domingo, 30 de dezembro de 2012

desigual-mente

Amar
é além de si
e do outro
pois ambos, são parte de um outro.

Dizem  que é  maré.

Quando a lua traz vazão
o olhos recuperam todas ondas.
E cegam!

Ser cego, é por outras causas.
Ferir ao próprio poder de ser cego,
és outro tipo de cegueira.

E ao povo  transformista
falta
ética para igualdade.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pós suícidio


escolher a vida?
eu prefiro ser um monte de nada.
escolheria a morte ao invés da precisão,
apesar das limitações psíquica
comunico com o além de mim.

por via das
curvas com estatelados olhos...
era susto
mas o tempo disse medo.

Era estalar o tempo
fundia ao espaço do vento
a noite
cobria o céu com o breu

a tarde era o vestígio do sol...

somente fui... sem ter certeza.
então não fui?

Fora o que vim a ser?

o que seria, vim a ser!?

Não perguntes.

Não questione.

respire

e não inspire.

O sufoco confundi a morte..
que não existe
pois existe o sufocar

esqueça o ar.

Ser a morte. Por mero descuido é imperioso.
bem-dito acidente.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Des-morte-ando

Acuado, o animal
é repulsa da própria natureza
o ato de amor-por-te
o descontrole da insanidade
torna a sensação obiseção


Por onde anda as palavras?
não andam
 eu espero


pois abram as expectativas
como dizia uma amiga, o poeta morre.

o poeta que esperava as palavras
eu quero que todos voem,
atormente ou ensurdeça!

o raio partiu-me
incendiou a fúria pela compulsão

enquanto saturno
realiza o ciclo
desfaz rotas humanas


pedia razão!

controlou a voz, mas cuspiu tudo sem precisão
ou pudor


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Chuva


Estas pedras ganharam vida
Ouço, sobre astros.
Pedregulhos
Que amam o ventar
Ao formar a acústica da vida...
Permaneceu.

Estática
Até a correnteza levar-te, lavar-te... oferecer  os próximos

Sons

Enxurrada...

Tem semblante era os olhos dos doentes
Os outros instantes até propagar-se o pensar.

Teu intensivo, olá..

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tom Estomacal

O som era

sumira
com
a ...


O som era

Assumira

a ...

Do som

Era ira

do Desafio

A Lucidez alucinou-se e culpou
o estômago
do Crânio


Os copos subiam antes de cair

Os gritos
por qualquer som
que invadisse

O ar desavisou,
desaviar ao ar
plenitude
desprovida
do sólido...

Aos Fluídos...

Sejamos o Invisivel

       ' Ouço      a iminência de um corpo estático '

O visível do impreciso

Era necessidade de cantar

As cadeiras
caem quando o vocalista despede-se do show
o público compreende que era bis,
perplexos, Reverenciam aos ruídos da aparelhagem em pane. 


As silabas Soltas cantam

Ouço-as

Versam... por vezes

Propaga, ao declinio assumido
ao inclinio investido

Qualquer quando a maré cobrir as pedras

sábado, 8 de dezembro de 2012

nostalgia do agora

divertido a sensação do não estar
e estar
sem próposito...

Não há perfeição... no futuro
Não há  perfeição ... no passado.

ouvem
O outro plano do planeta?
as dimensões
de terra?

desentoa
doutro instante o agora?

responda!!!!

evita-me, prende-me ao que se pode esperar...

e se antes, antes do passado, antes do futuro... apenas por intantes corrompa, a caixa de expectativas. as visões proféticas de um ontem... e torne o agora eterno.

Nicotina

aceso

Acendo outro,
o corpo apropria-se das substancia
o relógio desfazia as horas com teu badalar,
aguardava o sol.

           o deleite é a abstinencia

a fumaça toma o ambiente,
a luz semi fusa da luminaria deixam as cinzas em tom amarronzado.

Do cinzeiro o sinal helicoidal
entrelaçava ao de outras várias bitucas semi apagadas.

ao que com  metade do caderno em chamas, indentifico a brasa...

- isto é real!!
   " o que é real?" - ainda escrevo...

ao que jogo toda a bebida no foco do fogo, por desespero repentino.

recupero minha caneta

" A fúria do fogo consome minhas palavras "

-  onde estão os versos dos milionários?

Reacendo,
deixo sobre o cinzeiro...

" meus versos estão presos! inverteria a precisão..."

acendo outro

fixo os olhos ao teto

- Precisamente,
fora quando pintavamos a casa.

Abro a janela e o sol clareava o céu deste quarto...

- estas rachaduras são nossas!
"Um universo em fragmentos..."

o vazamento na lavandaria do vizinho marcava o compasso.

" vejo o pensar cair, sobre as estrelas que desapareciam, fundi em tua lua as cascas de voz"




pelas ruas, ainda amanhecia...

Há desvios
vias inabitáveis
o breu
o reinvento de espectro luz

O NADA

do ecoo
da lucidez
e sua irmã

 O sol
e a noite

viveiro

línguas, e fontes de luz...

