domingo, 24 de novembro de 2013

desamava razão

A pess0a que se ap0ss0u
de apess0ar
a peça
que estava despeç0and0

apess0ava

a pressa da p0sse
decep0u 0 prim0rdiaI

despess0ava a  pers0nificaçã0
pers0naIizada;
!a prec i ava
0 primitiv0

terra erra c0r
tera rai0s
enterra a d0r
teia de cact0s
sem Iuz
vivem a eternidade

v0mita 0 instante digerid0 n0 anteri0r

a pess0a
despedi 0 pedid0
desistind0 da pers0nificaçã0

sabed0ria ria d0 saber
sabia c0rrer d0 sã
sempre s0Iid0
sente s0rdid0

m0rbid0

viajante

mastigava
a mente
mentir0sa
que matutua morsidade

amor de aro
am0r rar0
car0
alv0
v0a a0 amarte

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O som da voz

Caminha no escuro
Entre as luzes

Longe dos muros
Sente as cores

Na sombra das árvores
O canto do pássaro

Entre cortes
Abandona o gado

Trance os fios
Trance o presente
Dance com a sede

Trance os fios
Trance com o presente
Dance com a mente

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aleatório sopro d'alma

sonhos são reais
a corda em praças
ultrapassa nossa aglutinação
invade os tons dos mares

a poesia
é num riso
ou lamento
vem do corpo
ou vento
ou do acaso

Precisamos uns dos outros
esse labirinto que inventamos com a razão
vai matar nosso instinto
sejamos uma queda de cachoeira

sonhadores
que invadem o chão
perfurando,
Desalinhando
os padrões,
flutuando o espirito
e se ao vomitar
cairmos nos padrões é porque foi sem querer

Sonhos são reais
as mentes elevam o indivíduo
a ordem definiu, definhou o progresso

Sonhadores elevam-se no sopro
dores elevam-se ao fim de risos permitidos
o aleatório é a fuga da permissão em um sonho proibido

e se cairmos nos padrões é porque estamos contaminados, faz parte do processo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ao alcance dos olhos

Ela deu o ar das graças,
e descansou no leito das nuvens
as montanhas iluminadas
prestes a terminar o ciclo

Ao alcance dos olhos

o inicio partindo do fim
a lua engolida
explode
escapando raios de luzes

Ao Alcance dos olhos

as sensações
criam a imaginação
o céu retrata o instante

Ao alcance dos olhos

transborda energia
do sol
o azul, funde ao mel, ao amarelo
misturando-se nos pulsares

Ao fechar os olhos

A lua ressurge
as crostas
e precipícios
becos
vertigem violeta ao nítido amarelo
ao imenso azul

poeira estrelar

raio cósmico
invade a matéria
trocando partículas

As montanhas
negras formavam
imagens com as nuvens


Mim Homo sapiens sapiens podaria meus instintos?

Como seria seu dia se não precisasse de dinheiro?

Até onde enxergaria a maturidade? Até onde agiria como criança?

Como seria  se não pudesse suportar a rotina de padrões sociais?

estaria condenando a maturidade. Estaria condenado a irrealidade?

Como sentiria o sorrir, vendendo horas para que algumas imbecilidades visitem os mares do caribe.
isso para encaixar-me em um modelo de felicidade?


Quantos dias de metro um politico do congresso utiliza por mês? ônibus está fora de cogitação...

como seria seu dia se não existisse luz elétrica?

Abstinência seria nossa perdição.

com o tempo sem saber o que fazer inventariamos atividades.

Não me enquadro.
Não suporto o simplismo
à entrega de todo poder criativo
às correntes de valores morais e éticos

não suporto dois meses de expediente
talvez devessem aumentar o tempo de almoço,
para que de tempo de fazer pelo menos um poema.

Mas também poderiam deixar eu chegar mais tarde
para que eu possa entender a inocência da manhã
com uma melodia em harmonia com a brutalidade.

e deixar eu sair um pouco mais cedo,
pra assimilar o poema e a música
pragmatizar o pensamento
que está automatizado
em busca de descanso.

Eu humano podaria meus instintos?

por algumas horas que rendessem moedas?


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Antes da calma na alma existe a dor

mergulhei a alma no laranja
derramei lagrimas por um amor
já me afoguei no azul
abracei a morte

me inspirei no vermelho
difundi minha mente na sua
sobrevoando a solidão

vivi a imensidão

bruta simpleza vou te lapidar

Houve riso e dor
nossas promessas
dobradas no acaso

ouvia
versos no ar?
Do sofrimento soterrado
nasce o ator.

Aquela fim de madrugada em que meu corpo 
era areia
minha mente trovoadas
os olhos escuridão

o mar rasgava o som do meu coração

soluçando o silêncio
por horas que eram dias
e tornaram anos
fui acolhido
por um raio que eletrizou meu peito.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Contemplação

Ao Ver de, hipinótico...

- Gostei dela!

Mas nem falo com ela.

- em sonhos não se fala!

haha

-O olhar que sorria, o jeitinho manso, o som das luzes. O barulho do mar.

eu já falei no sonho...

-Eu quis somente contemplar, ver o vento tocar-lhe o cabelo, que deslizava na pele.

Qual o nome dela?

-E isso importa? pode chamar de pétala, violeta, amor, paz... só pode ter sido a cor do luar, que me enfeitiçou.

E como vai conhece-la? se não falar com ela.

-Sonhos podem tornar realidade. o sorriso é uma melodia, é a fragrância da paz.

você é maluco.

- não quero me desapaixonar, quero sentir a beleza do invisível, sentir o sorriso e o olhar.

tem usado drogas?

-Talvez, a beleza me alucina. Nada é exato.

Você idealiza ela!!!

-Talvez.. talvez... mas somente quando me perco nos olhos dela.

Vai me diz o nome dela!

- Pode chamar de arte.

...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carta ao emissário

Não acredito em nada que dizem por ai...
Já nasci pronto!!!

Não que eu esteja completo, mas minha natureza, talvez..

Não creio no ego
id ou super ego

todos somos animais,
crianças da natureza...
ou se quiser podemos ser insetos.

Vivo para desconstruir
este é o sentido que encontrei

já que meu instinto fora descompassado, mutilado, violado.

E quando alcançar o estado inato do ser...
Não precisarei mais de mim com um eu.
Rastejaria, ou voaria. sem almejar ter pernas.

Admitindo nosso caos, suplico que destruamos qualquer busca por ordem.

Equilibrar-se sim, mas no invisível, nas destrezas, no desafogo do âmago.

Farto de ciência!
Farto de ciência!
Vivo como um pássaro.
Ou caramujo.
Ao mesmo, que sou o pé quebrando minha casca...

Ao ver os elementos evazarem
desprezo, admiro, torno parte, fujo.
percorria a alma
com maestria sobre os órgãos


Estou Farto de Realidade!
Farto-me de realidade!

Nada é real.
tudo existe!