domingo, 24 de novembro de 2013

desamava razão

A pess0a que se ap0ss0u
de apess0ar
a peça
que estava despeç0and0

apess0ava

a pressa da p0sse
decep0u 0 prim0rdiaI

despess0ava a  pers0nificaçã0
pers0naIizada;
!a prec i ava
0 primitiv0

terra erra c0r
tera rai0s
enterra a d0r
teia de cact0s
sem Iuz
vivem a eternidade

v0mita 0 instante digerid0 n0 anteri0r

a pess0a
despedi 0 pedid0
desistind0 da pers0nificaçã0

sabed0ria ria d0 saber
sabia c0rrer d0 sã
sempre s0Iid0
sente s0rdid0

m0rbid0

viajante

mastigava
a mente
mentir0sa
que matutua morsidade

amor de aro
am0r rar0
car0
alv0
v0a a0 amarte

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O som da voz

Caminha no escuro
Entre as luzes

Longe dos muros
Sente as cores

Na sombra das árvores
O canto do pássaro

Entre cortes
Abandona o gado

Trance os fios
Trance o presente
Dance com a sede

Trance os fios
Trance com o presente
Dance com a mente

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aleatório sopro d'alma

sonhos são reais
a corda em praças
ultrapassa nossa aglutinação
invade os tons dos mares

a poesia
é num riso
ou lamento
vem do corpo
ou vento
ou do acaso

Precisamos uns dos outros
esse labirinto que inventamos com a razão
vai matar nosso instinto
sejamos uma queda de cachoeira

sonhadores
que invadem o chão
perfurando,
Desalinhando
os padrões,
flutuando o espirito
e se ao vomitar
cairmos nos padrões é porque foi sem querer

Sonhos são reais
as mentes elevam o indivíduo
a ordem definiu, definhou o progresso

Sonhadores elevam-se no sopro
dores elevam-se ao fim de risos permitidos
o aleatório é a fuga da permissão em um sonho proibido

e se cairmos nos padrões é porque estamos contaminados, faz parte do processo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ao alcance dos olhos

Ela deu o ar das graças,
e descansou no leito das nuvens
as montanhas iluminadas
prestes a terminar o ciclo

Ao alcance dos olhos

o inicio partindo do fim
a lua engolida
explode
escapando raios de luzes

Ao Alcance dos olhos

as sensações
criam a imaginação
o céu retrata o instante

Ao alcance dos olhos

transborda energia
do sol
o azul, funde ao mel, ao amarelo
misturando-se nos pulsares

Ao fechar os olhos

A lua ressurge
as crostas
e precipícios
becos
vertigem violeta ao nítido amarelo
ao imenso azul

poeira estrelar

raio cósmico
invade a matéria
trocando partículas

As montanhas
negras formavam
imagens com as nuvens


Mim Homo sapiens sapiens podaria meus instintos?

Como seria seu dia se não precisasse de dinheiro?

Até onde enxergaria a maturidade? Até onde agiria como criança?

Como seria  se não pudesse suportar a rotina de padrões sociais?

estaria condenando a maturidade. Estaria condenado a irrealidade?

Como sentiria o sorrir, vendendo horas para que algumas imbecilidades visitem os mares do caribe.
isso para encaixar-me em um modelo de felicidade?


Quantos dias de metro um politico do congresso utiliza por mês? ônibus está fora de cogitação...

como seria seu dia se não existisse luz elétrica?

Abstinência seria nossa perdição.

com o tempo sem saber o que fazer inventariamos atividades.

Não me enquadro.
Não suporto o simplismo
à entrega de todo poder criativo
às correntes de valores morais e éticos

não suporto dois meses de expediente
talvez devessem aumentar o tempo de almoço,
para que de tempo de fazer pelo menos um poema.

Mas também poderiam deixar eu chegar mais tarde
para que eu possa entender a inocência da manhã
com uma melodia em harmonia com a brutalidade.

e deixar eu sair um pouco mais cedo,
pra assimilar o poema e a música
pragmatizar o pensamento
que está automatizado
em busca de descanso.

Eu humano podaria meus instintos?

por algumas horas que rendessem moedas?


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Antes da calma na alma existe a dor

mergulhei a alma no laranja
derramei lagrimas por um amor
já me afoguei no azul
abracei a morte

me inspirei no vermelho
difundi minha mente na sua
sobrevoando a solidão

vivi a imensidão

bruta simpleza vou te lapidar

Houve riso e dor
nossas promessas
dobradas no acaso

ouvia
versos no ar?
Do sofrimento soterrado
nasce o ator.

Aquela fim de madrugada em que meu corpo 
era areia
minha mente trovoadas
os olhos escuridão

o mar rasgava o som do meu coração

soluçando o silêncio
por horas que eram dias
e tornaram anos
fui acolhido
por um raio que eletrizou meu peito.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Contemplação

Ao Ver de, hipinótico...

- Gostei dela!

Mas nem falo com ela.

- em sonhos não se fala!

haha

-O olhar que sorria, o jeitinho manso, o som das luzes. O barulho do mar.

eu já falei no sonho...

-Eu quis somente contemplar, ver o vento tocar-lhe o cabelo, que deslizava na pele.

Qual o nome dela?

-E isso importa? pode chamar de pétala, violeta, amor, paz... só pode ter sido a cor do luar, que me enfeitiçou.

