quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

;.;

Curvas do tom
Sombras escalado
em marrom

o ponto cego do horizonte
a estrela morta
entre o céu e o mar

as ondas dos olhos
pincelam o ar


violeta...

Verdades por riscos
risadas do precipício



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

TROQUEI DE ROUPA


O CINZA, NÃO ME VESTE
O AZUL ME INVESTE
o aMARELO eSCURECEU
nOS bRILHOS vILETAS...
aVE!!! pAVIOS E lAGOS
nAVIO-sEMI-bARCO

tROQUEI-ME DE TODO, DO NADA,
POR TUDO.

rOUBEI-ME O ELO ENTRE O QUE ESTÁ NAS CURVAS DO FURACÃO
fORÇA E LEVEZA,
a CaMPANHA NA FICÇÃO a ficas ação
o CANCIONEIRO DOS ERROS APLAUDIDOS
eRA CEGO E SURDO
nÃO se IMPORTA SE APROVAM

O SHOW ERA CONSIGO!

E CONSIGO, DE TODO, PARA TODOS,
POR TUDO. sEM NADA.

E dançava em passos semi asfaltados
Corpo e alma do mar
Quem ouvia carros
Sangrava. Sujava os sonhos inames,.
A melodia da vida
Presas em vidro
Dissipam em terremotos

Salte e voe!
Ouviu?
Viu e caiu
Com olhos fora do rosto
Lançou-se no planeta marrom
Nova era
Onde o feio era a breve

 beleza eternamente leve.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Árvore da margem


Arvore da margem diz:
Basta respirar como formigas
Longe dos altares;
Basta Voar como borboletas
Prestes a morrer
Basta sonhar  como os pássaros
Cospem cores

Esconder segredos singelos
Como montanhas se escondem no mar
Como iceberg no fogo

Basta não bastar! E o universo não caberá nos olhos

Arvore da margem diz:
Basta a si!
Bastaasi!


“No outono lágrimas são folhas no rio.”

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Trivial

Esquecerá que a banalidade
é vilã dos detalhes,
Retalhos que ao tosquiar
Aprenderá um pouco mais de nada

Sente silêncio sem saber
sobre que tempo
fosse polia de precipício
Sintonizado ao infinito

Criação da asa sem voo
visível ao calculo,
vazivel no mergulho
verde do orvalho

Serena noite do amanhecer.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pássaro negro e o ventar de hoje

Pássaro Negro
 e 
O ventar de hoje

--(-eres)---Arrasta as ondas
 - --  --------este mar
     ---- (-eres)- ---- A natureza presenteia com uma gota de luz violeta
         -------=---=       Trespassando os cristais da água

--------(-eres)-   ---     Arrasta folhas----
------------------------------- esta pedra...
               --------------   ----------  Tão leve parece no ar
  -----    Arrasta areia
           ------este fogo
                    ------       Queima o olhar!
         ------(-eres)-----=-----=----    Arrasta abelha
        ------------------------- =-----------  Esta terra
------------------- tanta guerra por mel!?

           --------(-eres)-----------arrasta pessoas
                     -----------          os sorrisos
 -------------------------------------         celebram a miséria?
    ------------ Arrasta o som
             -----------------   este sabor
                                   Superação é viver feliz.
Arrasta gaivota
       este sentimento
          )))(-eres)))))))))Pairava contra o vento, ora com rasante sobre as águas
                             (((((((((ora o tempo não existia
                                   (((((  era um quadro sonoro
                                      ))))          ora junto de sua pelagem roseada era arrastada,
-------------------------------------ora encontrava forças além do bater de asas
                --------------------------      além das correntezas

                       ~~~~~~~~~~~~~~~~~~      Arrasta telhados
                       ´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´      Aquele pensamento
         ====(-eres)=========== Mas além de toldos comerciais,
        ======(-eres)         Existia chamas de vidro invadindo nossos seres
====(-eres)============Saberes, aprisionados na fome e na matança.

           --------Arrasta a criança
        000000000000000Este inacabado
------------------Momento de necessidade de cooperação.
--------------------------Onde estavamos?  Onde estamos? Quem somos?

(((((((((((((((((¨(-eres)((((((((((((((((((((((((((((((Arrasta as estrelas
 ))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))Esta lua

***********(-eres)********************* Observa-nos nus
&&&&&&(-eres)&&&&&&&&&&&&&&&&& Sem cascas
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨Que renuncia uma revolução por igualdade por vaidade ao poder.

Entre a ventania... o pássaro negro
Sob a alvorada
Encontra o vácuo nas cores das ondas
Deslizando contra a correnteza
Num funil
De amor

Tocava o universo no eterno segundo. 


-
--
---
-----consegues
-------
----------
------------
-------------Ver 
--------------
-------------------A 
--------------------
-----------------------Mensagem abaixo?          Y
  
Existem coisas que os olhos não conseguem ver ou não sabem ou desistem rapidamente
na era da velocidade da  comunicação paciência é uma rara dádiva

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Espelha-mente


Loucura posta
Cura desemposta
Posse do lou
Comodismo invertido
No seu avesso


O semblante preso
Nos olhos
Cego
O canto sur
Duvidava
Do vento


Amante
Da dor
Do virus intru
Zombido
D’alma.