Olhos, e tons...

O sono atingi como se nunca tivesse durmido antes...

deito com a cabeça em cima do caderno... e adormeço.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Caixa de vozes

ouço tua voz,
mas    não ecoa ao longe,
esconde-se só nos meus ouvidos...

Sou minha própria súplica... prefiro não ser, nesse caso.

Vem suave, sem rancorisar com a distancia... vem nua, obscena

és meu refúgio, uma caixa de som... guarda em suas paredes nossas memórias.

Ouço com os olhos, preparados aos sustos... é lindo o tom que intui... eu que já fora antes de ti, vivo o inimaginável.

As palavras!? vou joga-las ao ar... sem direção...

II -

Assustou  não esquecer

estava tempestuoso porém com   o controle    sobre    a própria loucura.

imagem

atores
dançam

ao solo em acordes diminutos



monções...
ventos  ensoprados. engulidos

E Enquanto estas portas fechadas
veremos entre vãos?

Prefiro ir sem respostas,  quero do vão somente a luz que   vem por fecheis...

 III -  Nããaãoooooooooo  !!!!!!!!!!!  não posso aceitar    somente reinventar.
E    o ontem?

Antes  visionários?

Sabíamos do fim?

Ainda posso ver!  és  raro engasgar o ar em frases inacabadas... elas tingem.

Até  o  estômago gritar...





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Anistiava lembranças

não compreenderia
   
seria apenas
transmutação

imperfeição, com pro va ria

a perfeição: ineexistia!

Beleza,     do inexistente

servia

ao ser

que és  quand o  deixará de  ser

regeu     todas            as cores

em teu                 erro    era              o v ir  a ser

            o erro era       a morte      do         c ami nho.

s o ltas                     tornavam                          o                 invisel
          a marelo                                        ou            azul.

perto de mim corria
                         
sem                                des conhecer             os                            calcanhares alagadados

                             




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Os astros são resquicios de alma.

à repetição

a Surpresa,

indefinição... são

às voltas, os clichês

fincam a realidade

Aos elementos.


O Ar és Surreal, inimaginável

o Fogo é a imagem do estômago

A água por entre a terra, e o som das estrelas, interligam os resquício de alma.

Certas horas os olhos definham o tempo

somam as sombras

Ao incerto, certos minutos, os segundos dobram a eternidade.


Misture os tons, os sabores e saberes

 E quando não souber


   invente o mar.



o que é o som...

      do que é a cor




Os sabores...

    És multi, Transmutável.







quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fôlego

o que te inquietas?

ser a sombra?

seria?

Não comporte-se.

Carregamos

o ar

não nos pertence

pois inventamos

o desejo de inventar.

convida o valor
das palavras
ao deslocamento
do teu respirar

Solte
sol-te
soou-te
a ti
solte o sol
tem
luz-e-sombra, Sou!

ar-te
moves,
a ti
idade
do virtus



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O guardador!

quantificou

Tudo em guarda napos, fora de uso.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prefácio


Ao olhar cadente.

Quais dos eu planeja a confusão
é correto
dizer amo-te
a-creditando ao que os olhos propõem

O fechar

a espera
doutro canto
que fosse ao lado de tua voz.

Ao abrir

A busca é repente
o improviso
é quase caduco
quando os olhos ficam a rir
um ao outro.

 II-

Reflexo do refletir. A-partido passado.
perdeu
ouvidos
ao passo que todos os eus eram gritantes.
a imagem
era esbouço
do calabouço
que corriam
em corroer.

III-

- Hoje há canto, encanto é vida!

Confessionário:

antes
o
túmulo.


O tumulto
é a alma
carregando os vultos.


Carregar
é a calma enraizando comodismo.

A calma
provoca à alma
danças.

Dançar é também reapropriar-se ao ritmo...

o repertório
é da calma.

Composição das cores da calma:

Azul
               Vermelho

Branco

            e  amarelo.

parelham
ao suingue
a volta ao feito
volviamos cada gestos

E quando recuperei-me

és magia?

- não confundas com bruxaria

A sincronia
ira irônica
para com o real.

reinventaria cadencia sobre si

ó mente
se for preciso
ergo-te ao cume

para iludir-me
e o tombo
reinventa-ria cadente
e iluminado.









quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Camena e a música



-Do que é feito a música?

                Escolha um Raio,
Antes de observar o trovão.
Conte a duração
E tua distância

A tempestade é a desordem para o caos
A pré-existência deste
São as possibilidades ocultas

O parque encheu
Os muros represaram água
O silêncio era a período entre as notas
Este que era aterrorizante
Quando as
          Dissonantes
 Finalmente,
  Chocavam

As Árvores submersas
Não tiraram o canto dos pássaros
Que apropriaram o divertimento à necessidade

Os rasantes sobre o lago
Eram boas vindas

Enquanto banha,
E Alimentam a sede...