E como vai conhece-la? se não falar com ela.

-Sonhos podem tornar realidade. o sorriso é uma melodia, é a fragrância da paz.

você é maluco.

- não quero me desapaixonar, quero sentir a beleza do invisível, sentir o sorriso e o olhar.

tem usado drogas?

-Talvez, a beleza me alucina. Nada é exato.

Você idealiza ela!!!

-Talvez.. talvez... mas somente quando me perco nos olhos dela.

Vai me diz o nome dela!

- Pode chamar de arte.

...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carta ao emissário

Não acredito em nada que dizem por ai...
Já nasci pronto!!!

Não que eu esteja completo, mas minha natureza, talvez..

Não creio no ego
id ou super ego

todos somos animais,
crianças da natureza...
ou se quiser podemos ser insetos.

Vivo para desconstruir
este é o sentido que encontrei

já que meu instinto fora descompassado, mutilado, violado.

E quando alcançar o estado inato do ser...
Não precisarei mais de mim com um eu.
Rastejaria, ou voaria. sem almejar ter pernas.

Admitindo nosso caos, suplico que destruamos qualquer busca por ordem.

Equilibrar-se sim, mas no invisível, nas destrezas, no desafogo do âmago.

Farto de ciência!
Farto de ciência!
Vivo como um pássaro.
Ou caramujo.
Ao mesmo, que sou o pé quebrando minha casca...

Ao ver os elementos evazarem
desprezo, admiro, torno parte, fujo.
percorria a alma
com maestria sobre os órgãos


Estou Farto de Realidade!
Farto-me de realidade!

Nada é real.
tudo existe!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Poetas Marginais

Aflito e feliz
entrego o canto
ao aprendiz
nós, Malditos! Nós, Marginais!

Flutuamos em Quimeras
Goiabeiras, quebramos o estandarte
fugimos dos raios marcados

Não há perspectiva material,
meu piano ficará para a próxima geração...
eu ando voando com gaitas e violão
e batucadas nos sapatos

Aplaudo o pé de carambola
sorrio planos desafortunado
admiro o cortes no real

aflito e feliz
a parte que me faz completo
está no absurdo, no harmonioso desastre.

Desenlaçando os malditos
efervesce o furor, o dócil e o amargo.
Subindo do estômago ecoando com assombros
de uma realidade que apunha-la o artista

Nós Alquimistas transformamos o ouro
em amor, e passando pela laringe
impulsionado por forças

Os gritos, vômitos, equações...

domingo, 27 de outubro de 2013

sinto como se nao sentisse nada

Foge a realidade
quando os sons não se conhece
faz poesia
com o vento e o céu...
abraçando as luzes

como um louco
os ombros erguem num grito
em anacronismo
e os sentidos
ecoados no estômago

Realismo de outro mundo
moral provocada
cores entrepostas
telescópio

Teletransporte

deter o letramento...

derreter
o copo...

libertar a língua..


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Da noite ao amanhecer

Não quis transparecer
o que transbordava
Ainda vai amanhecer
e a noite transportar

alma que cai em galhos
árvores que sonham alma
révoa de sensações

Ruptura da memória
um estrondo progressivo
alinha um inicio para o caos

cores dão forma
à conforto dos olhos
os ser em queda livre
encosta os pés no chão
e deseja Bom Dia!

O silêncio em caos no in-tanto

Canto dos cantos
ouço vozes das vozes

No entanto
um grito movia
pele e sobrancelha
língua e dentes
e as vozes uniam respostas

encanto dos cantos
alinhavam tormentos
em parafraseado
sem parágrafos
destilando prazeres mórbidos

ali permanecia
sedenta
sem calma


expondo o contrário
a alma se defendia:
os olhos serenos,
gestos leves.

redemoinhos de vozes
Sombras das dores,
algemas de fogo
 no entanto tornaram
cânticos das vísceras





sábado, 12 de outubro de 2013

Cinesurrealismo

Ontem conheci três palavras:

Continuidade, causal, inerte


tinham olhos e bocas

sapatos e cotonete

Flutuavam

contra o paredão

com os troncos separados em partes


criando combinações


trocando o chão

todos possuíam explicações


Nenhuma fez sentido

cores em tons

ecoavam criando direções

dei saltos, subi a escadaria

seguia com o dente

desci da corda

Sobre o amarelo debrucei

encostei com a orelha no chão



todas as parte fundiram

eclodiu o som

atemporal

em um só

Agudo seguido de um grave
em
 corpo:

Continuidadecausalinerte
causal inerte continuidade
inerte continuidadecausal
a Mente sentia

Ação:
passada no futuro

Corta

Ação :
Presente


Corta


Até pra conhecer

Arte pra conhecer

Vida
idade
morte

Arte para entreter:

miséria
necessidade
esforços

arte por arte

equações
sonoras e maciças

vinda da idade da vida
vou da idade da morte
vinda a miséria
vais com a necessidade,
do esforço.

Vinda arte
o renascer
do todo ao sentir da mente.

Reforço que raridade tem ser a ignorância

Ciência é arte

arte é fé

religião é suporte

Doutrina é prisão.


Erguesse a consciência

sobrevoando os céus.


A origem das rochas

atravessando o magma.


Expandindo as combinações dos átomos

Raios ondas partam os muros!

Expandindo as combinações dos átomos

Raios ondas partam os muros!

....






sexta-feira, 11 de outubro de 2013

nada ao todo.



