sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Recôncavo

Há o desfazer
e a falência.
A troca
e o vertical.


água salina
ou super saturada,
Correnteza entre bancos ...





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Desleixado

Perdi a poesia em uma cardeneta sem espaço para tinta,
tinha o trabalho desfazendo o calor
E o calor desenhando ação e movimento.
A barba à fazer
Trouxe um ar de espantalho ao canto das folhas.


Era riso de um tempo que as ideias surgiam antes de refletir.

Pesquisou nas palavras mapas para órbitas
que era o somado
som ao lado
da infância
desistida.
des-Existida.

Pois é sombra
do que não vejo
almejo o dom do ilusório
Tom de fuga comporta o espetáculo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Jogo de luzes...

Re-partem.

Todos os feixes
só poderiam ser guiados
por oposições...

não o contrário, pois não surprenderiam com
posições que oposto pode ser um mínimo
de percepção...

diferenças, questões que duvidaria se não compreende-se.


o que existe é para não suportar
ou fazer-se suporte:

até ver que é reflexo,
que o perceber
é estar entregue ao todo.

fosse de um raio
ou para um zitano
sempre ouvia a cegueira do engano.
Ditando.

Era parte dos
planos
acidentais
e inseguramente sonhado todas as noites...
Ora com Harmonias, e vezes, progressões que o desespero solfeja petulante, infínito
até que acorde



II-
ou viveram
para um vivero
ouvira:
Saia da vila.

Riram

e todos riram...inclusive o distraído.

III- Outro caso
de sonânbulismo
assustando
os que madrugavam.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O homem ou o cão




I- Barulhinho Angustiante

O Ruido levou

Ofegante alvo: Faz-faz-faz coceira,
outra ora levava
ruminando, depenando
o cão, compunha cravados pontos
que sangravam ao tocar a pele...

Espirava, e deitou-se, lambeu toda ardência que provocara.


O homem amassava papelada

                 O cão contorcia
descobria outro - pula-pula-faz-coceira-volta-e-meia- trocava-dentes

Ao raspar do lapis sobre a folha.

"Áspero expira
pelos ramperos
das turvas,
peles rompem-se.
Cão no mundo
cão mudo, surdura
Cão Bravo; choro falso
Caiu com tudo
Rachou com o charuto.



Tigela de calmantes...
Estava fugindo em silêncio do silêncio.
Tremia com o sereno.

Cão belo
era pleno-valente "

o homem pergunta
ao cão:
- grafite tem o som aspero?

Rosnou
                roçou-se
                                à parede

O homem correu até o cão acariciou e prometeu cuidados.


O homem
                 dono
cão                      do

                    som
do
                            lápisS
               amassar:
pulga
                                       pula
faz               coceira
       faz...

Desde então o cão só atendia por grafite.

II - A rouquidão
Fora equalizada
Com tigelas;
Bons tons e latidos
sem direção
trouxeram rumo
para a cura
Do que angustiava e o cão.

III-

 As janelas foram todas arrancadas,
o frio
aniquilava qualquer  possibilidade
de estar preso no estático:

O Homem escolheu um disco, e ensinou o cão a montar  passos
e ritmos
que não davam tempo ao coça-coça

Pula
                  mexe               quadril

 re   pé
da                   

Parede               à                      Escadaril


Cairam
                 Subiram
 Olho por olho

Riram
                          E quando sentiu sede.

O dono :

- Proxima lição: antecipar a sede.