A musíca: A terra e Horizonte.

II-
- Será que me ouvem?

- Para os pássaros?

- Estou dizendo a você!

- Mas vô, não entendo o que quer dizer, quando que este parque encheu?
- Hoje está cheio!

- Não sente os movimentos sob a pressão D’agua?
Não vê as rugas?

A neta começou  a chorar, não queria ficar velha e não admitia que matasse a vida, correu até a piscina que transbordava enquanto o avô contava a história.

- Vô, isto é agua!

Mergulhou. O sorriso assustou o velho que lembrou quando pulaste do viaduto com os mesmos dentes prontos a caírem
Em um impulso, largou a muleta:

Volte pra cá, Camena!

Mergulhou e puxou a moleque.
 Os olhos arregalados do velho
era o impulso reminiscente,
a ironia que relembrou
era com o sorriso da menina.

- Vamos já estamos molhados mesmo.
            Arremessou a bola que boiava solitária
- você nada muito bem, vamos jogar.
Ao mesmo que o velho lembrava, respondeu:

- Por isso estou vivo! e ofegante...

A entonação trouxe-os às gargalhadas

Os dois ficaram à brincar até que  os raios anunciantes o espantassem; voltaram pra casa cantando a distancia...

Com cada  trovoada, contavam, cantavam sentaram a rua e ficaram a anotar :

Este está a 3 km ao norte.  Este 1km ao leste.
- isto é avião
- imagina a turbulência.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tardes de sé; Missa acidentadamente

I - As tardes na sé,

Quanta gente?
Que imundice!
desvirtuosismo!

Que imundice?
Desvirtuou-se?



Qualquer cena, trariam curiosos
uma multidão, em cada discussão,
Insistiam
em desfazer a beleza
dando nome pras tuas angustias

Era revolta!

Volta de dentro
para a fúria
Das entonações e acusações!
Era o poder dos mensageiros
a palavra abençoada pela maldição, da raça!

Os sinos tocam as 18 horas, e toda arquitetura projetada há 500 anos
Reascendem lentamente, com o badalar.


...

"O que trabalhou á passeio,
com quinar e sonhos,
Fotografava."

II - Da praça,


A mulher nua, Trouxe o corpo em coral.
A Praça pregando aos pregadores, disse:

- Meu solo
é vosso respirar,
nosso riso
é indício de primavera.


O homem que gritava com o paletó ensalivando a cada fraseado rememorado, e fundia as pessoas com os demônio durante todas as manhãs, tardes, por vezes, dormia ali mesmo, pra ser o primeiro a dar-lhe nomes. Quando a ouviu, cerrou os olhos, desacreditou do ser e da voz; calou:

- Esta praça, fora feita para nós, dentro do mundo que já existia!


E quando a mulher viu que ele refletia:

- Conhece o silêncio?

O homem que não pensou sobre, confundiu os assuntos com a morte, e sorriu:

- DEMÔNIO, DEMÔNIO, queres me dominar... vejam...
esta mulher, esta possuída...
Perdia as palavras, tentando provar a relação das cores, o palavrório.

As vozes, afunilam-se:
A mulher e a praça dialogam, sem que reconhecemos o sujeito...




Ao círculo, ganhou raio: os curiosos, informantes, comerciantes, miseráveis e os justiceiros.
Fora um estrondo, o homem subiu no marco zero, lisonjeado com a multidão...

- Tua heresia, jamais será perdoada por Jesus Cristo.


Os outros que gritavam, corriam em fila, aquele aquele:
- Aquele! Satanás.
perseguiam barulho!

Os cães ladravam, As árvores soavam os intervalos do badalar.

- Conhecem-se quando tristes? ou Alegres? Conhecem a palavra?

O homem, Ganchando, aproveitou e abriu a biblia, os cães cercaram-o;

latindo, com os olhos nos olhos do pregador.

III - Assembleia


Os Palhaços, entram no cenario:
Um incrivelmente triste, outro afoitamente alegre.

Correm envolto do setenciado, tropeçam;
Riem, e choram.

Simutaneamente:

Com a feição de tristeza
pareciam deboche,
ou insanidade.

O que chorava
com excesso de
alegria...

Os homens e os cães silenciavam, e criavam alvoroço a cada tropeço...

Ora levantavam rindo, outra corriam com os cães.

E por fim apontaram ... e o cão tomou da mão do homem, com os olhos desesperados:

Enfurecido, em nome de jesus,
Pernada, bica, com os punhos fechados e olhos feichando... girava os braços e pulava;

- O Dia do Juízo final víra para todos!

O juíz, que todas as noites. Alimentava a embriaguez.

- Desculpe, meu senhor!
Poderia informar-me quando será o dia do Senhor?

O palhaço triste ergueu a placa:

- "Pra que?'

- Sou Juíz, preciso estar alerta.

O outro palhaço, ameaçou qualquer fala, engasgou... tornou a placa

"pra que"?