Somos a crueldade
instinto regrados em sobras do devir
surgimos prontos para morte, em vida. E talvez o oposto.

Somos também nus 
leves em consciência
enjaulados na imbecilidade

Somos o contágio,
o vazio das crenças
a lucidez destruidora
o surgimento da des-regra-ação

A dança extrapolada
a fala entusiasmada
o silêncio da paz,
a alma do caos.

Somos ossos estipulados
Racionais
Somos a destruição
das prisões carnais

inventemos intuição
Acreditem
somos o vedar consciente dos olhos

Definitivamente, meros indefiníveis.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nova Identidade



Vai a luta!!!

a rua te chama...

Sai do conforto!

não está vendo a forca?

Vai! vai vê a lua,

ouve o som da rua

sinta as ondas do sol.

Vai, Carai!

Vai a luta.

Sai da zona, do mínimo esforço.

escreva os nomes
da revolução nos muros.

vê que os ônibus estão lotados
e os estômagos
estressados
as mentes trançado correntes

Vai
Filho da pátria
assistir as aulas que os professores estão ministrando nos escudos da tropa de choque.

vai!!! que estamos indo.

Vai sai de casa. toque o destino.

Vai ouvir os sons do novo mundo

ou ficará um moribundo, as margens plácida?

Vamos inventar uma nova cor aos ventos solares

um novo som ao dinheiro:

nova divisão de direito e deveres.

Vai!

Vai vencer.

E se perder que seja junto a todos.

Está ai ainda?

Está perdendo neste momento, o maior ato histórico, o que jamais presenciará.
poderia deduzir, mas para fazer a realidade terá de ver com os próprios olhos, ouvir, tocar, sentir com a própria imaginação.

A guerra é realidade
os braço não devem torcer
algum dos lados tem de ser destituído.

Vaaaai! sai da teve, ganhe um mundo.
Vaaaai! reinventa-se.

Vaii, inventa a liberdade, ou a tentativa;
não somos livres
se existir crianças morrendo de fome.

o presente está ai

Esse sol lindo
que ilumina a primavera
as horas que dançam
com o canto dos pássaros

um dia de novo mundo.
um dia, de novo, mundo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Presente


Aos dias em que não morri
estava sendo so-mente-ego.

afluindo sob o 
caos vivo

eu não sou, eu morri!!

a sombra da escuridão
o todo em parte
os ventos do vácuo... Silencio.

em vida

Com os dentes em facas

tom aprendido...

sobra do ébrio
da espécie,
para dançar 
a melodia

parte deste bando
alinhava as asas
o azul e amarelo caiam dos céus 
despencando sobre as cabeças.

Eu não sou
pois me matei
eu não sou
me transformo

                    sou                                                    não eu
 este presente, e depois aquele;

ainda assim sei que estou

deixando as penas
sobre o sol
refletindo;
os feches eram
matéria do instante
presente em 
um rio 
sobrevoado em um sopro.

...........................................

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

cabeças enfileiradas

com a arma apontada para cabeça,
escolhemos um curso técnico.

com a arma apontada para a cabeça,
vamos a qualquer trabalho.

com o disparo a poucos segundos de ocorrer, desviamos do novo

com mais um segundo passando,
o ciclo estático e uniforme.

nos transportes
públicos lotados, desfilam relógios importados

um a um com a cabeça no alvo...
compram diplomas de graduação em balcões.

e
o estrondo,
um enorme buraco,
donde se podia ver as mentes caírem mortas ou definhando, e alguns dos últimos da fila desviando da rota que a bala mantinha;

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nomeando orbitas

barreiras
ou esteiras

tempo
ou passagens

sonhos
ou resquícios de realidade

planos plenos
planavam
preso ao selvagem da montanha

que não aprendera.
pois não tivera...

ainda sorria

sorria ao que movia o instinto pelo caos...


das nuvens

                              tranquilidade

              equilibrada

no fio do esquecimento

o selvagem transformou os elementos

                                                      em asas;


aprendera a ter

e perder

sobre montanhas

preferia flutuar

ao aterrizar

conheceria cada dimensão de um grão

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A mente não se limita ao cérebro

O mar cortisol, remédio dos alquimista...
fundiu escombros do homem junto da bela imperfeição da natureza...
as ondas sonorizam  o compasso dos pássaros que flutuam por cima do que seria o prédio;
diante dos outros que estavam a sua volta, impedindo o sol de atingir a areia;

O homem que em sociedade é excomungado, destinado a viver próprio apocalipses segundo os olhos que apontam os distúrbios cerebrais;
Carregava em seu rosto afluindo o corpo e o cérebro, o sorriso mais singelo e imenso; a cada pedalada, a cada curva, a cada respiração, com seu capacete de proteção que já não era útil para encoraja-lo, não tinha medo, era puro em fluxo; com alegria mostrava o largo sorriso, sem qualquer metafisica, ou pensamento;

A felicidade é o estado imaginário que circula através das pressões da mente; atingi-la assiduamente é compreender o ciclo do vento, para senti-lo o muro deve ser menor que as raízes...

o mar cotisol, dopou as pedras, curou as feridas que a terra inflamou

Do sol, o astronauta esticava a alegria até a felicidade, para que dai alcançasse a essência rara e única, até para si, melhor do que se parece ser, ao mergulhar no espelho; Para tanto deve sentir as estrelas. Sem metafísica sobre a morte ou filosófica para contemplação; A felicidade é tendencia existencial Humana, intuitiva;

Há muros que crescem, ou, desmoronam quando as raízes se aprofundam.

domingo, 1 de setembro de 2013

o grito do nada


 

Ministro das alusões
Cessou o respirar; tão desvairado
não queria ser!
Não devo ser só mais um grito?
 
