sábado, 19 de janeiro de 2013

In-pulsante

Coincidiu o vácuo
e o passo
dado
o tropeço
fora voo, queda e voo.

A Espera de um ato,
sem roteiro.

De uma rota
ingrime
sobre a grama
ou amariam as pontes?

antes
atravessaríamos
em um só salto
atravessemos
Pontificaste um som com
que fizeste a ponte cantar

Teu destino
é ao outro lado
ao ponto que não entendemos
e hoje propomos a realidade.

não investigo
mais os vestígios...
ser o que se induz é perigoso...
porém
Libertador.
Dores que aprendemos com o respirar,
Cegaram os manuais do impulso.


Marchinha Psicótica em saturno.

I- Cascas

As palavras que voaram
carregaram-me ao vácuo
Os passos
 tortuosos
   trouxe-me
      ao inerte
descuido...
a tensão sobre a morte.

Li morte.

Vi em ti
o contornar!

o meus traços
fantástico
em uma criança que pulava vento.

De certo
deu certo
Morremos.
Nasceremos?

o ar rarefeito... fez me caricia a meia luz.

os pulmões
confinou cores...



II - Tempo

O tempo desfez tuas ancoras
e partiu...
os ponteiros
com pontos
sem pontes.
em um fosse
dois

em dois foram
treze.
 Uma hora
passou
e ainda estamos transeuntes

III - Paranoia


o terror
trouxe
a precisão
do ser que busca a loucura
por intuição
do verme que rasteja

aonde lambe as rochas, come sal, e aos teus devaneios... deixou um cálice da ultima onda que os olhos refletiram.

IV- Enfermo por espécie!

Entrego-me aos vermes,
aos demônios,

O turno das manhãs
Dava-lhe as faces
tracejadas na areia.

 Leia! O tom linfático formavam 
cores e traços de um planeta quase são.

Devolvo-me
ao invento da realidade.
Tambores
tum tum tan tis tum tin tá....
Tombo



V- marchemos!

Caminhando, encontrando o instante que não se busca!

Marchemos!

Oh Mártir,

Ou todos os personagens morrerão asfixiados,
ou correram sobre o ar.

Devoto a covardia
Voo
Sobre
Fortes que apontavam os inimigos vindo em alto mar.
Montanhas
 alteravam os tons
  quando o enjoo
    manchava os olhos.
Flores Exalavam
Perfume
Lúdico de Sombra Deitadas


Marchemos!

Teu olfato tão inocente
nada aprenderá com
as flores plastificadas.

O tom dos cheiros
turvará a percepção


Marchemos...


Ao som das cores.

Marchemos!

em frente!
De frente ao presente.

Eterna-mente.
Fundiu tua órbitas em galaxias distantes.
Recesso.

Tem tom tentan
da dor do dia
riu roeu ren
Te teto tu
viu vaia ver
em ar ir

tem tom tentan


As letras caem
aprisionando
o ecoar

VI- Des Saturno

Returno

Retorno

Saturno
permaneceu intuitivo

O brio ébrio
reinventou
o clamor
deixando o brilho do estase
ao limite da dor.

ah meus limites,
as ondas disseminaram-o ao ínfimo
mostrou, o quão, do regressivo.

VII-  O Cão


O cão amassou
o pano e levou o lenço.

VIII - Netuno

Ordenou que eu voltasse
o cão com o lenço
Esperava em orla
o dono voltar a si



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Imagem

Desprevenido
Respira
o devaneio
da esperança

Destrata a beleza
confortando ao impróprio
fora de si para te rasgar, perfurando os dois rins em um só diminuto
Do ínfimo ao mundo que também és seu
mas rejeita
por querer ser Individuo!

Não era nem animal
via-se como terra
Inundava teu Eu em seu estômago palacial
Estrangulou-se para não dizer a palavra
mas o espelho, balbuciou como dizendo rente a orelha.

Ainda é você!?

Com os dedos fincados ao pescoço,  jogou-se impulsando as pernas e os calcanhares para traz

porque gritas?
perguntas?
Não poderia ser um insulto?

Mas um só segundo e morreria estrangulado pelo meu reflexo.

jogou-se impulsando as pernas e os calcanhares para traz



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Linda!

 As cores se atraem.

As estradas fazem sentidos e destinos! E desconheço o objetivo mesmo que eu seja só sentido.

eu me distancio delas, o destino me atordoa... somos vidente? ou escolhemos com qual dente mastigar?

somos apenas o ocaso de luzes... carrego-me próximo ao abismo... próximo ao sol- poente!
e perambulando em desiquilíbrio
colocaste-me a um passo da queda...
cairemos?
se eu cair só novamente, gritarei insanidades mentais... pois assim chamo,        o amor... a ilusão descoberta em um mundo real.

E  ainda assim o calor do asfalto afastaria-me dos sentidos que recupero em vácuos.
temo o que sou, quando reinvento minha ordem. entende? 
Hoje sou abstinência 

devaneios químicos
e traumáticos...  pouco importam se percorremos estas estradas, distantes, buscando nossos abismos.

Distanciando do tom que não escolhemos, sentimos em frequência... mesmo com direções opostas.



Vamos fugir destas estradas ... escolher abismos que caibam nossa queda.
Para que o coração faça do peito. Tua Casa!


Até que Cabum!!!
Estas estradas são nossas!
 e o destino?  desculpa para podermos entregar as luzes que estão em represas profunda-mente desconhecida.

E a fuga? a fuga? funga-me!

Fujo! 
o calor que busco
é do sol que nasce
quando teu sorriso flerta.