quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ametista

Amuleto de meditação

Sob a terra 
o fogo
transmuta a madeira
o caos de-mente
Acompanhava viajante que moldava
Passos
Por nomes que dava às nuvens

Ao tropeçar sobre uma ametista
Caiu sobre o buraco seu tronco
Com os pés para cima
A cabeça em direção a pedra dava somente uma visão

O corpo estático
O homem esforçava
e de nada adiantava;

As premissas
do estado de iminência

Ametista
transmuta os seres que nela
atingem os olhos

o universo cadenciava

os olhos entornavam entre tons
do grito
ao silencio da alma
tingiam
as suposições do desejo
com rara alma     

o eco abafado,
em ritmos elétricos e veloz
Vibram
Predominando
O sensitivo
Ao abismo

A queda emite luzes
O ritmo diminui
O azul ganha vermelho
E o amarelo respira junto com o verde

As chamas que sequenciam
Alinham espasmos
Tornando flácidos

O calor
Livre
Apropria-se do ar

As chamas que presas aos olhos
Eram materiais
Junto da água
Despertava outras dimensões


- Pois estás convertido ao século XV
                                                                   a morte dormia
- ficou pra traz o século
XXI



o surdo que lançava sobre os frenesi da mente
aprendeu a contar até si
mas não contava
                                                                                        fingia ouvir tudo

o cego em que não enxerga o mundo em rotação
Age como o mudo, acredita no estático;

brigada do espirito
Parodiava a mente ao ser
                                                                                               real e sonho

o sol
deu cores à fumaça
da aguá que despencara, junto da noite sobre as chamas;
libertando-as;


A pedra perdeu a cor
O homem despertou
Soluçava com o esforço conseguiu mover, por todas as direções,
Até que saisse da posição que aniquilava os movimentos;

- Preciso encontrar esta rocha, tem de haver outras;



Com os olhos no chão, viajantes andou por montanhas, vales, praias e jamais encontrou outra Ametista;

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Universo comercial.

O universo comercial,
quem orienta as barreiras
é da trupe de Júpiter

Contrataram Deus
para labutar
nó e comércio.

Servos da música
marcham através da arte
enquanto, d'outro lado
vendem até Marte.


              sobe a lua na bolsa de valores


no bolso um Deus
noutro a miséria humana
reinventam as leis para  vestirmos um bom censo:

              consumismo, felicidade efêmera, cegueira

Boletim do grande poeta e presidente:
Sob a lua 
vendo a terra
as estrelas
e as nuvens do meu país.

Mas ainda marcham
através da anti-matéria
os viajantes marginais
servos da arte

movem névoa e sóis
movem com amor
espaçonaves improvisadas
lançam luzes

desapropriando as propriedades

             Na bolsa de valores
                          despenca o Sol...

servos da poesia
servos da alegria
servos da felicidade
servos da tristeza

marchemos
através da arte; expandindo a limitação humana


Se viver é arte
por que não trocar escravidão por liberdade?

e no universo comercial
quem orienta as barreiras
são da trupe de jupiter

Contrataram Deus
para a labutar
nó e comércio.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O tempo uníssono

O tempo do pretérito
será invisível

presente ao futuro
seria o infinito...
Raios em fluxos
 condensa
em atos
e sensações

              O sorriso e o choro
o excesso que a vida
     presenteia
em pequenas coisas
e grandes viagens.

o desconhecido transformou as ríspidas ideias dos carpetes antigos...
 em instrumento de voo

Nada iria
nem ouvira
do nada ria,
e voltava,
as ondas e o céu
cantava a desordem, o novo em melodias que o vento soprava.


Com nada, por nada, devia...
detinha,
tudo em jazz
sem recesso,
por intervalos.
 intervalos em recessos
que ecoa da mente.

os tempos estão vibrando
em uma só corda
e a primeira
volta a ser a ultima.

Devia ao tudo ou ao nada?

o nada não pode ser nulo.
O que dizer de tudo ?
Não saberia
conter o nada em tudo, nem o tudo em nada.
Alcançaria o infinito em qualquer uma das buscas.

Pois então, ao que devia?