Somente mais este grito!
Um estresse contido numa lágrima,
paz que persegue
soube decifrar um nada...
Pois o era, e cansou de ser! Era. Ser; era seria, era ser; será?
continua deformação, e nada, sobra a morte ao dono de si.
Preso em uma rocha, escondida no canto dos olhos.
As casas eram lonas no meio fio.
Esta não vai pro acervo, pois desisto hoje de ser;
E não penso sobre o que será...
quem via as palavras ganhar alma flutuando sobre o vazio, da inocência para consciência experiente: pós-Discernimento.

Inexplicável o esquecimento dos artigos, o sapato que não levo a sapateira, do sal que não levo a dispensa, o pronome que samba descompassado com a concordância,
a louça que ao lavará sempre esquecia a faca.
Do descuido da alma que está inerte ao silêncio de repetições;
Pois então, ecoa! Com uma ilusão.... alusão ao ser. Mas não sou, não hoje.
Talvez nossa tendencia seja para o prazer
talvez não sejamos sofrimento.
Dentro dessa rocha, imersa ao infinito... o prazer e o sofrimento não são nada.
Não penso em Deus, como solução, neste instante já sou a morte, e o único segredo é porque tudo tornou estático, sem cor, ou som,
sintonizado sobre o eco do vazio.
 
Dai surge o meteoro! junto do nascer do sol.
a nova estação, as flores e os frutos.
os pássaros traçando páginas abertas no céu
e a imaginação, a sensação , e o coração interagindo...
 
Entonando o tudo,
sendo o nada.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ametista

Amuleto de meditação

Sob a terra 
o fogo
transmuta a madeira
o caos de-mente
Acompanhava viajante que moldava
Passos
Por nomes que dava às nuvens

Ao tropeçar sobre uma ametista
Caiu sobre o buraco seu tronco
Com os pés para cima
A cabeça em direção a pedra dava somente uma visão

O corpo estático
O homem esforçava
e de nada adiantava;

As premissas
do estado de iminência

Ametista
transmuta os seres que nela
atingem os olhos

o universo cadenciava

os olhos entornavam entre tons
do grito
ao silencio da alma
tingiam
as suposições do desejo
com rara alma     

o eco abafado,
em ritmos elétricos e veloz
Vibram
Predominando
O sensitivo
Ao abismo

A queda emite luzes
O ritmo diminui
O azul ganha vermelho
E o amarelo respira junto com o verde

As chamas que sequenciam
Alinham espasmos
Tornando flácidos

O calor
Livre
Apropria-se do ar

As chamas que presas aos olhos
Eram materiais
Junto da água
Despertava outras dimensões


- Pois estás convertido ao século XV
                                                                   a morte dormia
- ficou pra traz o século
XXI



o surdo que lançava sobre os frenesi da mente
aprendeu a contar até si
mas não contava
                                                                                        fingia ouvir tudo

o cego em que não enxerga o mundo em rotação
Age como o mudo, acredita no estático;

brigada do espirito
Parodiava a mente ao ser
                                                                                               real e sonho

o sol
deu cores à fumaça
da aguá que despencara, junto da noite sobre as chamas;
libertando-as;


A pedra perdeu a cor
O homem despertou
Soluçava com o esforço conseguiu mover, por todas as direções,
Até que saisse da posição que aniquilava os movimentos;

- Preciso encontrar esta rocha, tem de haver outras;



Com os olhos no chão, viajantes andou por montanhas, vales, praias e jamais encontrou outra Ametista;

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Universo comercial.

O universo comercial,
quem orienta as barreiras
é da trupe de Júpiter

Contrataram Deus
para labutar
nó e comércio.

Servos da música
marcham através da arte
enquanto, d'outro lado
vendem até Marte.


              sobe a lua na bolsa de valores


no bolso um Deus
noutro a miséria humana
reinventam as leis para  vestirmos um bom censo:

              consumismo, felicidade efêmera, cegueira

Boletim do grande poeta e presidente:
Sob a lua 
vendo a terra
as estrelas
e as nuvens do meu país.

Mas ainda marcham
através da anti-matéria
os viajantes marginais
servos da arte

movem névoa e sóis
movem com amor
espaçonaves improvisadas
lançam luzes

desapropriando as propriedades

             Na bolsa de valores
                          despenca o Sol...

servos da poesia
servos da alegria
servos da felicidade
servos da tristeza

marchemos
através da arte; expandindo a limitação humana


Se viver é arte
por que não trocar escravidão por liberdade?

e no universo comercial
quem orienta as barreiras
são da trupe de jupiter

Contrataram Deus
para a labutar
nó e comércio.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O tempo uníssono

O tempo do pretérito
será invisível

presente ao futuro
seria o infinito...
Raios em fluxos
 condensa
em atos
e sensações

              O sorriso e o choro
o excesso que a vida
     presenteia
em pequenas coisas
e grandes viagens.

o desconhecido transformou as ríspidas ideias dos carpetes antigos...
 em instrumento de voo

Nada iria
nem ouvira
do nada ria,
e voltava,
as ondas e o céu
cantava a desordem, o novo em melodias que o vento soprava.


