mundos diferentes de percepção.

Tão parecido com Respirar.
O que deixa de ser.
ou, o que não é.

Nos dois sentidos

São Raros,
Criam e explicam
Riem por simplesmente:
Ser.

São rasos,
perante a insignificância
Simplistas ou Artistas.
Os dois são.
Todos Somos.

São casos,
Diários, de dias, generalizando
toda lógica do presente
inerente ao próximo
Agrado.

São animais,
belos e regurgitados,
estão em queda, livre,
segurando o desconhecido
com curiosidade.

Evolução em ciclo.

Aqueles mesmos de agora
parcelado em moeda estrangeira,
moda de nacionalidade.
O estado humano, este que já fora
anunciado presidente de si.
Incorpora-se ainda em ausência,
Sem sentidos.
relação entre causa e futuro.
Nesse eterno Retorno
de heterônimos;
Estereótipos em formação, cíclica,
Ao menos expanda junto do universo.
cada qual em sua escola: Ascendente mente.
Acidentalmente, talvez não faça sentido.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pra quem percebeu

Quem não soube.
Que sempre coube em ideias
Inerentes a uma conquista,
Inexplicável.

Inesperado.
Passei a olhar e esquecer.
Do mesmo confuso.
Que esqueço.
Travando, e voltando.

Um tempo curto
De estado aprendiz,
Sinto-me agradecido
Sem o suposto merecido.

Estou para o mundo
A responsabilidade
Do resumo
Em sumo estado profundo: Revolução...

E em planos diferentes
Vamos armando,
Amarrando,
Amando para uma mudança.

Educar, sempre foi a esperança.
Daqueles que como aliança
Sente a inocência de ser sonhador.

Corruptos de valores,
Convido-os para uma luta
Contra o distraído
Em lista de espera.

Pela arte,
Com a vida
De carência de dívida.
Pela parte,
Que ensinar
Implica amar.

Com egoísmo pelo coletivo.
Esta razão que encontrei, em vocês, por todos nós.
Uma linha à cada um:
Implico sua musica
Em inexplicado acaso de se entender
Suspiro amor por traços desenhados
E os outros da casa que me trazem identidade, amigos que chegam e partem. irmãos.

Por aqui outro adeus,
Correspondido
Insistindo a volta
De quem percebeu.

domingo, 11 de setembro de 2011

à Vida:

Pedinte
coração doente.
d'alma que sente
o inatingível.

Insiste
em doer,
por não ser
escolhido, Invisivel.

Sem existir,
identifico
um desconhecido
raso.

Lúdica injúria
de estar,
e não querer
e não poder.

Infinitamente determinado
o sofrer por ti.
Eu mesmo.

Eu, mesmo que
em espera, ando,
Em circulos:

Tudo renasce, apesar de parecer padecer.
Até a esperança
de um só dia.

Das pedras
que dizem serem suas, pego-as para mim.
E escondo de nós.

Escondemo-nos! desse
ar de arrogância.
Respiremos toda à fragância,
desconhecido seu.

À raridade :
Preciosa,
personificação desajeitada.

Inspirado e dedicado à patty

sábado, 10 de setembro de 2011

Invente, emende, em mente.

Perduro o egoísmo

Sem ismo,

Entre mãos,

Aperto com esperança

Da religião

Fugenciar as mentes sem

Grades;

Da filosofia

Personifico o monstro

Dentro d’entes querido

Sacrifico o sacrilégio.


Empasse, caminho.

Meu anterior, de mente.

Minto metade.

Deboche.


Só pode ser dor

d’entes.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Et setrA

Ó paixãozinha,
apontas um sorteado
de possibilidades.

Das letrificagem
às formas em cores.

Com a sensibilidade sobreposta em técnicas.
Ó paixão, zinhar de inventar, o inventado!!
Zinhar-me de carinho, incompreensível.
Ó sinhá sabes de minhas fraquezas.

Um quase descontente,
mesmo quando mostro-me
em dentes, sorrindo.

Em olhares com sons.

inquietude de um desconfiador.

desfio o todo e...
ETC.


domingo, 4 de setembro de 2011

Sem ciência


Apoiaremos,no agora, nossas verdades,
em descobertas que desmentem anteriores.
Donos do saber,
mascaram o desconhecido,
com fatos.
Encaram o mundo
com inflamado ego.

Sou quase anti religioso,
Mas toda a arrogância de uma interpretação.
Faz de mim um anti roteirista.

Estamos assim; o quão próximo da integridade?



sábado, 3 de setembro de 2011

des-pertinência.

