quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorrindo

Quando a sombra da terra moldou a lua,
Chamam de eclipse.
até que Racional, ético.

Lembro da infância,
quando sorriamos
na sorveteria.

De fato estamos evoluindo,
não passamos mais pela infância,
mecanizamos o sorriso,
tornando todos pequenos adultos.
distanciando ao máximo do nosso ser.

Será que o individuo ainda sorri?

sombrio e cego,
sou o rio seco e árido.
Muito bem criado!

Minto, ainda sei sorrir:
sorrio por desespero.
Quanta infâmia!

Não sou o único,
outro dia vi seu apelo na lua.
Lembro do tempo que sorria
por começar um ciclo.
agora o desconhecido amedronta:
trazendo a repetição do comodismo.

Chega de viver de premissas,
arrisco estar aí o caos.
Assim me livro da responsabilidade.

Minha covardia acompanha minha razão.
A matemática só pode afirmar os 50%,
quando relacionado qualquer dicotomia em verdade.

3 comentários:

  1. Sorriso amarelo, antipático, verdadeiro, a vida nos obriga escolher muitas vezes o desbotado, a lua mesmo cheia me consola...

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  2. Quem te garante que realmente não passamos mais pela infância? Aliás, o que realmente quer dizer essa palavra?
    Para alguns pesquisadores essa palavra “infância” é inventada e eu não consigo pensar de outra forma.
    Nós nascemos já com algumas características, mas de cabeça vazia, vazio esse que é preenchido por informações que acabam confundindo o que você realmente poderia ser ou fazer, que resulta em todos esses conflitos.
    Espero poder continuar contando com você para desconstruir essa dívida que temos com o senso comum.

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  3. O sorriso inocente é o único em que podemos confiar?
    Tudo bem. Quanto a isso não me importo de ser enganado...

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