Com nada, por nada, devia...
detinha,
tudo em jazz
sem recesso,
por intervalos.
 intervalos em recessos
que ecoa da mente.

os tempos estão vibrando
em uma só corda
e a primeira
volta a ser a ultima.

Devia ao tudo ou ao nada?

o nada não pode ser nulo.
O que dizer de tudo ?
Não saberia
conter o nada em tudo, nem o tudo em nada.
Alcançaria o infinito em qualquer uma das buscas.

Pois então, ao que devia?


domingo, 28 de julho de 2013

Compactuava os rostos de um espirito

Moldei sombras através do fogo
encarnou-me todo o invisível,
todos os sonhos malditos e fantásticos.
                               
                                    E talvez se tivesse outra parte do todo,
                                                             não saberia de sua existência.


                                                                        Você atingiu o auge - ouvia ecoar do guru.

 Insanamente 
as luzes rufavam
a vista relampejando 
arpeava a terra com o ar.

ser a sombra do fogo,
deixou-me sentir alguns rostos na porta do banheiro do bar.

Contive o todo por instantes,
Almas caiam
Todas em um só espirito.

A gravidade compilava as ondas que flutuavam
entrando em colapso com o tempo

A alma ve-e-mente rumos aos sentidos

escorava-se nas paredes,
                              depois no chão,
           juntou-se aos peixes e ouriços.
Andou sobre as paredes,
                                               debatendo cabeças

                  e ombros em pendulo.

                                                A porta trancada por dentro, isolava.

A alma entregue à redes, via-se com o infinito,  sequenciando memórias esquecidas, ria de todos os rostos que eram seus!

                                                                        O auge você atingiu - Reecoava

Rastejava sobre estrelas (no teto)
Tateava os semblantes da eternidade

O tempo em dissonância
O passado e o futuro confundia o presente.
-
E todos existiam em Uníssono

                                                            o auge atingiu você -  reecoava o eco.


o lugar d'onde não racionalizava
Fez-se feto novamente
sobre a poça

os astros anunciava para o sorriso afogado

 os rostos malditos são próprios do seu espirito,
assim como os benévolo.

com os olhos arrastando sobre o áspero
compactuava o horizonte e o sangue.




Ouviste ouvires:
ouriços carregam estrelas de ouro dentro dos olhos.

Ouvira de outros planos
onde os gurus
não existiam. E nem desperdiçariam mais conselhos, com o que chegaste ao auge.







quarta-feira, 24 de julho de 2013

Transcender o som das máquinas.

O brilho da manhã,
o ar gelado
umedece o pulmão
que dantes cessava palavras..

dos mares, do vento sobre areia
o som singelo e calmo
deixa obliquo, quase em esquecimento
a amargura da ansiedade...

o voo do pássaro encanta
Com o canto e seu rasante
dobrando o ar, surge então a beleza
meus músculos rígidos congelados e gelados, descongelam a cada respiração...


E por um descuido
com os olhos sobre a areia
com um ultimo voo
suas cores misturam-se ao sangue que jorra
dos ouvidos e olhos
perfura meu peito
e dança.


Ouço:

Contemplas? E o que fará?



Em todas as resposta, imagino-me como o pássaro... agora este que pude ver
suas cores traçar o véu cinza do céu

escolheu a mim

e

lança vontades sobre meu peito :

Transcender o som das máquinas.

...
...
Ir além do ordinário.
...
...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Escritor

O Escritor ao ver as estrelas:


- Serás meu fonema!!

O brilho cegou-o, pois eram os últimos raios antes da explosão.

Viu a lua

-Meu pés não a tocarás, mas meus olhos irá possui-la.

Será meu traço.

Criou

Profundidades:
Sobre erros
e Acertos
Marés
Sobre Harmonias
construiu métrica para que os olhos fizessem as pegadas.

Ao ser compresso pela gravidade Criadora.

Por onde vou?
Deveria ficar? e fitar-vos os sons
para inventar o que posso ser?

Inventou-se
com o vento.

Largou-se
definhou as estrelas
confinou a lua
e arremessado
compeliu cessar a memória.


Cessou-a


Agarrava-se em raízes. Para ainda carregar o nome.


Esqueceu-se do vento.

Ao amanhecer
sob o imponente calor do Sol...
suplicou
às estrelas
à lua
ao mar
suas memórias:

- Mestres apreendi-me sem memória. Meu povo, está desunido. E muitos desnutrido.
 Preciso aprender a lutar. E distribuir a riqueza. Devolva ela para mim.


- Guardei vossas memorias em vossas divinas apreciações.

Ao ouvir
E não reconhecer as palavras que esculpiam-se da sua boca
lançou lagrimas sobre o mar

Em um surto do tempo:

O Estrondo fundia os tons de voz que já ouvira,
Com as cores que ressurgiam
O breu
Iluminava-se com a confusão,
Da maré que gritava
A cada quebra de onda.

Os segundos,
Carregavam a gravidade dos planetas em que não poderia nem ver

Sobre a lua pisava.

e por todos as estrelas
Sorria
à felicidade de estar.


A visão voltava
Fechava os olhos e abria-os
No mar estralava as imagens
Ao mesmo que desviava das pedras que voavam por todos os cantos.