Tão de pertin...
passaram.
foi assim
todos interrompidos...
no meio da palavra.

-se tranquilize, logo acharemos.


Entre, o cheiro
e o mal estar !

Das faltas, cartas em mesa,
Entraram a julgar.

Todos partiram,
levaram meu jogo!

- Se tranquilize.

Tranquilo estou,
só imploro por meu destino de volta ...
quero minhas cartas.

assim de pertin,
entre a palavra e o espaço,Vazio.

- onde você vai?

Seguir.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ecoante

Liquido

O fluído que ultrapassa

a cobiça individual.


Felicitando memória

de percepção.



Dignifico:

toda falta de Química,

in-citando ilusão.

Todo mal dito,
redito.

As páginas com mosaícos, cupins!
Alguma utilidade pra tantas palavras criadas?
Cupins!

logo, durmo!
tudo o que fora percebido... amanhã ainda será! ainda será... ainda será?




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Acaso

Se por o acaso eu fosse condenado,
ele continuaria a existir?

O que dizem sobre a ordem natural,
todos esses erros fazem parte?

Descobrir que estava equivocando-me,
só reduz minhas respostas.

Bom dizeres, sobre o que adaptamos.
Ignorando a situação.
Quanto orgulho em uma falta de identidade.

como posso acreditar que vedar os olhos, em algum ponto da vida, seja louvável.
Sua luta termina aonde?
e a inocência?
Para os "opressores" : viva o comodismo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Onde Volta?

Como pressuposto: Sou.

Simples mente

Contente.

Com aquilo que penso ser.

Ou deixo.

Soluço tudo aquilo que percebo

Prendo a respiração a fim de evitar.

Mas logo sobrevivo.

Sob-vida observo.

Ou Deixo.

Afim

De a qualquer momento implorar.

Sou só afim.

Ainda sem armas só penso no que já foi dito.

Palavras de um ciclo indeterminado.

Caduco-me

Em velhas ideias tão minhas.

Quanto uma condenação nossa.

Sambo em passos contra o tempo.

Suplicando sua ausência em Doses.

Dosado está.

Estava. Estará?

Imaginação: ó seres imaginários, cada qual terá seu mundo.

Mudo ou burro, estaremos tentando dizer, entender.

Acordando e dormindo em uma imagem sua.

Criando um absoluto para os próximos descobridores de dores.

Com otimismo ridicularizo toda individualidade

Veja : Eu ridicularizando-me.

Dia a dia.

E no fim perguntaste:

- onde volta?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Agora

Deixo para o estado

Controlar a dor do instante;


Tenho tanto deixado

Que por algum dizeres

Acabo convencendo-me

Que estou marcado

De traços análogo.

Que calmaria

sinto que a revolução
estar por vir...

Desejaria

A ausência

desse destino.


Deixo o Estado.
Esperando friamente sua repetição.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Causalidade

Por enquanto estou aqui,
Estagnado no meu consciente
Observo luzes e cores;

Agora, enquanto sombra
evito a luz,
E escondo as cores;

Com preguiça de mim,
enjoado de minhas letras,
disfarço com minha euforia,
Faço com sequência.

Tenho que fazer, do tudo que conheço
solidifique em verdades,
Para não soar indecisão...

Por engano, sei que faço escolhas
Mas não as julgo minhas
pois não parecem perigosas...

ainda estou aqui,
preso em meu ser,
conseguinte
da ordem
e desordem.


Uma vez por ano,
Aconteceria todos os dias...

Tudo que falo
parece com que penso,
mas não diferencio do que crio.

Tudo que faço é repetir movimentos.
Fingindo ser um pouco de cada coisa,
por ai, e por aqui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conversa de filha pra pai.

Em um dia de sol e chuva.
Papai por que estão todos sorrindo?
Estão felizes minha filha.
A menina fica pensativa, e observa mais um pouco.
E por que escrevem com tanta tristeza?
Privando a filha o pai responde:
Está tudo bem, minha filha. Vá brincar!
Camena beija-o e sai correndo junto de outras crianças.

detalhando

Feliz em perceber a mudança
em detalhes
somo a comemoração uma concentração a mais em meu ar.
Prolongo a felicidade, ousando encosta-la na tristeza.
Reflito, e ainda assim continuo.
recoloco a mente na selva
atrais de espirais... desço por seus estreitos, e alcanço o oposto.
Acompanho as curvas
de mesmo grau,
despercebido caio novamente.

evito a critica,
que por agora ficou inevitável.

Em silêncio,
ouço somente meu compasso,
e acompanho a estagnação das imagens.

