quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Poetas Marginais

Aflito e feliz
entrego o canto
ao aprendiz
nós, Malditos! Nós, Marginais!

Flutuamos em Quimeras
Goiabeiras, quebramos o estandarte
fugimos dos raios marcados

Não há perspectiva material,
meu piano ficará para a próxima geração...
eu ando voando com gaitas e violão
e batucadas nos sapatos

Aplaudo o pé de carambola
sorrio planos desafortunado
admiro o cortes no real

aflito e feliz
a parte que me faz completo
está no absurdo, no harmonioso desastre.

Desenlaçando os malditos
efervesce o furor, o dócil e o amargo.
Subindo do estômago ecoando com assombros
de uma realidade que apunha-la o artista

Nós Alquimistas transformamos o ouro
em amor, e passando pela laringe
impulsionado por forças

Os gritos, vômitos, equações...

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