sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Beira mar

Meu sol do meio dia,
Inclinou a sombra aos astros
recuperando o ar do vácuo no espaço,
revelando ao resto do dia o otimismo
a criança quando viu o mar correu até as ondas para abraça-las
enquanto quebrava e afogava, sentiu-se brincando
sufocava enquanto vivo...
o sol iluminou o que sobrou dos dias, e o mar cumpria sua profecia:
amávamos quase que de mal gosto
era o sal que convida a rancescer a alma frustrada.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Duas luas

Ver você de tão longe
me faz bêbado
minhas pernas cruzam longe uma das outras
e ainda a vejo...

Ainda sou o desistente
que ama o que sente
e mente o que persiste
sou o ator das dores camufladas

Sei seu nome
descobri dentro do ódio
eramos só isso, sem brigas.
Não volte sem me avisar
que irei avista-la, sufocar e sufocar.

Estou tão louco
por simplesmente o ser parte
de mim em mim.
Sou seus olhos que quando buscam:
minha heroína
dopa-me,vicia-me...

assustam-se com dois perdidos
em um mundo
que repete-se em bosta!

desde o mal cheiro
ao nosso engenho mal programado,
sou seu olhos quando me busca...
imagino-me nele... abraço-te esquecendo o tempo
e a sufoco em meus braços
sinto seu batimento só por sorrir

isso foram em duas luas
duas noites,
em que se fez cheia
e quando tropeava eu estava sem olhos ao caminho.

Onde me esconde?
como não sei onde?
sou refém de almas perdidas,
louco por conquistar a insanidade...

Venha comigo, tentaremos, sem vida...
as expectativas criaremos
sem medo do surreal
somos só desejos em prateleiras empoeiradas

Isto é tudo que somos?
é tudo que temos?
pois preciso enxergar novamente seus olhos
procurando a lucidar o que me envenena
refletindo das luas
às águas que marcam margem ao rio
e quando o riso
escapar novamente
estaremos criando um outro mundo.

Mesmo que fantasia
somos aqueles vermes que rastejam a bosta,
não devemos temer o surreal,
nem o que jugam realidade.







sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sem música, sem ser.

É possível que prefira
sem terminar a
volta ao
teatro sem alma


Consiga por algum
instante ou
final sem palmas.

As mesmas
chances de rimas sem
som assume
a finalidade como sorte
ou só morte.


Meu tempo
vendido sem ofertas
aprisionou-me ao desprezível
mas não o dispensável...

O desejo conquista
a força dentro do desespero ansioso
era possível corromper-me em paixões
da música, não era maestro
amava por amar
antes do justo e bom
piedade ou impiedoso

a fúria pelo som
foi nossa pela vida
que assusta com desigualdade
e apaixona-se por amar.

Vivo da música,
sem medo e castigo...
arrisco-me ao nada sem valor...

Somos valores a serem corrompidos..
notas a serem reposicionadas
e efeitos quase lunáticos...

conheça o não ser
àqueles que apoderam nosso ócio
como mercadoria assalariada...

Somos só sons e rastros empoeirados.
Ou só o nada.





quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

...Tempo de sonho...


Corra do sono
que trouxe a brasa
mate o entorno
e sinta o sonho

Somente o real
trouxera todas as possibilidades
de imagens
como sentir estar ali
e se despertar
transferir-se a um estado
de esquecimento
ou flash

Sábios da ciência
moldam sob o filtro do misticismo
Fánatismo ou religiosismo


Enquanto outro estado
se integra
e intrega ao impossivel
às possibilidades do surreal

Sufocando o entendimento
ao sentir
que estoura como se percebesse
uma brisa do mar

se fosse todas vidas
inventadas
amassem o detestável
só por contradição da falta de sentindo.

Inventando-se sobre o racíocíno do desconhecido
Vive-se o tempo
como se o instante passa-se
a deixar de acontecer
para vive-lo por intero
em todas direções

este é imaginando
algo retrógrado
algo de intantes , vivido, vivido e repetido.

Em quando o espiral recoloca o tempo
em relógios, antecedendo a morte...
vemos o consciente confudir-se em lembranças e intuições.

é como se algo puramente ciêntifico
fosse descoberto no passado para o futuro

A utilidade é humana
depois econômica
mas fizemos com o real
moeda
de troca
corrompendo o instinto de desconfiança e descoberta.

Pois se estamos organizados
em tribos ou cidades
poderosas instituições econômicas
criam um fanatismo

Irmãos da rua
ou de cria,
elimine-se em morte
e sintasse como igual dentro do desconhecido.

Quase convido-os ao suicídio
mental
torturando-se
Dentro do sonho
encorporo todas personagens
em um despertar
repudio a ausência da
inconsciencia curiosa
no ser racional

Se limitando a um moeda
a um real
que quando nacional
chama-se posse
depois por exilados fanatismo
de má fé

Sonho durante o ócio
Incluindo-o como base ao argumento
de vida após a morte.
Não confunda com crença
persisto que sinta o instante.

seja da arte ou de sua própria parte
nós artistas amamos o amar a vida:
só por senti-la antes da vista.

incluí a ética do indivíduo

não confundas ócio com estagnação
a saúde esta ligada a mente
e o corpo acompanha o envelhecer com o vento soprando.

O som ensurdece
e as cores vão destorcendo junto das formas trazendo a cegueira
a velhice sugeri uma escala ao tempo que não
compreendemos

Se não assustasse com a moça sonambula,
Falava antes de eu perceber
Via misturar-se com meus vácuos,
continuaria sonhando.
- E Ele abre os olhos....