quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorrindo

Quando a sombra da terra moldou a lua,
Chamam de eclipse.
até que Racional, ético.

Lembro da infância,
quando sorriamos
na sorveteria.

De fato estamos evoluindo,
não passamos mais pela infância,
mecanizamos o sorriso,
tornando todos pequenos adultos.
distanciando ao máximo do nosso ser.

Será que o individuo ainda sorri?

sombrio e cego,
sou o rio seco e árido.
Muito bem criado!

Minto, ainda sei sorrir:
sorrio por desespero.
Quanta infâmia!

Não sou o único,
outro dia vi seu apelo na lua.
Lembro do tempo que sorria
por começar um ciclo.
agora o desconhecido amedronta:
trazendo a repetição do comodismo.

Chega de viver de premissas,
arrisco estar aí o caos.
Assim me livro da responsabilidade.

Minha covardia acompanha minha razão.
A matemática só pode afirmar os 50%,
quando relacionado qualquer dicotomia em verdade.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cellula Mater

Está foi a primeira,

tem mar e tem sol,

quase ilha.


Já foi portuguesa,

hoje é brasileirissima

Tem até Brasão:

Leão, economia e coroa.


Hoje medra,

o engenho deu lugar

ao açúcar embalado.


O comércio agora é interno e externo,

as ruas são travessia para maquinas.

Existe passageiro e carona.

Só tem direito aquele que paga; isso sempre existiu!


O som da vila

agora está conturbado pelo compasso,

rotina dopadora da inteligência.


Até os pombos atravessarem

pela faixa de pedestre,

está tudo tão humano.


O humano inconsciente

o seu lado mais animalesco.


Esse é o problema do inconsciente coletivo,

pra que lado ele vai?


O que diria os primeiro povos que aqui habitaram,

Ao ver que tudo tem se tornado um grande shopping?

Lutariam !!

domingo, 5 de junho de 2011

No canto da folha... I

Uma noite, um rascunho
Ligo os pontos forçando o rabisco.
Adivinho o sublime, sublinhando.
sintetizo toda minha maldade em pureza.
Identifico linhas esquecidas,
trazendo à alma a esperança da ilusão.