Em silêncio,
ouço os ruídos externos
que por ora se tornam meus... junto de tudo que vejo.







sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pariósis/Poesia da imagem


Pariósis
Nome de Pássaro
fonema de remédio,
o possivel vôo,
e em entermédio
a alimentação de couro...
tão absurdo,
quanto vestir as cores definidas,
por um aleátório.
em busca de sua cura,
canta: Aiósis, aiósis aiósis
e as manhãs:

Aiósis , Aiósis...

O que procura?



Pariósis

Nome de carro,
forma de ave
Preso ao chão
Pariósis,
canta...
seduz suas presas com o som : Aiósis
Aiósis
Aiósis

e ave se aproxima do predador

Aiósis...






sobre o natural
costumamos idealizar, e dar nomes,
selecionando verdades
tão natural a contradição.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorrindo

Quando a sombra da terra moldou a lua,
Chamam de eclipse.
até que Racional, ético.

Lembro da infância,
quando sorriamos
na sorveteria.

De fato estamos evoluindo,
não passamos mais pela infância,
mecanizamos o sorriso,
tornando todos pequenos adultos.
distanciando ao máximo do nosso ser.

Será que o individuo ainda sorri?

sombrio e cego,
sou o rio seco e árido.
Muito bem criado!

Minto, ainda sei sorrir:
sorrio por desespero.
Quanta infâmia!

Não sou o único,
outro dia vi seu apelo na lua.
Lembro do tempo que sorria
por começar um ciclo.
agora o desconhecido amedronta:
trazendo a repetição do comodismo.

Chega de viver de premissas,
arrisco estar aí o caos.
Assim me livro da responsabilidade.

Minha covardia acompanha minha razão.
A matemática só pode afirmar os 50%,
quando relacionado qualquer dicotomia em verdade.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cellula Mater

Está foi a primeira,

tem mar e tem sol,

quase ilha.


Já foi portuguesa,

hoje é brasileirissima

Tem até Brasão:

Leão, economia e coroa.


Hoje medra,

o engenho deu lugar

ao açúcar embalado.


O comércio agora é interno e externo,

as ruas são travessia para maquinas.

Existe passageiro e carona.

Só tem direito aquele que paga; isso sempre existiu!


O som da vila

agora está conturbado pelo compasso,

rotina dopadora da inteligência.


Até os pombos atravessarem

pela faixa de pedestre,

está tudo tão humano.


O humano inconsciente

o seu lado mais animalesco.


Esse é o problema do inconsciente coletivo,

pra que lado ele vai?


O que diria os primeiro povos que aqui habitaram,

Ao ver que tudo tem se tornado um grande shopping?

Lutariam !!

domingo, 5 de junho de 2011

No canto da folha... I

Uma noite, um rascunho
Ligo os pontos forçando o rabisco.
Adivinho o sublime, sublinhando.
sintetizo toda minha maldade em pureza.
Identifico linhas esquecidas,
trazendo à alma a esperança da ilusão.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dia sim, Dia não...

Meia Noite:


Neblina, frio e

Escuridão...

As plantas dão sabor ao cheiroso;

Não preciso

ver a dama-da-noite,

Para senti-la,

Silêncio.


Alvorada

Ante Merediem*:


Rompe a escuridão, somente com a presença.

Os pássaros impressionados com o retorno do sol,

Trazem o som de volta com toda sua integridade.

O sol realça

a cada instante

as cores.

Ar fresco; formas recém-nascidas, reinventadas.


Meio dia:


O ar

Esquenta,

Deliciosamente

O matiz dos sabores, das formas

Montam um espetáculo...

Os pássaros amenizam o êxtase

A luz mansamente se distancia;

As arvores solfejam com os ventos;

E espalham reluzentes.


Implorando a volta do sol

As cores o levam até se por.

Laranja, vermelho, rosa...


E o até logo, atrais da cortina dos morros.


Surge a lua provocadora,

Deita-se sobre o mar,

Antes de tomar o céu.

Apresentando a noite.

As dama-da-noite, exalam

Seu perfume.


Meia noite:


O cheiro de terra molhada;

O Vento bravo, e violento

Anuncia a tempestade.

esperando as primeiras gotas

identifico cada elemento.

Compreendo, quase nenhum.


Até adormecer:

Raios, elétrons, trovões, animais.


Dia seguinte acordo com os pássaros, um lápis e papel.

O céu nublado, incrivelmente belo.

Chão molhado, e o restinho do som da água encontrando o telhado.


Tão difícil separar um dia do outro.

A natureza simplesmente continua seu fluxo.



*Ante Merediem: expressão latina, antes do meio dia.