sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Caixa de vozes

ouço tua voz,
mas    não ecoa ao longe,
esconde-se só nos meus ouvidos...

Sou minha própria súplica... prefiro não ser, nesse caso.

Vem suave, sem rancorisar com a distancia... vem nua, obscena

és meu refúgio, uma caixa de som... guarda em suas paredes nossas memórias.

Ouço com os olhos, preparados aos sustos... é lindo o tom que intui... eu que já fora antes de ti, vivo o inimaginável.

As palavras!? vou joga-las ao ar... sem direção...

II -

Assustou  não esquecer

estava tempestuoso porém com   o controle    sobre    a própria loucura.

imagem

atores
dançam

ao solo em acordes diminutos



monções...
ventos  ensoprados. engulidos

E Enquanto estas portas fechadas
veremos entre vãos?

Prefiro ir sem respostas,  quero do vão somente a luz que   vem por fecheis...

 III -  Nããaãoooooooooo  !!!!!!!!!!!  não posso aceitar    somente reinventar.
E    o ontem?

Antes  visionários?

Sabíamos do fim?

Ainda posso ver!  és  raro engasgar o ar em frases inacabadas... elas tingem.

Até  o  estômago gritar...





2 comentários:

  1. Ouço vozes... E elas não são minhas, mas são ditas dentro de mim.
    Ouço vozes minhas ditas por outros, mas dentro de mim.

    Ouço a loucura contida nas linhas,espaços e pausas
    Ouço agora a loucura q teu texto desperta. haha


    Muito bom manolo!!

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