Matéria jogada como poeira cósmica, reclusa ao universo com cinco sentidos. Faço a transformação do vil para um espetáculo de cores. Experimento como se fosse criança sensível à próxima sensação. Deixa levar-me que trago a volta. Sou todos meus vícios. Levam-me sem diagnóstico. Posso ser puro movimento ou só degradação. Como passageiro me aproximo, E me retiro do que conheço; Dou lugar ao bem-estar. Todo ar passa a capacitar o som; Pouco dele embriaga-me á beira do colapso, Sonoro e temporal. O resto expiro transformando-o. Todo som passa a ser um capacitor de contrastes, Refletindo em luzes. Mostrando outro belo. Imagino as imagens. Assemelho ao espelho, Só que as crio. Agora sinto os sentidos. Expresso em Detalhes de um amor repetido. Desmistifico símbolos, Sou metade expressão criada, E outra imaginação: Lixo astral.
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