sábado, 8 de dezembro de 2012

Nicotina

aceso

Acendo outro,
o corpo apropria-se das substancia
o relógio desfazia as horas com teu badalar,
aguardava o sol.

           o deleite é a abstinencia

a fumaça toma o ambiente,
a luz semi fusa da luminaria deixam as cinzas em tom amarronzado.

Do cinzeiro o sinal helicoidal
entrelaçava ao de outras várias bitucas semi apagadas.

ao que com  metade do caderno em chamas, indentifico a brasa...

- isto é real!!
   " o que é real?" - ainda escrevo...

ao que jogo toda a bebida no foco do fogo, por desespero repentino.

recupero minha caneta

" A fúria do fogo consome minhas palavras "

-  onde estão os versos dos milionários?

Reacendo,
deixo sobre o cinzeiro...

" meus versos estão presos! inverteria a precisão..."

acendo outro

fixo os olhos ao teto

- Precisamente,
fora quando pintavamos a casa.

Abro a janela e o sol clareava o céu deste quarto...

- estas rachaduras são nossas!
"Um universo em fragmentos..."

o vazamento na lavandaria do vizinho marcava o compasso.

" vejo o pensar cair, sobre as estrelas que desapareciam, fundi em tua lua as cascas de voz"




pelas ruas, ainda amanhecia...

Há desvios
vias inabitáveis
o breu
o reinvento de espectro luz

O NADA

do ecoo
da lucidez
e sua irmã

 O sol
e a noite

viveiro

línguas, e fontes de luz...

Olhos, e tons...

O sono atingi como se nunca tivesse durmido antes...

deito com a cabeça em cima do caderno... e adormeço.

Um comentário:

  1. TEATRO.

    Quantas cenas tê neste escrito? Eu vivi várias...

    Ficou muito bom!

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