- Sou autoridade nesta praça.

- desculpe senhor isto não é uma assembleia.

- Senhor, o que é uma assembleia?

- Mas e a voz da praça?

- Tu deves ter enlouquecido. Responde com outra questão?


O poeta largou sua camera.

- Então não fora só eu que ouvi a voz da praça?
Era óbvio e pouco rispido, como quem torna a realidade;


ergueram outra placa:

" pode crer! "

- A moça és uma artista.

- E tu contempl-a//dor//a-mente.

Separou com a entonação, todos os sentidos.

- Eu contemplador?



O juiz desatou a rir... e a multidão riu!

- é preposição tua falta de enredo? perguntou o poeta, refugando tuas questões.

o Juiz olhou ao redor, buscando fins pra suas respostas.
Roubou o olhar de alguns, que propunham toda sua desordem


- Quero que venham comigo,
o discípulo de jesus,
por desrespeito a arte.
Esta mulher, por andar nua.
E o senhor por desacato.

A multidão começava a dispersar,
o vento arrastava o cheiro de terra molhada,
o poeta convida a moça para atuar em um manifesto:

- temos que aprender mais sobre as leis, para acatar ordens!

O Juiz ergueu os olhos, com a sombrancelha:

- Quero que venham comigo!
o discipulo de jesus,
por desrespeito a arte.
Esta mulher, por andar nua.
E o senhor por desacato.

e repetiu a frase até que o setenciado despertasse e juntasse à dar voz a tuas causas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Recôncavo

Há o desfazer
e a falência.
A troca
e o vertical.


água salina
ou super saturada,
Correnteza entre bancos ...





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Desleixado

Perdi a poesia em uma cardeneta sem espaço para tinta,
tinha o trabalho desfazendo o calor
E o calor desenhando ação e movimento.
A barba à fazer
Trouxe um ar de espantalho ao canto das folhas.


Era riso de um tempo que as ideias surgiam antes de refletir.

Pesquisou nas palavras mapas para órbitas
que era o somado
som ao lado
da infância
desistida.
des-Existida.

Pois é sombra
do que não vejo
almejo o dom do ilusório
Tom de fuga comporta o espetáculo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Jogo de luzes...

Re-partem.

Todos os feixes
só poderiam ser guiados
por oposições...

não o contrário, pois não surprenderiam com
posições que oposto pode ser um mínimo
de percepção...

diferenças, questões que duvidaria se não compreende-se.


o que existe é para não suportar
ou fazer-se suporte:

até ver que é reflexo,
que o perceber
é estar entregue ao todo.

fosse de um raio
ou para um zitano
sempre ouvia a cegueira do engano.
Ditando.

Era parte dos
planos
acidentais
e inseguramente sonhado todas as noites...
Ora com Harmonias, e vezes, progressões que o desespero solfeja petulante, infínito
até que acorde



II-
ou viveram
para um vivero
ouvira:
Saia da vila.

Riram

e todos riram...inclusive o distraído.

III- Outro caso
de sonânbulismo
assustando
os que madrugavam.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O homem ou o cão




I- Barulhinho Angustiante

O Ruido levou

Ofegante alvo: Faz-faz-faz coceira,
outra ora levava
ruminando, depenando
o cão, compunha cravados pontos
que sangravam ao tocar a pele...

Espirava, e deitou-se, lambeu toda ardência que provocara.


O homem amassava papelada

                 O cão contorcia
descobria outro - pula-pula-faz-coceira-volta-e-meia- trocava-dentes

Ao raspar do lapis sobre a folha.

"Áspero expira
pelos ramperos
das turvas,
peles rompem-se.
Cão no mundo
cão mudo, surdura
Cão Bravo; choro falso
Caiu com tudo
Rachou com o charuto.



Tigela de calmantes...
Estava fugindo em silêncio do silêncio.
Tremia com o sereno.

Cão belo
era pleno-valente "

o homem pergunta
ao cão:
- grafite tem o som aspero?

Rosnou
                roçou-se
                                à parede

O homem correu até o cão acariciou e prometeu cuidados.


O homem
                 dono
cão                      do

                    som
do
                            lápisS
               amassar:
pulga
                                       pula
faz               coceira
       faz...

Desde então o cão só atendia por grafite.

II - A rouquidão
Fora equalizada
Com tigelas;
Bons tons e latidos
sem direção
trouxeram rumo
para a cura
Do que angustiava e o cão.

III-

 As janelas foram todas arrancadas,
o frio
aniquilava qualquer  possibilidade
de estar preso no estático:

O Homem escolheu um disco, e ensinou o cão a montar  passos
e ritmos
que não davam tempo ao coça-coça

Pula
                  mexe               quadril

 re   pé
da                   

Parede               à                      Escadaril


Cairam
                 Subiram
 Olho por olho

Riram
                          E quando sentiu sede.

