segunda-feira, 28 de maio de 2012

Palhaço

Ao ponto que houve desencontro
ao tentar um tanto
em quanto ha de semear o todo.


o enlace deixou-o alguns passos para traz do palco.

No entanto os palhaços reproduzem luz,
Antes a absorvem
Solvem
Admitem a falta de posse
O todo incluso
ao fragmento
Ao ínfimo

Mas há desordem
quando se pensa em sorte,
Por acaso o sol sempre reaparece.

Refez-se aproveitando o céu aberto
para sapatear e dar colheradas de nuvens.

O amargo
Era o sabor
os olhos
eram o semblante
E com tanto
Altos
Campos
Encantava-o:
Saber sorrir como quem deveras sente a dor.









sábado, 26 de maio de 2012

Chega loucura.


Estamos presos
ou liberto em um mundo

Chances de moribundos
o inchame deles.
Correm enquanto
há veias
corram
acreditando no real
Em coro de súplicas
à mente que deve sentir dor.
Há quem tente
e sente menos
mente centrada

Direcionada pelo exercício

apenas tentativas,

Conviver consigo
és um exercício

Corrente
de sangue
de veras
lógica.
Caminhos impulsionados
certeiros Ao extremo.
chega a loucura
das feições do sentir,
evaporam para recompor.

Corpo, mente, de veras senti.
Ou sentir.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quarkz

ó imagens
somou-se ao que?
quão fragmentada tu podes ser?
Olhando, o todo.
Compreende-se o belo por ser cego. não por completo.
apenas envolvia-nos em mesuras
e "definitivas" possibilidades.

Este conformismo
Não pode ser conforto do instante
Antimatéria
podes ser o avesso
e o arremesso de trajetos.

o que preciso é compreender o refletir
que atinge
quase que equacionado, o ponto que viam do horizonte.
de onde viamos
chamaram de terra
átomo
Quarkz
Apenas Luz.
ó imagens caem dos olhos,
ou perfuram a visão?

sábado, 19 de maio de 2012

Fosse simples


Palpávamos o simples, pelo menos o queríamos.
Mas não era tão palpável
Era apenas ser.

Mesmo quando não pode parecer-se contigo
Quando o desconhecido
For seu bom par de olhos... patológico quase reto
                                                                              Quando há busca.

Toda música deve ter sua quebra
Conquista o movimento que faz transgredir as sensações
A parte anterior
Ainda soa como se acompanhasse
Por caminhos mudos
O novo ritmo

Reconheço
O passar e o ignorar
O fluir sem ser percebido
Incorporei-me ao confiar a em ti

E quando não soube
Por não ser tão simples
Por ser e não saber ser

Pesou o eu, aquele que desconhecemos.
Favorecemos
Deduzíamos quase que de modo sublime


Falo de ti e de mim, só por hoje:
Que leva a trocar as formas
A deixa-la íngremes
Preparando o peso

Dando ao tempo
A melodia desastrosa e pausada...



.Amanhã a dor será
A ressaca.
E que o iludir torne os segundos leves.
Até que eu descarregue-me do
Eu que perde-se na ilusão de um tempo passado.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Velhaco



I -
Era preciso parar
privou-se das palavras
era uma entrevista
sem que devesse ouvir.

Em páginas
mal lidas
era falsete dos sons
luzes opacas...
e outra letra em rabiscos
soa música, sem rock
ouvia valsa
salsa
dançava feito mudo,
Em Outras palavras:
Arbusto que deixou de regar
Rasgou através das folhas.



Saiu à caminhar.


II -

Bem-vindo
dizia.
Não via nem ouvia,
confirmava no sorriso aparente.
Aparentava.

Aguares que soam
Frio que atordoa
Livros sem orquestra,
E dança,

refaziam o pleno
em silêncio.

III -

Desatou:


Espero o vazio
Pelo siso que me aproximei,
Estou por uma sensação de caos
que me organize.

Até quando?
Respondia o sujeito que debaixo de chuva parecia dar braçadas para nadar.

Até que o caos chegue ao cume.

Não é muito tempo?
Dando pulos que para um velho não veria tantas vezes, respondeu com outra pergunta.

Refere-se ao tempo que já passou? Ou...
Estou preso em celas de vidro,
aparente.
E quando me transformo
é sem que sirva.


O sujeito perguntava e durante as respostas
Jogava-se de peito, deslizando sobre a mesma poça;

Quando percebi que estava jogando meu eco
a este velho
do peito ensanguentado

e o senhor, o que faz?

O velho olhou sorrindo, e jogou-se novamente.
Sugere algo? Disse pulando com a boca floreando a infância preservada.

Depois de vê-lo fazer mais algumas vezes, que não pude contar,
Pois o olhava com reminiscência.

IV-

Vi Serena passando pela vitrine

Cansado do velho entrei sem que ela visse e fiquei ao canto do bar.
Serena avistou-me, aproximou-se
Olhando à caderneta que anotaria o pedido


-O que vai querer?

