quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Des-morte-ando

Acuado, o animal
é repulsa da própria natureza
o ato de amor-por-te
o descontrole da insanidade
torna a sensação obiseção


Por onde anda as palavras?
não andam
 eu espero


pois abram as expectativas
como dizia uma amiga, o poeta morre.

o poeta que esperava as palavras
eu quero que todos voem,
atormente ou ensurdeça!

o raio partiu-me
incendiou a fúria pela compulsão

enquanto saturno
realiza o ciclo
desfaz rotas humanas


pedia razão!

controlou a voz, mas cuspiu tudo sem precisão
ou pudor


2 comentários:

  1. O poeta torna-se imortal a partir dos versos, imortalizando a tentativa de manter todos os significados possíveis e impossíveis de cada palavra escrita ou articulada.

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  2. O que nos dá vida e o que a suga,as vezes vêm da mesma fonte.
    Resta saber qual a proporção de vida e morte que nos sobra

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