Adormeceu apreciando
O céu…
E de novo alvorecia


- Posso enxergar! 

Ao caminhar em direção das letras que estavam distanciada por quilômetros, Leu:

Pode ser o que imaginas!

domingo, 14 de julho de 2013

Mudando as calçadas de ruas.





Mundano

Trocam prazeres

Trocam vitória…
Verdades




Trocam o céu

Prazeres por vitória

Leveza
Por ventanias
Do degelo.

Beleza
Do espirito
E sangue...

Amém

Que o bem
Trovoou
À casca
Eco
Do ínfimo dos olhos no espelho.

‘Meu bem, o mal
Surgiu
Nas mascaras dos vermes
Que sobre as vertigens da compaixão
Vêem a terra como divindade unanime
E lamentam pela areia
Pois nela pouco se nasce.

O”bicho-geográfico” que neles não acreditavam
Habitam o mal
Escolhem como se fossem bens.
À Criação. À liberdade.

Em areias poucos sabiam
Sobre as máscaras

Sob as areias poucos vermes sobrevivem.
E com o vento
Tomam ares
à novos mares.’

                                                                               O mundano
Soprou                                             o silêncio
                                                                                                 Dos vermes
Em                             um                             
 Ato inconsciente.


Abraçou as àrvores
Andava só pelo meio da rua:

‘Entre para o trânsito
Ande contra a direção
E se puder vooar
Diga aos ventos
Que há muito gelo

Para transformar.’



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Em um sonho Real

Sonhos podem ser reais

                       o infimo do surreal
a sensação do que já esteve e
estaria
sentindo
                       o Infinito do real


de ver a paixão queimar
por
segundos ou horas
dias ou uma vida.

A mente expande as paredes
deixando as celas
a vista
do louco
que observava pela janela do manicômio

- o vivo quer viver.

Lançou sobre o jardim.


A felicidade

é o sorriso

da criança que ao ver o mar

corre

e antes de pular

tropeça sobre as ondas

por um instante

em que o tempo

funde

passado

e futuro

em sorriso

que ria de si

e do tempo.


II- Em um real sonho.


Se fosse louco,
gostaria de não saber minha loucura.

Destruiria ritmos
e sentido
para expandir
o visivel
e a matéria.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobrou da morte





a panfletagem...

Anunciavam

folhas secas

que estavam acima das árvores


quem olhava de baixo

ria com as folhas que levitam


de cima

largavam-se para o encontro

do rio que fazia a margem

dos olhos

ouvia-se o lacrimejar.


Chula.



Poesia Barata.


Por todo canto
poesia para os ratos

versos
enjaulados.
Viceras
estúpidamente
humanas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Eterna fragrância



Não pensamos que só ouviríamos o silêncio.

Você

Logo optou por uma música
cantarolou voluptuosa
sorria
com gestos pedia carinhos.

assim que o rodar
fez-se com rapidez
e nos deixou a caminho,
a lua que dava dimensão do dia clarear,O mar
e o amar a imensidão,

Abraços e pedidos.

A distância
deixou-nos irreais.
surpreendia-nos
com qualquer imagem crúa:

Guardava Risadas,
Agora Silenciosa.

Somos o som. Sobre os caminhos.
Do silêncio. Das lembranças.

sábado, 13 de abril de 2013

Invisivel


Quando a loucura
contornou nossa pele
Enquanto a fogueira
iluminava
o calor
acompanhava a noite.

As palavras da epiderme.

As voltas, voltagens
inventou sobre a realidade
qualquer palavra
que fundisse a ideia do amor.

Não tínhamos ideia
eramos intuição
desregrada de razão.

Eramos
fundidos
em luzes
lenha
e ruídos
em harmonia.

Ao acordar
a melodia
estava em catarse
os olhos se encontraram
sem entender ...
estávamos certo
de que o surreal existia,
superando todos os eixos incompletos. Ou interrompidos.

Não há esperança,
só o instante.

domingo, 7 de abril de 2013

As palavras Soltam

As palavras são soltas,
            Ao ar
perde-se em paralelos,
Ecoando horizontes para preencher-se...

                                      Diferencia das letras escritas.

As palavras são soltas
o tempo com passado em sintonia

As palavras são soltas
compassa o tempo

As palavras são soltas
passa com o tempo
a sintonia.

As palavras são soltas
a  repetição formaria pausas

as palavras são soltas
as pausas são respirações
as palavras são soltas

o silêncio.,,
---------- ----- ----------
------- ------ ---------- --
-----


As Palavras são soltas
O passado compassa o tempo
As palavras são soltas
repetem sem pausas ou sintonia
as palavras são soltas
repetem sem pausas ou sintonia
As palavras são soltas
o vento preenche e as linhas explicam o linear.

As  palavras ao vento
dificilmente igualaria os sentidos das ilustradas.

II- -----------_-------------_-----------

Permanece preenchendo
o espaço
propondo som ao som.

Fonemas desordenados
esbarram com o ar

As palavras ao sol
tampouco
explodem


As palavras soltam
pouco da voz d'alma.

Riam com a calma
que as luzes enviam aos olhos.


domingo, 31 de março de 2013

Cartas de corte

Teus jogos
sem regras
          ou vencedor,
esvaziava o tempo.
que antes preenchia de horas.

