quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Poetas Marginais

Aflito e feliz
entrego o canto
ao aprendiz
nós, Malditos! Nós, Marginais!

Flutuamos em Quimeras
Goiabeiras, quebramos o estandarte
fugimos dos raios marcados

Não há perspectiva material,
meu piano ficará para a próxima geração...
eu ando voando com gaitas e violão
e batucadas nos sapatos

Aplaudo o pé de carambola
sorrio planos desafortunado
admiro o cortes no real

aflito e feliz
a parte que me faz completo
está no absurdo, no harmonioso desastre.

Desenlaçando os malditos
efervesce o furor, o dócil e o amargo.
Subindo do estômago ecoando com assombros
de uma realidade que apunha-la o artista

Nós Alquimistas transformamos o ouro
em amor, e passando pela laringe
impulsionado por forças

Os gritos, vômitos, equações...

domingo, 27 de outubro de 2013

sinto como se nao sentisse nada

Foge a realidade
quando os sons não se conhece
faz poesia
com o vento e o céu...
abraçando as luzes

como um louco
os ombros erguem num grito
em anacronismo
e os sentidos
ecoados no estômago

Realismo de outro mundo
moral provocada
cores entrepostas
telescópio

Teletransporte

deter o letramento...

derreter
o copo...

libertar a língua..


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Da noite ao amanhecer

Não quis transparecer
o que transbordava
Ainda vai amanhecer
e a noite transportar

alma que cai em galhos
árvores que sonham alma
révoa de sensações

Ruptura da memória
um estrondo progressivo
alinha um inicio para o caos

cores dão forma
à conforto dos olhos
os ser em queda livre
encosta os pés no chão
e deseja Bom Dia!

O silêncio em caos no in-tanto

Canto dos cantos
ouço vozes das vozes

No entanto
um grito movia
pele e sobrancelha
língua e dentes
e as vozes uniam respostas

encanto dos cantos
alinhavam tormentos
em parafraseado
sem parágrafos
destilando prazeres mórbidos

ali permanecia
sedenta
sem calma


expondo o contrário
a alma se defendia:
os olhos serenos,
gestos leves.

redemoinhos de vozes
Sombras das dores,
algemas de fogo
 no entanto tornaram
cânticos das vísceras





sábado, 12 de outubro de 2013

Cinesurrealismo

Ontem conheci três palavras:

Continuidade, causal, inerte


tinham olhos e bocas

sapatos e cotonete

Flutuavam

contra o paredão

com os troncos separados em partes


criando combinações


trocando o chão

todos possuíam explicações


Nenhuma fez sentido

cores em tons

ecoavam criando direções

dei saltos, subi a escadaria

seguia com o dente

desci da corda

Sobre o amarelo debrucei

encostei com a orelha no chão



todas as parte fundiram

eclodiu o som

atemporal

em um só

Agudo seguido de um grave
em
 corpo:

Continuidadecausalinerte
causal inerte continuidade
inerte continuidadecausal
a Mente sentia

Ação:
passada no futuro

Corta

Ação :
Presente


Corta


Até pra conhecer

Arte pra conhecer

Vida
idade
morte

Arte para entreter:

miséria
necessidade
esforços

arte por arte

equações
sonoras e maciças

vinda da idade da vida
vou da idade da morte
vinda a miséria
vais com a necessidade,
do esforço.

Vinda arte
o renascer
do todo ao sentir da mente.

Reforço que raridade tem ser a ignorância

Ciência é arte

arte é fé

religião é suporte

Doutrina é prisão.


Erguesse a consciência

sobrevoando os céus.


A origem das rochas

atravessando o magma.


Expandindo as combinações dos átomos

Raios ondas partam os muros!

Expandindo as combinações dos átomos

Raios ondas partam os muros!

....






sexta-feira, 11 de outubro de 2013

nada ao todo.



Somos a crueldade
instinto regrados em sobras do devir
surgimos prontos para morte, em vida. E talvez o oposto.

Somos também nus 
leves em consciência
enjaulados na imbecilidade

Somos o contágio,
o vazio das crenças
a lucidez destruidora
o surgimento da des-regra-ação

A dança extrapolada
a fala entusiasmada
o silêncio da paz,
a alma do caos.

Somos ossos estipulados
Racionais
Somos a destruição
das prisões carnais

inventemos intuição
Acreditem
somos o vedar consciente dos olhos

Definitivamente, meros indefiníveis.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nova Identidade



Vai a luta!!!

a rua te chama...

Sai do conforto!

não está vendo a forca?

Vai! vai vê a lua,

ouve o som da rua

sinta as ondas do sol.

Vai, Carai!

Vai a luta.

Sai da zona, do mínimo esforço.

escreva os nomes
da revolução nos muros.

vê que os ônibus estão lotados
e os estômagos
estressados
as mentes trançado correntes

Vai
Filho da pátria
assistir as aulas que os professores estão ministrando nos escudos da tropa de choque.

vai!!! que estamos indo.

Vai sai de casa. toque o destino.

Vai ouvir os sons do novo mundo

ou ficará um moribundo, as margens plácida?

Vamos inventar uma nova cor aos ventos solares

um novo som ao dinheiro:

nova divisão de direito e deveres.

Vai!

Vai vencer.

E se perder que seja junto a todos.

Está ai ainda?

Está perdendo neste momento, o maior ato histórico, o que jamais presenciará.
poderia deduzir, mas para fazer a realidade terá de ver com os próprios olhos, ouvir, tocar, sentir com a própria imaginação.

A guerra é realidade
os braço não devem torcer
algum dos lados tem de ser destituído.

Vaaaai! sai da teve, ganhe um mundo.
Vaaaai! reinventa-se.

Vaii, inventa a liberdade, ou a tentativa;
não somos livres
se existir crianças morrendo de fome.

o presente está ai

Esse sol lindo
que ilumina a primavera
as horas que dançam
com o canto dos pássaros

um dia de novo mundo.
um dia, de novo, mundo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Presente


Aos dias em que não morri
estava sendo so-mente-ego.

afluindo sob o 
caos vivo

eu não sou, eu morri!!

a sombra da escuridão
o todo em parte
os ventos do vácuo... Silencio.

em vida

Com os dentes em facas

tom aprendido...

sobra do ébrio
da espécie,
para dançar 
a melodia

parte deste bando
alinhava as asas
o azul e amarelo caiam dos céus 
despencando sobre as cabeças.

Eu não sou
pois me matei
eu não sou
me transformo

                    sou                                                    não eu
 este presente, e depois aquele;

ainda assim sei que estou

deixando as penas
sobre o sol
refletindo;
os feches eram
matéria do instante
presente em 
um rio 
sobrevoado em um sopro.

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