sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Anarquista


o egoismo é exaltação de interesse próprio, a satisfação dele;
o coletivo é comunhão entre os interesses; Ainda assim satisfazendo o individuo;
As regras são formas de controle
mas se alma não aprimora empatia com o outro
não há formalidade, nem teoria
que force o ser agir em comunhão;

Agir só para si
é arte da solidão
é aceitar as prisões
de uma sociedade
de almas desertadas

sorrir só para seu corpo
é ser manco
com ideais
ou desnutrido de amor

"pequenos hábitos, grandes negocios"

Quais sãos os valores
que te contaminam, tal qual o efeito da peste,
competição? Individualidade?
coletivismo do umbigo?
quando seu pulmão inchar
seu coração apodrecer
e o mau cheiro, finalmente, emergir!
irá então perceber!
Quando estiver em um quarto escuro
temendo o silencio absoluto
buscando qualquer
dose de prazer
sejá num hábito
seja num hábit
se ja um hábit

ou seja habitado por um mundo
ou seja um hábito

seja o costume que inventaram
ou veja seu rápido ser
esvoaçar em partes
sangrando o pescoço
com insultos
ao teu dia, ao teu eu
ao teu viver
por você;

seja um hábito, buscando ter
nesse inventário
buscava o mesmo remédio
e a peste atingia o figado
petrificando o humor

deixando os olhos resmungão

queixando da vantagem que poderia ter conseguido sobre o outro...
lamentará com palavras ofensivas, pois ainda é só um esboço do seu ideal, do que pode ser, jamais preenchera o vázio.
sempre será as coordenadas do inconsciente, que fora imposto antes de nascer.

Logo você, que nunca quis obedecer regras;


Senta-se sobre a cadeira
a faca que flutuava
dançava sobre sua cabeça,
a frente em formas helicoidais,
atrás,

hipnotizado
observava somente com os olhos
os braços sem forças
a respiração parava a cada tentativa de movimento
o silencio que não era absoluto
pois a faca rugia com o ar
vuuuuulllll

Vuuuuaaaalll

Encosta no pescoço dando-lhe um risco
ria de si
pois não sabia
chorar
 Vuuuuuauauauau"


os guarda roupas próximo a janela sumira, o cabide desaparecerá,
a cama estava no teto
no chão somente as roupas
as toalhas
a cadeira no centro


Vuuuuuuuu

Vuuaaaaaa
a faca aproxima mais uma vez, os olhos arregalados e o sangue escorre

ela volta a dançar
em direção a janela
gotejando sangue pelo quarto

os olhos fecham, e o corpo respira fundo, sentindo-se comodo e aliviado
no mesmo instante a faca como um vulto surge com o bico perfurando o pescoço
decepando o cabeça que ficará presa somente com pele, o sangue escorria, formando a poça no umbigo...


o ultimo som que esculta é a faca caindo sobre o piso,
em meio ao absoluto silencio uma lagrima beija-lhe o rosto....

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Música: Espectro azul


Dançou nos olhos
                 fechados
Suas formas
ebulia
novo transcendente

Alçou num rito
                                             sem significado
                           mas advindo
sem preparo
                   há de vim
                                        num vento raro


os braços
                      helicoidais deformava
                                                    o espaço negro
            o azul, também, nas pernas formavam ondas
para todas direções

Não   se i          se           s   e  i
    não           sei se            se
não            se       sei               se

não se eu me cansar
e não posso sempre querer significar!
agora não era sempre
mas fora a Era! ...

Sei             se                  não sei
         se sei          ou              não sei
                     saberia ser se! ...

o espaço negro preenchido
a voz de dentro
tingindo o vermelho
o azul.

quando os olhos fechavam
Em que não signifiquei
saboreei
todas as ordens dos movimentos...

Não             sei                 se         sei
                fechar os olhos...

Musica

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Deleitença

Não tens como fugir de mim
Nossos olhos prometeram:
A pele.
Não tens como me esquecer
Se nosso mundo ainda não existe:
imaginamos. 

Sabes que o encontro do rio com o nascer do sol
Sublinhou nosso riso
Você é as cores que deitado sobre a areia
Tentei decifrar
o verde e o azul
Mas sem toca-la
Não poderia entender
Os olhos
Criavam
o norte em que renasci...

Seu riso no canto do rosto

Ganhando-me por inteiro

embriagando com sua canção
mergulhava em teu mergulho
e corria nessas correntezas 
do sopro de sua alma

ceguei

o abraço que nos separa
é o cheiro que ainda sinto

esperei

e podes fugir de mim
esquecer nossas promessas,
oculta-las nas chamas...

e podes sumir sem mim
pois se encontrarmos os olhos
eles entregam um ao outro
como elástico solto depois de distanciado.

a dor dará forma
a orla cantando nosso riso
e a surpresa aliviará
sonorizará nossa sentença para o deleite.

incolor para a razão
bolor saboroso
dos vendavais
soprou nossas cores
misturando-as. como elástico solto depois de distanciado.