terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mosaico

O céu é Finito

As nuvens são tracejadas,
rachaduras sem melodia

A paisagem: o altar dos pensares.

As estrelas
Criam os mosaicos

Lagartos

escapam dos papeis

E o Divino:

O clarão amortece
anunciando o saciamento
da morte
que reapropria-se dos derivados

As lascas das arvores
anunciam tom

O branco é corrupto
fundi o ser ao mutualismo: os lagartos voltam aos traços do grafite.


II-
As cores da gaveta
o fundo empoeirado
instiga-me a qualquer
ato tornaria-me um idiota, ou antiquado

a posição sob a luz trouxe tal efeito...
Mas o gesto ao inóspito
à grandeza do esmiuçado
o tatear da areia com a pele

comprimiam com o ar, alucinações da realidade.

poderia Ser o I DI OT A.

Ao menos Sinto-me
enquanto estou
sendo-o.

Sobre a poeira
dos natais passados e futuros.
Já que ninguém limparia a gaveta.
o som era o da concha.
que transportava o mar
à consciência.

Sentou-se com a cara contra a parede.

- o que há pra dizer?
o que nego ao ser dito?
Se digo, se sinto, se sou.
o que há para dizer?

com os olhos cerrados,
sempre há imagens, cores, ideias.

E um imenso ecoo do vazio.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Não há protesto
Nem adversão


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

dessimboliza

À Eterna Revolução
a era pós era 
pusera
a pulseira sobre o ser que não sabes nem o que serás 

alma tu flutuas em sociedade, os ruídos são símbolos!
e quando quiseres pode inventar
quaisquer realidade, com os elementos apresentados.

Brindou.

" De certo aspecto sou a sombra apaixonada 
não penso sobre isso, a não ser que, me forcem... ao murmúrio da realidade."

Estar em um bar de cerveja barata.
vendo os pássaros planar
contra o vento.

espero sentir-me farto 
para que eu pertença a mim,
o que sinto 
para as vozes,
carregaria-me aos palanques à
achincalhar a espécie.

II-
O conforto
é tudo que já existe, todas as cousas,
pode-se amá-los
sem nem saber o pra que.

Efeitos submersos
em rasos raios de luz.

amo a árvore da mesma maneira que o dinheiro.
o que mais me interessar.


Amo o amor
e sinto prazer em ser odiado.

minhas causas são mentiras, ilusões
da desconstrução que eu poderia criar.
Nada além. passiveis de serem contrariadas.

                                                                                 depende da fome.

Mas as coisas, são feitas de formatos ou apenas ondas...
e devem ser abandonadas.

Assim mergulho o vazio em ecos
construo moral fictícias e logo desconstruo. Achei serem minhas tais vozes.

identifico como minha aquela que pronuncio ao ar.

e o silêncio carregará  os rios de luzes. e escuridão.