Pés ao chão
Gelo, surra, chuva, a mor
Terrava o coração
Em plumas de galopes

Vai pra onde?


O suspiro, relinchou.

Angustia.Angustificava.Angustiava

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Uma

Há um novo
Estilo
Uma essência que toca vitrais
Uma vicissitude ínfima
Um sorriso
Intimo

Seria a essência
Que combinada
Com o ar
Um imenso amarelo queima-se.

Um desconhecido
Que nasce da primavera
Ao outono

O enredo
Auto regado
Florescendo

Com cores do infinito.

domingo, 4 de maio de 2014

Quantos

Em quanto a palavra
convida a naturalidade?
reais?
Em quanto a silaba
conta a palavra?
ouro?
em quanto o vento
inventa tempestade?
petróleo?
em quanto sua alma
e o papel relacionam?
Vida?

Enquanto os olhos cantam,
luzes ecoam no templo
Eu ros?

Entre os rios, sóis, sombras
enriquecidos momentos
em que agora já foi

e agora

        e...
...


E agora?


sexta-feira, 28 de março de 2014

instipado

A ferida
Sentida a cada toque da Iámina c0m a peIe saúdaveI
A sensaçã0 doente                                                                                                                   
Banhada no ácido:
Separa o sangue da carne…

0 Tempo efeito cicatrizante
Age com maestria
Separa geIo da Agua
Transforma vap0r em raios

Mas tempo?
-Há cicatrizes que nã0 cicatrizam!

A carne ou a Iámina,
O ácido ou o sangue,
Agem simuItaneamente…

longe
no tempo
Ainda há dor!

Ainda há dor, há pus, menos Iamentação
Que quem Ihe faIa é a voz da Iibertação
Já emancipada
peIo sofrer

Meu amor, acabou nosso futuro
o passado não pode deixar de existir
0s pequen0s pass0s
Sobre o trilho do trem
As vozes das nuvens e os nossos
saltos

Mas não Ihe cobro
Pois não estou mais aqui;
Este de quem faIo;
Não é! Não mais!

Transformou o coração doente
Em prazeres que desconfia da existencia

Raios sem reIâmpagos
Chuvas sem nuvens

é meu bem, está ferida
eu Ihe agradeço
não sorrio com aIegria

mas a MaIicia da d0r
que traz deIiri0s de que o am0r é infinit0

fulg0r insperad0, me alucina
sem que eu p0ssa dizer :

eu te am0
mas nã0 te quer0;

Não me obrigue amor
Acender mais um cigarro
Não me abrigue em AIcooI
ou então me queime
Me Iiberte de seus pensament0s

Diga-me o que sente

E nesse instante
A Iiberdade
S0rri p0r mim

Quero te ver sorrindo
Quero sorrir sem você
Quero ve-Ia, para agradecer a chance de buscar a liberdade
construimos
C0m as Filosofias
Sentiment0s
E ausência

Amor, minha vida é um experimento,
E você f0i minha dr0ga,
 agora morra, ou venha ser sincera

para que possamos rir
sem pudor

Eu te amo

Mas não te quero

segunda-feira, 3 de março de 2014

Con-sentido

Toldo
de virgulas
suas cores
guinavam-se no som
os braços
de voltavam
devoto
a si

Em matiz
do vendaval que soprava
no rígido da alma
aplicando
o preenchimento através da morte

transbordava amor
matava as tensões
o corpo perdia a forma
e a calma estava sob a escuridão

dançou o temor
pressentiu o terror
viajou com sentindo

do anacronismo

o sobrevoo
do dragão
rondando
circular-mente

Toldo de vidas
entrelaçadas nas cores
no silêncio da folha que dança
do topo da arvore até o rio
das montanhas

a lagarta que ria, voa
descobre o pé de amora
o mato que amana
dança vagarosa
e brilhante
sobre o muro contorna
do chão até o topo alcançando o outro lado
com velocidade descoberta pela desafio
do vento.

o dragão funde-se a lagarta
queimando as cores
transformando-as em gelo
rivoava por tons
rivoava por chão e altitude novas

rivoava o vermelho
rivoava o amarelo
sonhava toda a sabedoria
sentia o todo, o nada, a vida.

a borboleta terna sobre a imensidão
canta com os pássaros
as sublimes montanhas
das águas os troncos queimados
na superfície
eram todos iguais.