O dono :

- Proxima lição: antecipar a sede.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Baile: Enquanto engano e representação

Há mentes assinando-os,
Assassinando-os
Há mentes, de mentes anteriores .
há inventos contra o que sente,
Há felicidade em fingir...



Asssente teus sisos

              Tão Pobre, Duvido;

                              invente-se Sorrindo.

Sente-se sorrindo?

de mentes, montam teus castelos.
Tua vivência
afugenta do
que o rastelo deixa para traz. enfileirado, por ordem de necessidade.


Ouviram também
do cheiro do papel
o compasso que a pena
manchava sobre  as linhas...
                                           Foice, Pensamento
                         Cortejam as Glândulas
            Rastejam a razão
Centilam o
               Tempo, modelam
                                     o espaço




 baile de mascaras.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As Estradas são Autos

comprimentaram-se

As estradas, falaram sobre o nome
não inventaram desvios, pois conheciam teus becos.

A despedida antecipada trouxe
o improviso para novas conversas,
por tantos caminhos que fossem enganos, as placas foram
modificando as indicações ...
concluiram Quando duas estradas se encontram, a viagem trará reconhecimento e troca de solo
o céu não era o mesmo para todos
estas tuas curvas, são vistas que o horizonte funde maiores distancias e distrações...

-Como pode dizer que me conhece?
           -Lembro-me de todas árvores que plantou...
-Minhas esquinas criaram extravios,
que agora me faz rir...
            -Onde estão os heróis? 
-aguardando meu trânsito.

TROCARAM AS MÃOS!

Redescobriram
novos tetos,
distrair-se para com a vida.
e se a cor escurecer
procure a lua.

apropriaram-se de mapas
que desmentiam todos os que antes
apontavam às minas: minimas de nossos instantes.
Temperatura, tempero
sem freio,
Desconhecia também as calçadas...
atropelou




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

prece ao que não via

Bem dito
Tudo que fora visto era surpresa
Coêncidencias
quando previsto.

todo o enredo
construções de rampas e abismos
que somados
Tornam-se tropeços.

Não rezaria
quando visse Deus.
Talvez eu calasse
admirado por minha maldição,
Diá-ría
riria.
que não ousaria questiona-la.

Erronea ilusão
torna-se viva
com o instante
e perdoado com lembranças

Arrisca-se ao que, perante a qual desejo?


Tosse bocejos,   Que - projetilo para fala

Cospe da alma
o riso que a calma não mesura

tua usara é riqueza : sua plenitude altitude do que ampliou do breu, engano de mascara marcadas
rompe a pureza das fraqueza do individuo:
Ordem desordem
pedem o que cede
devem o que pede.


Tão tão
Engraçado
lembrar e dizer que ri, risco do espaço, descalço gosto do rápido passado: tão tão...

ao que não via sonhou
poderia o quanto quis, fez-se e perdoo-se...

não viu o campo que rompeu com o amanhecer
as plantas morreram e aterra ficou rala:

escoou o estudo dos raros.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Troquei as palavras



regra-vam : em quantos mestres, maestro
compilava a língua, linhas aéreas...
em riscos sintetizados


Atrofiava o sentido
por riso contido
formavam tantas vertigem, névoa
trocava as luas,
ora passava noites sem vê-la

os que viram
riram
pois era de ser...

pensei que fosse.

Fossem simbolos,
ou ausência deles.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Passeava


Boa noite

 Quantos sorrisos
    que nos fazem rir...
quanto choro com lagrimas de dor...

Equivaleria-se qualquer sede insaciável ou?


         Aqui não vale!


Convido ao vale da imaginação

        Conte-me...

Todos os sentidos são inválidos

         Prestáveis à qualquer fome?


Durma!
           Por que dormir?
                Se podemos correr...
Corremos até aonde?
Até aquela placa:
              Proibido invadir.

Aos caos
sem casos ou...

Durma....

    
Soltaram os braços,
dançando com toque dos calcanhares.
Dobrei-me
Duvidei do ser triste
que definia-se atravez dos sons ambiente....


Revi o ambiente
com cores decorando o anteceder do amanhã...
andamos
Antes de ceder
ao conforto
de proeza.
Presou com pouco de pressa
tropeçava
com cascas apalavradas em guias.


Sonda, luzes
Refração de ondas
vertentes,
bem...
enlameado por sensações
de pensamentos,
alheios.

Foram com os olhos

ao filete da lua com os comunicados
                                             que estavam vindo
                  vagando os cumes que não estimávamos.


Oferta
de fuga
monte
sua rota
cortemos
a frieza
sem
seus nuances...
Volveremos.


as vezes viamos as ruas
mas dali
sooaria ecos com respostas cortada
criando novos espaços " por tempo" 


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vôou aquele pássaro que ressabiava quando (você) sorria
com as novidades extra oficiais;
Pairava:
modelando o fundo, com
Som de um mundo
que inventamos...
Envolveu-me com teus braços e os laços que dava às palavras: convencendo-me das virtudes do poeta.


