domingo, 11 de dezembro de 2011

Duas luas

Ver você de tão longe
me faz bêbado
minhas pernas cruzam longe uma das outras
e ainda a vejo...

Ainda sou o desistente
que ama o que sente
e mente o que persiste
sou o ator das dores camufladas

Sei seu nome
descobri dentro do ódio
eramos só isso, sem brigas.
Não volte sem me avisar
que irei avista-la, sufocar e sufocar.

Estou tão louco
por simplesmente o ser parte
de mim em mim.
Sou seus olhos que quando buscam:
minha heroína
dopa-me,vicia-me...

assustam-se com dois perdidos
em um mundo
que repete-se em bosta!

desde o mal cheiro
ao nosso engenho mal programado,
sou seu olhos quando me busca...
imagino-me nele... abraço-te esquecendo o tempo
e a sufoco em meus braços
sinto seu batimento só por sorrir

isso foram em duas luas
duas noites,
em que se fez cheia
e quando tropeava eu estava sem olhos ao caminho.

Onde me esconde?
como não sei onde?
sou refém de almas perdidas,
louco por conquistar a insanidade...

Venha comigo, tentaremos, sem vida...
as expectativas criaremos
sem medo do surreal
somos só desejos em prateleiras empoeiradas

Isto é tudo que somos?
é tudo que temos?
pois preciso enxergar novamente seus olhos
procurando a lucidar o que me envenena
refletindo das luas
às águas que marcam margem ao rio
e quando o riso
escapar novamente
estaremos criando um outro mundo.

Mesmo que fantasia
somos aqueles vermes que rastejam a bosta,
não devemos temer o surreal,
nem o que jugam realidade.







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