segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Árvore da margem


Arvore da margem diz:
Basta respirar como formigas
Longe dos altares;
Basta Voar como borboletas
Prestes a morrer
Basta sonhar  como os pássaros
Cospem cores

Esconder segredos singelos
Como montanhas se escondem no mar
Como iceberg no fogo

Basta não bastar! E o universo não caberá nos olhos

Arvore da margem diz:
Basta a si!
Bastaasi!


“No outono lágrimas são folhas no rio.”

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Trivial

Esquecerá que a banalidade
é vilã dos detalhes,
Retalhos que ao tosquiar
Aprenderá um pouco mais de nada

Sente silêncio sem saber
sobre que tempo
fosse polia de precipício
Sintonizado ao infinito

Criação da asa sem voo
visível ao calculo,
vazivel no mergulho
verde do orvalho

Serena noite do amanhecer.