Juízo comparativo
cantarolava
marchas insanas,

Comuns.

a substância
o tocar
e sentir
olfato nostálgico

A matéria
física:

Tabuleiro.

O homem torna a olhar a calçada.
encosta a outra metade das costas no contra guia.
com o baralho separado.
Fazia jogadas que os olhos não acompanhava.
Estavam prontas.
Até que cerra-se, e a profundidade do escuro, erguia aos planos do passado.
E antes que voltasse as costas com o muro.

Dissipou todo ar que a garganta acumulava.
o peito feito compressa, lançou o impulso:


SOU O VÁCUO ?

ESTAS TRILHAS SÃO VIRTUAIS!!!


o som é estridente e agudo,
o susto, e a esperança, confinam cores.
que o linear desconhece;


Tudo repetia sobre a mente.
o tudo não tem definição.
mas se o dissesse,
a palavra ecoava
até que encontrasse ar para preenchesse a casca.

O homem juntou o que restou das cartas,
Queria vencer
e isso trouxe do âmago
sem senso.
o riso descontrolado.

- Não terá trapaça!

Enganava-se;







terça-feira, 19 de março de 2013

Superego e id e o ego?

Perdia o tom ao palanque do orgulho, sorria entre muros;

Represa de eixos: Graus que um equilátero invejaria a perfeição
                                              Do caos, a desordem.

                           Que   Nutre os anseios. O ser pulsa...
                   Pulsa, repulsa
                             insulta a própria alma, com falas sem ar
Ar sem fala.


Para clamar Dor?
ou Prazer?

Tende ao ínfimo  fim do estado ébrio.
Toc Patoc tac tic te  tictê ticte tumba, tumba, Tuumba, Tumba!

Não estou longe do real,
porém, vivo o abstrato
em comprimidos vitaminados.
ares em reservatórios.
- - - - - -- - - - - - - - -  - - - -- - - - - - -
-             pediu o tom ao pronome oblíquo;
--
- - -   Mesóclises!
  -     O peito tortura-se
           com o instinto coletivo
                   Padrões que em fuga. formara outras rotas

Ver-te  diante dos olhos é apalpar o ilusório

        Valores morais, Mortais ou fatais.

  tempo, contagem, expansão.


______

Não anseio o desejo, sou apenas poeira em colisão: o fogo dilata a superfície.

Sofro a cada descoberta de massa rústica sobre o virtuosismo do superego:

Disputas que ideais não aceitam à compreensão
olhos do breu , carregam luzes foscas, doutrinadas por cores


tons que iguais, eram diferenças
tornava a ser


formas e equações do cotidiano.


 FUGA - Antidoto
sem efeito
produzia
sistemas de imaginação
conduzia em promessas e rezas.

 Sos tum di
tum di sos
distunsos

Harmonia dos desejos,
dança dos enredos.
cantava sambas
para o nascer do dia,

Cada frequencia das cores
invade
a realidade.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Desencontro dos cacoetes


As menções que a mente
realiza à Fuga
Despejam aos movimentos
que inspiram da beleza
a sutileza.

o ar que cadencia com a terra
o tom do fogo.

A água que ao inundar os olhos
rasos,
mililitros de lampejos
 iluminam
As cachoeiras
Dos sonhos.

E as letras transformam-se em sussurros:
palavras, sem equações ou vértice
perfuram os ouvidos
desprezando a destreza da alma que ouve.

Sorria
ao ser vista desnuda.
Presente do instante em que a emoção
Capacitava o dom
do invento contra o estático.








sábado, 9 de março de 2013

Arte em caos.


Corrompe-me de repetições
o imaginário
e o interlúdio da c-alma

Nunca esteve preenchida por ela...

Sempre à sossegar.

os prédios, as calçadas
guias casas retas... arranhando o céu
simplificando as sombras sobre a terra.


Experiências que o desejar
era desvario com  lógica-mente
o ar
terra
fogo
àgua

-perdi-me em linhas
que estavam travadas em tablaturas

Perdi traços
que as cores não preencheriam
nem com penumbra.

redobrava as equações dos pragmáticos
a burocracia
que reinava ao cegar.
evocou o invisível.

ao ver os olhos
doente com tom das luzes.
o branco lapidava o ambiente
os verdes só seriam verdes
se vermelhos alternasse em laranjas.


- Estas arvores
são frutíferas
se vejo o fruto.

Hipócrita dos impulsos.

fazia cacoetes em caos

- todo meu pensar fora
optado pela respiração
E meu devir
cadenciava a renovação.

Entre dias
Só ouvia se cantasse
centenas de horas
em poucos minutos


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mosaico

O céu é Finito

As nuvens são tracejadas,
rachaduras sem melodia

A paisagem: o altar dos pensares.

As estrelas
Criam os mosaicos

Lagartos

escapam dos papeis

E o Divino:

O clarão amortece
anunciando o saciamento
da morte
que reapropria-se dos derivados

As lascas das arvores
anunciam tom

O branco é corrupto
fundi o ser ao mutualismo: os lagartos voltam aos traços do grafite.


II-
As cores da gaveta
o fundo empoeirado
instiga-me a qualquer
ato tornaria-me um idiota, ou antiquado

a posição sob a luz trouxe tal efeito...
Mas o gesto ao inóspito
à grandeza do esmiuçado
o tatear da areia com a pele

comprimiam com o ar, alucinações da realidade.

poderia Ser o I DI OT A.

