sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sem música, sem ser.

É possível que prefira
sem terminar a
volta ao
teatro sem alma


Consiga por algum
instante ou
final sem palmas.

As mesmas
chances de rimas sem
som assume
a finalidade como sorte
ou só morte.


Meu tempo
vendido sem ofertas
aprisionou-me ao desprezível
mas não o dispensável...

O desejo conquista
a força dentro do desespero ansioso
era possível corromper-me em paixões
da música, não era maestro
amava por amar
antes do justo e bom
piedade ou impiedoso

a fúria pelo som
foi nossa pela vida
que assusta com desigualdade
e apaixona-se por amar.

Vivo da música,
sem medo e castigo...
arrisco-me ao nada sem valor...

Somos valores a serem corrompidos..
notas a serem reposicionadas
e efeitos quase lunáticos...

conheça o não ser
àqueles que apoderam nosso ócio
como mercadoria assalariada...

Somos só sons e rastros empoeirados.
Ou só o nada.





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