Fiz recado para todos os versos, era medo do avesso, o que desconhecia, tranformava-se em viscoso... modelei com movimentos de despretenção à nova condensação.

De atenção
a ação
sem compreensão
pois... não há!!!
Já houve compromisso com a condenação?

Deixei que letras escapassem entre os dedos,
e os olhos analistas corroiam-me com as coêncidencia .


Eu não cheguei a dizer que poderiamos estar em transe?

Trançamos ideais que meu ser afoito, revigora ao lembrar-se... Ouvi gangorras, escorei ao escorregar, marquei os passos e todos os cantos;
Marcava  espasmos.

Eternizava o que dividia
minha divida,
por ouvir e tentar negar a mesma árvore... das ternuras desejadas e prometidas.

Perda de fala,
compressa de folhas que caiam no quintal.    Os pássaros sincronizavam-se com o ar gelado e iluminado. Buscou todas que pousassem:
O alpiste
foram regorgitado

         Em volta da nova substância,
que mudara, na verdade o seu estado...
os novos pássaros
Cantam números
que têem ventado.
Vendaval trouxe-me
o valor da suposição,
Então arrisquei pedir emprestados
tuas asas.



... você ainda reproduz aquele assobio, e refaz os arranjos do pássaro
Com música e alpistes para alimentar um viveiro, por milhares de anos...

Imagino-te caminhando
com os olhos vedados
vivendo a plenitude da cegueira de ser o jardim, cantarolando composições
de marca-pássaros. sincronizando o ar gelado e iluminado
com o pulsar 
redescoberto.

Livre dos olhos 
posso fecha-los
e ainda enxergar
Com audição e imagens de uma toupeira
Acabo trombando as frequência
com a imagin-ação. 

Advinhas o fruto da árvore,
pelo som
confirmas o tom, com o paladar
Pálacios
aventurado
pelas visões que as estátuas fitam...
                                                              ... Estátuas
                                                 com razões que só um olhar
                                                       do mesmo ângulo
                                                              munidas reflexôes.... escolhi o melhor gesto
                                                                      e sentei-me ao lado
                                                 com os olhos fechados podia,
                                                           vê-la recolher as mãos
                                                 sem tira-las dos olhos .... acompanhando a cabeça com a altura.
                                                             desenhei seu movimento em cerâmica.


Harmonia entre hormonios
mordomo das estações.
harmonicos:
vozes que reconheceria
d'entre todas as outras
que ensurdecem-me. 

Grita atavés de ondas 
respostas para a confusão dos mares.


poderia esquecer junta da onda que leva as letras que foram cravadas na areia.
Alto mar
Levou todo o real 
Confundiu o que eu eternizava 
com grãos que levaria à profundezas;

Da rapidez que levou-me 
trouxe-me de volta
à calma que ria e soprava
o próprio som.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

... (que teu ínfimo)

que o teu ínfimo,
seu estilo perante os vicios
os pensamentos reproduzidos
em sequência, frequência curiosa
Vistosa, aparente tudo que posso espelhar à vista
   d'outros olhos...

O homem depois de ler o que escrevia
fez vista grosa 
pois parecia seu próprio cobaia

Estudavas os movimentos
que aprendia desprender
já possuia todos

estimulo é visão e querer
querer é somar fé e ação
planos e sonhos
dons e tons

Eloquencia para com a alegria .

A prendia Real-Mente Ser.


              Calma alma que tua chance
                vem com a luta
               e que teu sangue de toda força para sorrir...
               Calma alma
              que teu poema
             veste-se dos meus lemas
             corra alma calma
                viva sob a alma da calma.



Ali ao canto da alma
a nova ordem fora dada:
calma foragida deveria ser reinventada.

ouve-se o canto
encanto esfarrapado
silêncio silábico
intuitivo
toda frase soaria fase
amargava o amâgo, a ânsia de guerra e paz.

O peito, caixa acustica 
espelia tua sorte com a tosse. 





domingo, 5 de agosto de 2012

Constipava até aterrissar

 
Sentidos aleatórios
Evitava o sufoco até que não estivesse mais sobre o controle.
sentidos contrários
desordem, descrê
Confundem...

Do que escrevo e não vejo
o estalo: Riso que sussurra, pilhas de ruínas empoeiradas.
Descrevo para compreender
porém Há a imensidão: dos prazeres
E os olhos do que sofre.
 

Há os que vêem e aterrizam ...
Há os que voâm, para desprender-se
do solo, e guiam-se em qualquer sopro
que levante vôo.

Desordeno; Revejo...
o visonário refez todos os proximos instantes,
Extirpou ao que provara ser sua fraqueza.

Voltou a si, descrente da volta
outra nova-idade
Decidiria:

Flutuar ou caminhar sobre a terra molhada!?



Doou o pessimismo à folhas que ainda secariam
O bom dia; Passa olhando nos olhos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Pensante, porém andante.

