domingo, 30 de dezembro de 2012

desigual-mente

Amar
é além de si
e do outro
pois ambos, são parte de um outro.

Dizem  que é  maré.

Quando a lua traz vazão
o olhos recuperam todas ondas.
E cegam!

Ser cego, é por outras causas.
Ferir ao próprio poder de ser cego,
és outro tipo de cegueira.

E ao povo  transformista
falta
ética para igualdade.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pós suícidio


escolher a vida?
eu prefiro ser um monte de nada.
escolheria a morte ao invés da precisão,
apesar das limitações psíquica
comunico com o além de mim.

por via das
curvas com estatelados olhos...
era susto
mas o tempo disse medo.

Era estalar o tempo
fundia ao espaço do vento
a noite
cobria o céu com o breu

a tarde era o vestígio do sol...

somente fui... sem ter certeza.
então não fui?

Fora o que vim a ser?

o que seria, vim a ser!?

Não perguntes.

Não questione.

respire

e não inspire.

O sufoco confundi a morte..
que não existe
pois existe o sufocar

esqueça o ar.

Ser a morte. Por mero descuido é imperioso.
bem-dito acidente.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Des-morte-ando

Acuado, o animal
é repulsa da própria natureza
o ato de amor-por-te
o descontrole da insanidade
torna a sensação obiseção


Por onde anda as palavras?
não andam
 eu espero


pois abram as expectativas
como dizia uma amiga, o poeta morre.

o poeta que esperava as palavras
eu quero que todos voem,
atormente ou ensurdeça!

o raio partiu-me
incendiou a fúria pela compulsão

enquanto saturno
realiza o ciclo
desfaz rotas humanas


pedia razão!

controlou a voz, mas cuspiu tudo sem precisão
ou pudor


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Chuva


Estas pedras ganharam vida
Ouço, sobre astros.
Pedregulhos
Que amam o ventar
Ao formar a acústica da vida...
Permaneceu.

Estática
Até a correnteza levar-te, lavar-te... oferecer  os próximos

Sons

Enxurrada...

Tem semblante era os olhos dos doentes
Os outros instantes até propagar-se o pensar.

Teu intensivo, olá..

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tom Estomacal

O som era

sumira
com
a ...


O som era

Assumira

a ...

Do som

Era ira

do Desafio

A Lucidez alucinou-se e culpou
o estômago
do Crânio


Os copos subiam antes de cair

Os gritos
por qualquer som
que invadisse

O ar desavisou,
desaviar ao ar
plenitude
desprovida
do sólido...

Aos Fluídos...

Sejamos o Invisivel

       ' Ouço      a iminência de um corpo estático '

O visível do impreciso

Era necessidade de cantar

As cadeiras
caem quando o vocalista despede-se do show
o público compreende que era bis,
perplexos, Reverenciam aos ruídos da aparelhagem em pane. 


As silabas Soltas cantam

Ouço-as

Versam... por vezes

Propaga, ao declinio assumido
ao inclinio investido

Qualquer quando a maré cobrir as pedras

sábado, 8 de dezembro de 2012

nostalgia do agora

divertido a sensação do não estar
e estar
sem próposito...

Não há perfeição... no futuro
Não há  perfeição ... no passado.

ouvem
O outro plano do planeta?
as dimensões
de terra?

desentoa
doutro instante o agora?

responda!!!!

evita-me, prende-me ao que se pode esperar...

e se antes, antes do passado, antes do futuro... apenas por intantes corrompa, a caixa de expectativas. as visões proféticas de um ontem... e torne o agora eterno.

Nicotina

aceso

Acendo outro,
o corpo apropria-se das substancia
o relógio desfazia as horas com teu badalar,
aguardava o sol.

           o deleite é a abstinencia

a fumaça toma o ambiente,
a luz semi fusa da luminaria deixam as cinzas em tom amarronzado.

Do cinzeiro o sinal helicoidal
entrelaçava ao de outras várias bitucas semi apagadas.

ao que com  metade do caderno em chamas, indentifico a brasa...

- isto é real!!
   " o que é real?" - ainda escrevo...

ao que jogo toda a bebida no foco do fogo, por desespero repentino.

recupero minha caneta

" A fúria do fogo consome minhas palavras "

-  onde estão os versos dos milionários?

Reacendo,
deixo sobre o cinzeiro...

" meus versos estão presos! inverteria a precisão..."

acendo outro

fixo os olhos ao teto

- Precisamente,
fora quando pintavamos a casa.

Abro a janela e o sol clareava o céu deste quarto...

- estas rachaduras são nossas!
"Um universo em fragmentos..."

o vazamento na lavandaria do vizinho marcava o compasso.

" vejo o pensar cair, sobre as estrelas que desapareciam, fundi em tua lua as cascas de voz"




pelas ruas, ainda amanhecia...

Há desvios
vias inabitáveis
o breu
o reinvento de espectro luz

O NADA

do ecoo
da lucidez
e sua irmã

 O sol
e a noite

viveiro

línguas, e fontes de luz...

Olhos, e tons...

O sono atingi como se nunca tivesse durmido antes...

deito com a cabeça em cima do caderno... e adormeço.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Caixa de vozes

ouço tua voz,
mas    não ecoa ao longe,
esconde-se só nos meus ouvidos...

Sou minha própria súplica... prefiro não ser, nesse caso.

Vem suave, sem rancorisar com a distancia... vem nua, obscena

és meu refúgio, uma caixa de som... guarda em suas paredes nossas memórias.

Ouço com os olhos, preparados aos sustos... é lindo o tom que intui... eu que já fora antes de ti, vivo o inimaginável.

As palavras!? vou joga-las ao ar... sem direção...

II -

Assustou  não esquecer

estava tempestuoso porém com   o controle    sobre    a própria loucura.

imagem

atores
dançam

ao solo em acordes diminutos



monções...
ventos  ensoprados. engulidos

E Enquanto estas portas fechadas
veremos entre vãos?

Prefiro ir sem respostas,  quero do vão somente a luz que   vem por fecheis...

 III -  Nããaãoooooooooo  !!!!!!!!!!!  não posso aceitar    somente reinventar.
E    o ontem?

Antes  visionários?

Sabíamos do fim?

Ainda posso ver!  és  raro engasgar o ar em frases inacabadas... elas tingem.

Até  o  estômago gritar...





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Anistiava lembranças

não compreenderia
   
seria apenas
transmutação

imperfeição, com pro va ria

a perfeição: ineexistia!

Beleza,     do inexistente

servia

ao ser

que és  quand o  deixará de  ser

regeu     todas            as cores

em teu                 erro    era              o v ir  a ser

            o erro era       a morte      do         c ami nho.

s o ltas                     tornavam                          o                 invisel
          a marelo                                        ou            azul.

perto de mim corria
                         
sem                                des conhecer             os                            calcanhares alagadados