sábado, 21 de julho de 2012

Finalizando Eclipse


I-                  Lembrava-me bem de quando do embranquecer
transformou o imóvel
e ouvindo o                                                          ranger das voltas
Estava apenas jogando pedras ao rio
queria ver os saltos:

Os rasantes sobre 
Águas embalsamadas

bons soros
para o instante entre o primeiro toque
                                                         o elo entre a tríade
e o mergulho, até que fuja da vista.

Como fora antes
deste brando:
Incessante
enquanto perdura.
Como se fossem toneladas.

II - Conteve todas injúrias
esquecendo o propósito
como se propusesse a si
carregar-se até que inflame.

Estou convidado
aos encontros
sem nossos olhares
e recomponho-me
até que eu possa despertar em um ambiente,
refém de definições e percepções

Aliás, o que trouxe força aos teus olhos
fora o otimismo que traziam. Junto de longas conversas.
Pequenas confissões...
discussões sobre a crueldade e pretenciosismo de inserir um  ser aos
viveiros da atualidade
lembro-me do ímpeto e coragem.
De depositar à educação
a revolução.
Da vitalidade de quem pode agir.
Dos símbolos
Compreendia-       se por debaixo das escolhas e ações...

A primeira noite fora o silêncio a lupa para com os olhos.

                  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
o Cheiro e o toque
represados
instigam lembranças
que agora sem esperança, pois não se deve esperar,
ficará aos limites da infini-tude da compreensão e carinho,
A Dança que compúnhamos
Ficará ao som das quedas, daquelas cachoeiras que mergulhávamos.

O que se veda
será o que há a priori,
o que me importará
não se suportará em expectativas...
fluirá como o instante de um sorriso,
de velhos amigos, desmotivados.

III- O nevoeiro
Fora descoberto em algumas tardes de sol.
E aquele mal tempo
Fora equacionado
às forças que um ser
pode impulsionar
a sua comunidade.

Mesmo que só em dois mil e vinte e um
sob o mesmo cenário
da névoa arremessada
do nada.
poderemos unir intuições
revelar os passos que encontramos nos palcos.
E
Sobre aquelas confissões
que só o fluir
deixava-as acontecer.
tão verdadeiras quanto a névoa
que com a manhã de pássaros acomodados
deixava de ser visível. Fora do nada, ao nada.
Por aqui sempre fora assim.
Passou.

Diríamos que mudamos o mundo
e o ideal existe 
mas com um desapego que só a alma entende.

III- A pedra com mais um sobressalto
trouxe impressão de que ninguém veria aquele ultimo passo
antes afundar até o solo do rio.
E com um pulso de comemoração, anotou em um de seus cadernos:

Sejamos Solidário com o que não compreendemos,
ao menos
factuais com as palavras
e convites ambientados.                                                                                                         
com o rosto voltando ao ponto onde a pedra afundou
sorriu
Por não compreender o que escrevia. Logo entenderia...
jogaria outras pedras,
até que as fizessem reco memorar o feito
E que transgredissem durante a proposta dos versos.

IV- Contava todos os instantes
         Em que permaneceu submersa
                   Por três vezes e uma última.

                                                                                                                                   Molhou-se com os passos.
   E Continham sofrimento do ato de arremessar para que pudessem ver afundar. E passei tardes escrevendo sobre saltos e sopros, soros e corpos.
Cada vez que podia superar-me no jogo de pedras, fazendo salta-la mais vezes afundava com o primeiro toque.    

Porem finalmente o mergulho 
Dividiu o passado revelado
E o que precisava para viver consigo.
E o que perdia 
era por que nunca teve
e o que seria? Viver!

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