Estas palavras
tocam o invento d'uma sociedade,
Pertenceste à prontidão
da arte, da natureza;

Tudo que sou, e por via de tudo que passamos:
É a humanidade. É a vida. As folhas secas. Um todo em potes, em eras;
Que juntos formam os passos que andamos.
Ao andante... alvorada
ao anti-acesso,
Agora!

Centauros
Estrelados
Sobe aos altos, procurando pontos de quedas, descobre-se em Quirón
ou Nesso. Daquele ou noutros.

Respirar
inspiração
sorrio
doou
ouvido
sou
olhos
e
convido
todos
vivos
mortos
à posse
desolante
ou
Empolgante.

Somos caprichosos por pensar.
caberia não caber
Sabedoria que descobre-se contradizendo-se.
anedota coletiva: Somos, donos do auto-engano.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Em outro porto

Por via das dúvidas
Ouvia sem pranto
por costumes de dedicar à lembranças, flores do presente, Alento.

Por vias das dúvidas
Atento ao medo.

Suplicava ao passado que esconde-se-o, esconderia-o da mente,
por entre ventre, invisível, divisível, indizível
Nunca fora dito.
Nem demente; não saberia.




Ora, o pensar precede a ação,
Ora, que a ação recebe o pensar.
porção portão, pouca poça, com bons portos
abstém, doma o aborto.
ideais sobre um ser entre outros que sabem
e coube ao que sabe. Ao que é...
por via das dúvidas
elevou-se com o que absorve. 




Por via das dúvidas 
simplifica a dívida 
com o próximo instante, e o que a palavra assombra, própria sombra.

Sem inspecionar a dúvida, permaneceria em divida...
Mas com quantas voltas
a dúvida torna-se-ia sem dívida?
por quantos custos?
Acervo, de cerca.
Ao célebre, cerebelo.
Acertos em provisórios improvisos:
                    Providencia à lembrança,
   Ascensão sem pretensão.


cumprimenta-se a plateia.
Veste-se da estrada.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tecendo o Espaço/Tempo

Com o repente sendo molda-dor
O momento !!

Dela, as cores
Conduziam uma multidão
Para além-de-todos-índigos:

previam que o ser sofrido
era porque inventavas sobre si

O todo com o matiz
de um coro gregoriano
E além-de-todos-servos
a névoa que poem-voo
ao eco do esvair d'alma.

Este momento transforma-se para uma nova era.
onde superaria o que envolvia,
sob um período sem estética.

II- Coube a estética.

Ao rico
descompromisso,
Ao arqui pelego de sonhos.
Ao mundano que move
telas e pincéis.

Onde estão os índigos?
 Por qual molde têm visto?
quantificaria os indignos,
além de todos os males?
como descobres cada momento?
Aproveita-se em quais dos tempos.

Hoje é o presente, aquarela.
O agora é tão rico quanto o passado reinventado. Vangloriado.
A alma que ressentia: senti.
além dos becos e abismos.
Agarrar-se às paredes do tempo. Inventando o agora. E deixando o passado em foto-grafias.
Viver ciente das quedas,
é livre condenação.
Antes livre.
ação
e despretensão.

Quais os sãos?






sábado, 21 de julho de 2012

Finalizando Eclipse


I-                  Lembrava-me bem de quando do embranquecer
transformou o imóvel
e ouvindo o                                                          ranger das voltas
Estava apenas jogando pedras ao rio
queria ver os saltos:

Os rasantes sobre 
Águas embalsamadas

bons soros
para o instante entre o primeiro toque
                                                         o elo entre a tríade
e o mergulho, até que fuja da vista.

Como fora antes
deste brando:
Incessante
enquanto perdura.
Como se fossem toneladas.

II - Conteve todas injúrias
esquecendo o propósito
como se propusesse a si
carregar-se até que inflame.

Estou convidado
aos encontros
sem nossos olhares
e recomponho-me
até que eu possa despertar em um ambiente,
refém de definições e percepções

Aliás, o que trouxe força aos teus olhos
fora o otimismo que traziam. Junto de longas conversas.
Pequenas confissões...
discussões sobre a crueldade e pretenciosismo de inserir um  ser aos
viveiros da atualidade
lembro-me do ímpeto e coragem.
De depositar à educação
a revolução.
Da vitalidade de quem pode agir.
Dos símbolos
Compreendia-       se por debaixo das escolhas e ações...

A primeira noite fora o silêncio a lupa para com os olhos.

                  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
o Cheiro e o toque
represados
instigam lembranças
que agora sem esperança, pois não se deve esperar,
ficará aos limites da infini-tude da compreensão e carinho,
A Dança que compúnhamos
Ficará ao som das quedas, daquelas cachoeiras que mergulhávamos.

O que se veda
será o que há a priori,
o que me importará
não se suportará em expectativas...
fluirá como o instante de um sorriso,
de velhos amigos, desmotivados.

III- O nevoeiro
Fora descoberto em algumas tardes de sol.
E aquele mal tempo
Fora equacionado
às forças que um ser
pode impulsionar
a sua comunidade.

