segunda-feira, 23 de setembro de 2013

cabeças enfileiradas

com a arma apontada para cabeça,
escolhemos um curso técnico.

com a arma apontada para a cabeça,
vamos a qualquer trabalho.

com o disparo a poucos segundos de ocorrer, desviamos do novo

com mais um segundo passando,
o ciclo estático e uniforme.

nos transportes
públicos lotados, desfilam relógios importados

um a um com a cabeça no alvo...
compram diplomas de graduação em balcões.

e
o estrondo,
um enorme buraco,
donde se podia ver as mentes caírem mortas ou definhando, e alguns dos últimos da fila desviando da rota que a bala mantinha;

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nomeando orbitas

barreiras
ou esteiras

tempo
ou passagens

sonhos
ou resquícios de realidade

planos plenos
planavam
preso ao selvagem da montanha

que não aprendera.
pois não tivera...

ainda sorria

sorria ao que movia o instinto pelo caos...


das nuvens

                              tranquilidade

              equilibrada

no fio do esquecimento

o selvagem transformou os elementos

                                                      em asas;


aprendera a ter

e perder

sobre montanhas

preferia flutuar

ao aterrizar

conheceria cada dimensão de um grão

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A mente não se limita ao cérebro

O mar cortisol, remédio dos alquimista...
fundiu escombros do homem junto da bela imperfeição da natureza...
as ondas sonorizam  o compasso dos pássaros que flutuam por cima do que seria o prédio;
diante dos outros que estavam a sua volta, impedindo o sol de atingir a areia;

O homem que em sociedade é excomungado, destinado a viver próprio apocalipses segundo os olhos que apontam os distúrbios cerebrais;
Carregava em seu rosto afluindo o corpo e o cérebro, o sorriso mais singelo e imenso; a cada pedalada, a cada curva, a cada respiração, com seu capacete de proteção que já não era útil para encoraja-lo, não tinha medo, era puro em fluxo; com alegria mostrava o largo sorriso, sem qualquer metafisica, ou pensamento;

A felicidade é o estado imaginário que circula através das pressões da mente; atingi-la assiduamente é compreender o ciclo do vento, para senti-lo o muro deve ser menor que as raízes...

o mar cotisol, dopou as pedras, curou as feridas que a terra inflamou

Do sol, o astronauta esticava a alegria até a felicidade, para que dai alcançasse a essência rara e única, até para si, melhor do que se parece ser, ao mergulhar no espelho; Para tanto deve sentir as estrelas. Sem metafísica sobre a morte ou filosófica para contemplação; A felicidade é tendencia existencial Humana, intuitiva;

Há muros que crescem, ou, desmoronam quando as raízes se aprofundam.

domingo, 1 de setembro de 2013

o grito do nada


 

Ministro das alusões
Cessou o respirar; tão desvairado
não queria ser!
Não devo ser só mais um grito?
 
Somente mais este grito!
Um estresse contido numa lágrima,
paz que persegue
soube decifrar um nada...
Pois o era, e cansou de ser! Era. Ser; era seria, era ser; será?
continua deformação, e nada, sobra a morte ao dono de si.
Preso em uma rocha, escondida no canto dos olhos.
As casas eram lonas no meio fio.
Esta não vai pro acervo, pois desisto hoje de ser;
E não penso sobre o que será...
quem via as palavras ganhar alma flutuando sobre o vazio, da inocência para consciência experiente: pós-Discernimento.

Inexplicável o esquecimento dos artigos, o sapato que não levo a sapateira, do sal que não levo a dispensa, o pronome que samba descompassado com a concordância,
a louça que ao lavará sempre esquecia a faca.
Do descuido da alma que está inerte ao silêncio de repetições;
Pois então, ecoa! Com uma ilusão.... alusão ao ser. Mas não sou, não hoje.
Talvez nossa tendencia seja para o prazer
talvez não sejamos sofrimento.
Dentro dessa rocha, imersa ao infinito... o prazer e o sofrimento não são nada.
Não penso em Deus, como solução, neste instante já sou a morte, e o único segredo é porque tudo tornou estático, sem cor, ou som,
sintonizado sobre o eco do vazio.
 
Dai surge o meteoro! junto do nascer do sol.
a nova estação, as flores e os frutos.
os pássaros traçando páginas abertas no céu
e a imaginação, a sensação , e o coração interagindo...
 
Entonando o tudo,
sendo o nada.