sexta-feira, 28 de março de 2014

instipado

A ferida
Sentida a cada toque da Iámina c0m a peIe saúdaveI
A sensaçã0 doente                                                                                                                   
Banhada no ácido:
Separa o sangue da carne…

0 Tempo efeito cicatrizante
Age com maestria
Separa geIo da Agua
Transforma vap0r em raios

Mas tempo?
-Há cicatrizes que nã0 cicatrizam!

A carne ou a Iámina,
O ácido ou o sangue,
Agem simuItaneamente…

longe
no tempo
Ainda há dor!

Ainda há dor, há pus, menos Iamentação
Que quem Ihe faIa é a voz da Iibertação
Já emancipada
peIo sofrer

Meu amor, acabou nosso futuro
o passado não pode deixar de existir
0s pequen0s pass0s
Sobre o trilho do trem
As vozes das nuvens e os nossos
saltos

Mas não Ihe cobro
Pois não estou mais aqui;
Este de quem faIo;
Não é! Não mais!

Transformou o coração doente
Em prazeres que desconfia da existencia

Raios sem reIâmpagos
Chuvas sem nuvens

é meu bem, está ferida
eu Ihe agradeço
não sorrio com aIegria

mas a MaIicia da d0r
que traz deIiri0s de que o am0r é infinit0

fulg0r insperad0, me alucina
sem que eu p0ssa dizer :

eu te am0
mas nã0 te quer0;

Não me obrigue amor
Acender mais um cigarro
Não me abrigue em AIcooI
ou então me queime
Me Iiberte de seus pensament0s

Diga-me o que sente

E nesse instante
A Iiberdade
S0rri p0r mim

Quero te ver sorrindo
Quero sorrir sem você
Quero ve-Ia, para agradecer a chance de buscar a liberdade
construimos
C0m as Filosofias
Sentiment0s
E ausência

Amor, minha vida é um experimento,
E você f0i minha dr0ga,
 agora morra, ou venha ser sincera

para que possamos rir
sem pudor

Eu te amo

Mas não te quero

segunda-feira, 3 de março de 2014

Con-sentido

Toldo
de virgulas
suas cores
guinavam-se no som
os braços
de voltavam
devoto
a si

Em matiz
do vendaval que soprava
no rígido da alma
aplicando
o preenchimento através da morte

transbordava amor
matava as tensões
o corpo perdia a forma
e a calma estava sob a escuridão

dançou o temor
pressentiu o terror
viajou com sentindo

do anacronismo

o sobrevoo
do dragão
rondando
circular-mente

Toldo de vidas
entrelaçadas nas cores
no silêncio da folha que dança
do topo da arvore até o rio
das montanhas

a lagarta que ria, voa
descobre o pé de amora
o mato que amana
dança vagarosa
e brilhante
sobre o muro contorna
do chão até o topo alcançando o outro lado
com velocidade descoberta pela desafio
do vento.

o dragão funde-se a lagarta
queimando as cores
transformando-as em gelo
rivoava por tons
rivoava por chão e altitude novas

rivoava o vermelho
rivoava o amarelo
sonhava toda a sabedoria
sentia o todo, o nada, a vida.

a borboleta terna sobre a imensidão
canta com os pássaros
as sublimes montanhas
das águas os troncos queimados
na superfície
eram todos iguais.

A borboleta rivoava... com o dragão dentro de si.