Mesmo que só em dois mil e vinte e um
sob o mesmo cenário
da névoa arremessada
do nada.
poderemos unir intuições
revelar os passos que encontramos nos palcos.
E
Sobre aquelas confissões
que só o fluir
deixava-as acontecer.
tão verdadeiras quanto a névoa
que com a manhã de pássaros acomodados
deixava de ser visível. Fora do nada, ao nada.
Por aqui sempre fora assim.
Passou.

Diríamos que mudamos o mundo
e o ideal existe 
mas com um desapego que só a alma entende.

III- A pedra com mais um sobressalto
trouxe impressão de que ninguém veria aquele ultimo passo
antes afundar até o solo do rio.
E com um pulso de comemoração, anotou em um de seus cadernos:

Sejamos Solidário com o que não compreendemos,
ao menos
factuais com as palavras
e convites ambientados.                                                                                                         
com o rosto voltando ao ponto onde a pedra afundou
sorriu
Por não compreender o que escrevia. Logo entenderia...
jogaria outras pedras,
até que as fizessem reco memorar o feito
E que transgredissem durante a proposta dos versos.

IV- Contava todos os instantes
         Em que permaneceu submersa
                   Por três vezes e uma última.

                                                                                                                                   Molhou-se com os passos.
   E Continham sofrimento do ato de arremessar para que pudessem ver afundar. E passei tardes escrevendo sobre saltos e sopros, soros e corpos.
Cada vez que podia superar-me no jogo de pedras, fazendo salta-la mais vezes afundava com o primeiro toque.    

Porem finalmente o mergulho 
Dividiu o passado revelado
E o que precisava para viver consigo.
E o que perdia 
era por que nunca teve
e o que seria? Viver!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Barque’la



E o que seriamos sem compartilhar?
Esbanje-se ao submissos de suas fraquezas!
Libertar-se-ia de toda sua moral?
Jamais!
Não sejas tolo, e digas de quem é a fraqueza?
São nossas, as suas só poderiam ser suas.
E quando apontarem ao silenciar, é por que querem vê-lo vivenciar?
Pois tenho meus minutos, que as vezes prolongam-se por alguns ciclos lunares...
e ficam à afunilar fraquezas em resposta devida ao todo confundido. Percebe-se a desatenção, alienado à tensão.
Tão vaidoso!
Chames como quiseres.
Pois sem ter-me naquele ou outro instante, era por que corria exasperado em reportar meu ser, que deve envaidecer...
seja como escolher, pois fez-lhe da vida seu observatório. E o tempo?
O que tenho com ele?
Até onde o deixará o levar?
Deixarei-o sabendo suporta-lo, aprendendo a guiar-me através de sua direção.
és ingênuo!
Sou daqueles que desconfiam da exatidão.
Estou pronto, vista sua bata, em cada bairro mostre-me um numero.
e o improvisaremos
façamos nossa dança sem lembrar que somos almas que doem
também.


Balançam para envolta
recombinam com os olhos
que sorriem para a volta
que o próprio riso fosse também doutra despersonificação
ou uniam-se abraçando-se até que o sono confunda com sonho que funda seu riso ao tato que enquanto gélidos com a grama, fundiam: calor.

à viagem, São muitos os bairros.
tu convidaste a musica ao teu corpo
e mostrou-me as levezas do ritmar.


Este não sou eu,
Fora eu tentando ser.
sem ser o que não devia ter pensado.
Respiro em falso
cada passo descalço
comove-me
ter de ressurgir

Mas armas são estratégias
que quaisquer dos eus fará uso quando descoberta;

Estão

Dizem que ama-se quiseres
desta ou daquela parte que desatinavam
Barco e barquela. Foram feitos bons amigos.
Em barco. Fosse fácil.
Barquela. Era maestra. Tinha gestos ligeiros e sorrisos longos, era ela.

Mas Barco estava sob a plenitude desconhecida, amaste como criança curiosa. E pediu sua mão daqui a setenta anos era o tempo que dava para cada disritmia que passava o seu sorrir. Barquela ria e contava como piada pra quem pudesse rir também. Para a época Barco era um des-remado. ele vangloriou-se até que a dor, fosse ele em estado sólido.
E sempre repetia a si, sua musa. Barco vivia entre seus amores.
- Barquela levei a ti minhas paredes desmoronando. Seu movimento, sua compreensão sobre cada rachadura levou-me. E trouxe-me. Quando pude unir o poder de agir e observar, levar-se-iam depois de banharem-se nas horas despretensiosas, preciosa.
- Junte-se a nós mero poeta.
Barco conteve-se e            proferiu teu sorriso, com a imensidão do silencio.


Respondia a si... equalizara o sentir, e tábuas arqueadas... cravava.
Pontuaste Hachuras em poucos vãos ... deixando os outros vãos serem atrações. o vazio atraindo mais espaço. Até que preencher-se torne natural.