Ao menos Sinto-me
enquanto estou
sendo-o.

Sobre a poeira
dos natais passados e futuros.
Já que ninguém limparia a gaveta.
o som era o da concha.
que transportava o mar
à consciência.

Sentou-se com a cara contra a parede.

- o que há pra dizer?
o que nego ao ser dito?
Se digo, se sinto, se sou.
o que há para dizer?

com os olhos cerrados,
sempre há imagens, cores, ideias.

E um imenso ecoo do vazio.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Não há protesto
Nem adversão


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

dessimboliza

À Eterna Revolução
a era pós era 
pusera
a pulseira sobre o ser que não sabes nem o que serás 

alma tu flutuas em sociedade, os ruídos são símbolos!
e quando quiseres pode inventar
quaisquer realidade, com os elementos apresentados.

Brindou.

" De certo aspecto sou a sombra apaixonada 
não penso sobre isso, a não ser que, me forcem... ao murmúrio da realidade."

Estar em um bar de cerveja barata.
vendo os pássaros planar
contra o vento.

espero sentir-me farto 
para que eu pertença a mim,
o que sinto 
para as vozes,
carregaria-me aos palanques à
achincalhar a espécie.

II-
O conforto
é tudo que já existe, todas as cousas,
pode-se amá-los
sem nem saber o pra que.

Efeitos submersos
em rasos raios de luz.

amo a árvore da mesma maneira que o dinheiro.
o que mais me interessar.


Amo o amor
e sinto prazer em ser odiado.

minhas causas são mentiras, ilusões
da desconstrução que eu poderia criar.
Nada além. passiveis de serem contrariadas.

                                                                                 depende da fome.

Mas as coisas, são feitas de formatos ou apenas ondas...
e devem ser abandonadas.

Assim mergulho o vazio em ecos
construo moral fictícias e logo desconstruo. Achei serem minhas tais vozes.

identifico como minha aquela que pronuncio ao ar.

e o silêncio carregará  os rios de luzes. e escuridão.









sábado, 19 de janeiro de 2013

In-pulsante

Coincidiu o vácuo
e o passo
dado
o tropeço
fora voo, queda e voo.

A Espera de um ato,
sem roteiro.

De uma rota
ingrime
sobre a grama
ou amariam as pontes?

antes
atravessaríamos
em um só salto
atravessemos
Pontificaste um som com
que fizeste a ponte cantar

Teu destino
é ao outro lado
ao ponto que não entendemos
e hoje propomos a realidade.

não investigo
mais os vestígios...
ser o que se induz é perigoso...
porém
Libertador.
Dores que aprendemos com o respirar,
Cegaram os manuais do impulso.


Marchinha Psicótica em saturno.

I- Cascas

As palavras que voaram
carregaram-me ao vácuo
Os passos
 tortuosos
   trouxe-me
      ao inerte
descuido...
a tensão sobre a morte.

Li morte.

Vi em ti
o contornar!

o meus traços
fantástico
em uma criança que pulava vento.

De certo
deu certo
Morremos.
Nasceremos?

o ar rarefeito... fez me caricia a meia luz.

os pulmões
confinou cores...



II - Tempo

O tempo desfez tuas ancoras
e partiu...
os ponteiros
com pontos
sem pontes.
em um fosse
dois

em dois foram
treze.
 Uma hora
passou
e ainda estamos transeuntes

III - Paranoia


o terror
trouxe
a precisão
do ser que busca a loucura
por intuição
do verme que rasteja

aonde lambe as rochas, come sal, e aos teus devaneios... deixou um cálice da ultima onda que os olhos refletiram.

IV- Enfermo por espécie!

Entrego-me aos vermes,
aos demônios,

O turno das manhãs
Dava-lhe as faces
tracejadas na areia.

 Leia! O tom linfático formavam 
cores e traços de um planeta quase são.

Devolvo-me
ao invento da realidade.
Tambores
tum tum tan tis tum tin tá....
Tombo



V- marchemos!

Caminhando, encontrando o instante que não se busca!

Marchemos!

Oh Mártir,

Ou todos os personagens morrerão asfixiados,
ou correram sobre o ar.

Devoto a covardia
Voo
Sobre
Fortes que apontavam os inimigos vindo em alto mar.
Montanhas
 alteravam os tons
  quando o enjoo
    manchava os olhos.
Flores Exalavam
Perfume
Lúdico de Sombra Deitadas


Marchemos!

Teu olfato tão inocente
nada aprenderá com
as flores plastificadas.

O tom dos cheiros
turvará a percepção


Marchemos...


Ao som das cores.

Marchemos!

em frente!
De frente ao presente.

Eterna-mente.
Fundiu tua órbitas em galaxias distantes.
Recesso.

Tem tom tentan
da dor do dia
riu roeu ren
Te teto tu
viu vaia ver
em ar ir

tem tom tentan


As letras caem
aprisionando
o ecoar

VI- Des Saturno

Returno

Retorno

Saturno
permaneceu intuitivo

O brio ébrio
reinventou
o clamor
deixando o brilho do estase
ao limite da dor.

ah meus limites,
as ondas disseminaram-o ao ínfimo
mostrou, o quão, do regressivo.

VII-  O Cão


O cão amassou
o pano e levou o lenço.

VIII - Netuno

Ordenou que eu voltasse
o cão com o lenço
Esperava em orla
o dono voltar a si