sábado, 19 de maio de 2012

Fosse simples


Palpávamos o simples, pelo menos o queríamos.
Mas não era tão palpável
Era apenas ser.

Mesmo quando não pode parecer-se contigo
Quando o desconhecido
For seu bom par de olhos... patológico quase reto
                                                                              Quando há busca.

Toda música deve ter sua quebra
Conquista o movimento que faz transgredir as sensações
A parte anterior
Ainda soa como se acompanhasse
Por caminhos mudos
O novo ritmo

Reconheço
O passar e o ignorar
O fluir sem ser percebido
Incorporei-me ao confiar a em ti

E quando não soube
Por não ser tão simples
Por ser e não saber ser

Pesou o eu, aquele que desconhecemos.
Favorecemos
Deduzíamos quase que de modo sublime


Falo de ti e de mim, só por hoje:
Que leva a trocar as formas
A deixa-la íngremes
Preparando o peso

Dando ao tempo
A melodia desastrosa e pausada...



.Amanhã a dor será
A ressaca.
E que o iludir torne os segundos leves.
Até que eu descarregue-me do
Eu que perde-se na ilusão de um tempo passado.

6 comentários:

  1. A música quebrou , mas , você ainda continua a "escutá-la" , como um "olhar" quase doentio (patológico). Preparando o peso para não ser apenas palpável .

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Como esquecer dos pesos e levezas que nos levaram até a ressaca?
    Não se deve esquecer!
    Procura-se novas ressacas. rs

    ResponderExcluir
  4. O peso vem do que desconhecemos ou do que deduzimos?

    ResponderExcluir