-Não sabia que trabalhava aqui.

-Sou recém-contratada. Está todo molhado, tire o casaco ao menos.

-Conhece aquele velho? Perguntei apontando-o.

Desde que comecei, sempre o vejo pulando no chão e cantando.
O que vai querer? Repetiu, Voltando a cara para caderneta.

Pedi-lhe uma folha.


"Sussurro para que não assuste:
o albatroz criado,
Desperta
Reaparece
Quando as paredes esmagam-me.

Sussurro um susto:
sons de clamor
desabo até o gosto amargo
tornar-se estático.

Repito-me quando em desespero.
Anseio reescrever-me
em linhas
que de ao caos
outras buscas
e aparência"

Pedi qualquer bebida. Permaneci olhando o velho. E quando olhava para Serena eu estava sendo observado. Ela me fez algumas perguntas, mas decidi ficar em silêncio.


Bebi qualquer coisa que embriagasse,
sem gosto,
com o pouso
desgraçado;
                      a graça e
um convite
          com o numero anotado ao guardanapo,

______--------__--_-----__---___----__--___


Quando virei as costas e cheguei a outra rua
o velho apareceu com um livro.
Ofereceu-me um trago do cigarro
Abriu a parte em que estava marcada:


"surpreenderia com os holofotes em ti?
duvidaria e assim questionaria?
pouco importa qualquer questão
quando os passos estão enlameado

Aliás carrego lama até o pescoço
eu por isso aprendi a nadar
seja qual poça escolher-me

Não perguntarei
com os ouvidos tapados.
Reage a quais solventes?
Descobre sempre ingênuo
e por impulso
se faz distraído
não enxergarás teus movimento
se fizer deles consequência da lama."

Com a cabeça zonzeando
escolhi uma poça
e fiz o mesmo que o velho
                      Não buscava nada. Pulava sem hesitar.
Raspei com o rosto e o peito:
em sangue e cheio de cacos de vidro fincados sob a pele
tornei a seguir pelas ruas.


Serena novamente avistou-me,
dessa vez jogava-me na poça,
lamentava-se acreditando que eu fosse o velho...

Falou sobre existência
e falência,
confundiu os cigarros
e bocejou algumas gargalhadas
Reconheceu-me quando a chamei pelo nome.

Decidimos ir ao mar.

V-

A Água salgada será ótima para tuas feridas.
Serena revelou.
Cambaleando, curvado, à beira d’agua. Era até onde meu equilíbrio levou-me. Caí.

-Não consigo viver um dia após o outro,
Qualquer traço que eu comece estará entregue antes que eu durma,
Depois disso a continuação permite-me somente dar um titulo ao tracejar.

-Está sem vida?
Propôs o pensar
E sem becos não iria além nos pensamentos.

O velhaco interrompeu, com gargalhadas.
-Vocês não podem estar falando a mesma língua.

-Ele está nos seguindo?
-Venho atrás de meu livro.
-Tu me deste, agora quer tê-lo de volta?
                                     
Sem responder olhou-nos
Com a boca arqueando risos e barulhos
Correu com as ondas, pulou-as,
Foi, foi... foi...

Serena tinha um de seus brincos azul
Outro vermelho
Cabelos compridos
E o sorriso era como resposta a qualquer
Questão do instante.

Engasguei com a maré que enchia;
Embriagado, serena levantou-me a cabeça.
E disse que o velho demorava muito tempo.
-Deixe-o, ele voltará.

Serena atirou-se ao mar.

Cobria-me, por não conseguia levantar-me.
Faltava-me o fôlego, a sede saciável,
Empurrava o sal bloqueando-me a garganta.

VI-

A noite clareava, a lua punha-se no mar.
E quando acordei serena estava em meus braços. Levantei
Deixei-a com a cabeça inclinada sobre a areia
Algumas dezenas de pessoas e flashes apontavam para figuras desenhadas na areia,
-Acorde serena, veja quanta gente apareceu enquanto adormecíamos.
Levante-se serena.

Gritei pedidos de ajuda,
Os turistas nem se quer olhavam
A poucos metros.
Um por um
Estrondosas risadas
Deixavam as câmeras postadas ao chão
E corriam ao mar
Pulando e gritando: ondas e sal.
VII –

Um rapaz com o violão às costas
Tentava acordar-me:
Hei, precisa de ajuda?  
- Serena; e o velho; onde estão?
-Encontrei o senhor sozinho, vi que está machucado; quer que eu ligue para emergência.

Não precisa já estou bem
Levantei-me, com a cabeça afundando.
Sentei-me
Encontrei uma folha em que o velho havia deixado
 O rapaz sentou-se e pôs-se a tocar o instrumento.
Com a vista escurecendo novamente, pedi para que o rapaz lesse.
Em alto e bom tom
Começou:
SINUOSO

ESTE PODRE
ISTO QUE FEDE
FORA AS LINHAS QUEBRADAS
UMA
PÓS
OUTRA.