A borboleta rivoava... com o dragão dentro de si.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Anarquista


o egoismo é exaltação de interesse próprio, a satisfação dele;
o coletivo é comunhão entre os interesses; Ainda assim satisfazendo o individuo;
As regras são formas de controle
mas se alma não aprimora empatia com o outro
não há formalidade, nem teoria
que force o ser agir em comunhão;

Agir só para si
é arte da solidão
é aceitar as prisões
de uma sociedade
de almas desertadas

sorrir só para seu corpo
é ser manco
com ideais
ou desnutrido de amor

"pequenos hábitos, grandes negocios"

Quais sãos os valores
que te contaminam, tal qual o efeito da peste,
competição? Individualidade?
coletivismo do umbigo?
quando seu pulmão inchar
seu coração apodrecer
e o mau cheiro, finalmente, emergir!
irá então perceber!
Quando estiver em um quarto escuro
temendo o silencio absoluto
buscando qualquer
dose de prazer
sejá num hábito
seja num hábit
se ja um hábit

ou seja habitado por um mundo
ou seja um hábito

seja o costume que inventaram
ou veja seu rápido ser
esvoaçar em partes
sangrando o pescoço
com insultos
ao teu dia, ao teu eu
ao teu viver
por você;

seja um hábito, buscando ter
nesse inventário
buscava o mesmo remédio
e a peste atingia o figado
petrificando o humor

deixando os olhos resmungão

queixando da vantagem que poderia ter conseguido sobre o outro...
lamentará com palavras ofensivas, pois ainda é só um esboço do seu ideal, do que pode ser, jamais preenchera o vázio.
sempre será as coordenadas do inconsciente, que fora imposto antes de nascer.

Logo você, que nunca quis obedecer regras;


Senta-se sobre a cadeira
a faca que flutuava
dançava sobre sua cabeça,
a frente em formas helicoidais,
atrás,

hipnotizado
observava somente com os olhos
os braços sem forças
a respiração parava a cada tentativa de movimento
o silencio que não era absoluto
pois a faca rugia com o ar
vuuuuulllll

Vuuuuaaaalll

Encosta no pescoço dando-lhe um risco
ria de si
pois não sabia
chorar
 Vuuuuuauauauau"


os guarda roupas próximo a janela sumira, o cabide desaparecerá,
a cama estava no teto
no chão somente as roupas
as toalhas
a cadeira no centro


Vuuuuuuuu

Vuuaaaaaa
a faca aproxima mais uma vez, os olhos arregalados e o sangue escorre

ela volta a dançar
em direção a janela
gotejando sangue pelo quarto

os olhos fecham, e o corpo respira fundo, sentindo-se comodo e aliviado
no mesmo instante a faca como um vulto surge com o bico perfurando o pescoço
decepando o cabeça que ficará presa somente com pele, o sangue escorria, formando a poça no umbigo...


o ultimo som que esculta é a faca caindo sobre o piso,
em meio ao absoluto silencio uma lagrima beija-lhe o rosto....

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Música: Espectro azul


Dançou nos olhos
                 fechados
Suas formas
ebulia
novo transcendente

Alçou num rito
                                             sem significado
                           mas advindo
sem preparo
                   há de vim
                                        num vento raro


os braços
                      helicoidais deformava
                                                    o espaço negro
            o azul, também, nas pernas formavam ondas
para todas direções

Não   se i          se           s   e  i
    não           sei se            se
não            se       sei               se

não se eu me cansar
e não posso sempre querer significar!
agora não era sempre
mas fora a Era! ...

Sei             se                  não sei
         se sei          ou              não sei
                     saberia ser se! ...

o espaço negro preenchido
a voz de dentro
tingindo o vermelho
o azul.

quando os olhos fechavam
Em que não signifiquei
saboreei
todas as ordens dos movimentos...

Não             sei                 se         sei
                fechar os olhos...

Musica

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Deleitença

Não tens como fugir de mim
Nossos olhos prometeram:
A pele.
Não tens como me esquecer
Se nosso mundo ainda não existe:
imaginamos. 

Sabes que o encontro do rio com o nascer do sol
Sublinhou nosso riso
Você é as cores que deitado sobre a areia
Tentei decifrar
o verde e o azul
Mas sem toca-la
Não poderia entender
Os olhos
Criavam
o norte em que renasci...

Seu riso no canto do rosto

Ganhando-me por inteiro

embriagando com sua canção
mergulhava em teu mergulho
e corria nessas correntezas 
do sopro de sua alma

ceguei

o abraço que nos separa
é o cheiro que ainda sinto

esperei

e podes fugir de mim
esquecer nossas promessas,
oculta-las nas chamas...

e podes sumir sem mim
pois se encontrarmos os olhos
eles entregam um ao outro
como elástico solto depois de distanciado.

a dor dará forma
a orla cantando nosso riso
e a surpresa aliviará
sonorizará nossa sentença para o deleite.

incolor para a razão
bolor saboroso
dos vendavais
soprou nossas cores
misturando-as. como elástico solto depois de distanciado.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Sol

a paixão
adotou-me:
coma no ultimato!
a razão
posta ao lado
inverto-me:
ao despejar!

Carinho de uma lágrima
que se acomoda
e provoca as outras
todas reclusa ao seu instante

o coração que ama
o corpo que dança
a voz que sobrevoa
o tato que inunda
o pensar desvairava-se

a medida da vida
a volta perdida
os arcos do vento
antevia o sorriso
altitude sem adivinhações

descem pela maçã do rosto
em queda livre-mente pelas feições
descansam no canto do sorriso

 vertiginosas

cores em rota

sombras alinhava o chão

luzes das matizes

em voltas da terra

entre as nuvens

feixes das vozes das flores

Lilás, através dos sóis

doutra nuvem laranja

e azul

e amarelo

e
...