MEU MURO COM MEMORIANDO
ESVAZIA-SE DOS SENTIDOS;
NÃO CONTO MAIS OS PALMOS
ESVAIU-SE O SABOR

NÃO PRECISAVA MATAR O PERSONAGEM
PARA DEIXÁ-LO MORTO
O TEMPO PESA, COMO SE DESSE CONTA
DO RODAR, TARDE DEMAIS.

ISTO NÃO SERIA DESESPERO PARA SUBMISSÃO

CASULO APODRECIDO

OS ANALISTAS BUSCAM SOBREVIDA
PARA PODRIDÃO.

ONDAS

ONDULAM-SE:
O MAU- CHEIRO JÁ ESTÁ SENDO CURADO.

domingo, 13 de maio de 2012

Zum tum teen

Pelos contar e ao rodar das tardes.
Contra-via sorria
ao tempo que esmiuçava em outras impressões.

era prevenir o que prevíamos.

Pouco de vida
barco de tons
que sem tempero

é os olhos vedados.

Para reencontrar
sem o peso
do que se perde
faz-se novas conquistas

ouve-se do que era tédio
novo ar equalizado
que sempre esteve

compondo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fases, passos, sem apostas.


Ainda há sede.
seda-anti
sem fórmulas
a lógica presumiu da boa mão
que a falta trouxesse
sede de ganhar

em sumo, o que se passa
enquanto o piso
mostra própria face,
facetas
para explorar,
dizia que era feitio da solidão
que o vazio era imaturidade
que o amar nada tinha a ver com saudades.

pisou rente ao todo
omitindo verdades
criando-se livre,
poderia até que acabasse de quebrar o piso.
aproveite seu pisar,
e levantasse para concorrer
quando o vazio voltar a ti.
Faça do espelho
a charada.
as marcas
de um calcanhar
mais fundo que o outro.


Aprendendo a errar.
Somando ás
cartas de sorte
nem levo mais às mesas
.Dessa vez Silenciarei.


Farei Parte do carpete
sem cor
nem corte
correrei
sem evidência
sem dores
como um belo piso.

sábado, 5 de maio de 2012

Correnteza.

Correm terezas, enquanto o todo permanece sendo estado
envergado.
Rezem o cessar, a aliança com as parte que criei em mim.
Cada qual em sua posição, estamos exposto à vida. Para exposição de delírios alheios.
Ora conquistam por esporte, as próprias horas,
outras enganam-se e atiram por que arrependeram-se.
Correntezas continuas
sem envergadura para esclarecimento,
ou gritos de sufoco criados.
e de viés
um copo com 100 mil réis
de desculpas para o afogamento
do que um dia confundiu com amar.
Correm Terezas.

que as ondas são de formações passadas
o sal só trará o equilíbrio de volta
e antes que soterre
a imagem do errante
ele sopra,
vendaval
correnteza de aprendizado, sabes onde que suas marcas ficaram.
e onde deixou que molhasse.
ainda pisamos
não sei
não precisamos, isto que o temer trouxe à Tereza.

este copo que usa para tampar,
selos para uma armadura.
precisas de proteção, e o que criou não deve estar tão distante de seus medos.

Apontou como quem soubesse
condenar, e os prantos fora livrados com um só mergulho.
Quando o que queria era livrar-se.

Pois não, Correnteza.
Esqueceremos.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Partindo d'antes para o que viria.

As orbitas afunilam
sanariam as cascas com água salgada.
Carne fresca
sangra sua podridão

Trocaram a rota
Outros casos

dor que arde
incessante
pôs o corte....

Enquanto as moscas cobriam todo o rosto,
e o pranto coberto
pelo sequenciar da rotina.

As moscas viriam ao meu peito.

Nós mesmos medimos o tombar
do tempo.

Inquieta com a cena
jogou o que tinha nas mão
na direção das mocas.
aquelas que descobriram-me
enquanto rodeavam a ti.

Antes que eu pudesse desviar
percebi as marcas queimando
com a vermelhidão.

Eram episódios
arquivados em cenas, entre cortes.
ora sob a luz
outras frente ao subúrbio

afunilam
Para que enquanto as moscas proliferem
ajudamo-nos a conta-las
ou sofremos
ou só cortamos
o que via.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Metáfora sem metas. suicídio

ouvi o concerto da visão.
coberto por silêncio.
Era o mesmo que ia até as janelas,
debruçava e voltava, sem escultar qualquer passo.
e quando conseguia ouvir
a altura do som sangrava os ouvidos.
Estava sob o auspício da alma: um suicídio mal planejado.
Com andar de perna puxada.
tropeçava com frequência,

o reflexo rodava
em volta de si.
Sorteava-se nas palavras que dedicara.
jogara-se três vezes e não conseguiu deitar a morte.
e por isso repetia assuntos sem bases.
ou começava base sem regras.
duvidou do que via... sem perder o que amava.
pois antes fora assim.

Hoje algo como o silêncio.