terça-feira, 11 de outubro de 2011

São Paulo: centro.

Era dia de lua cheia.
a cidade corria, as mesmas pressas.
despertara a
corrida:
Trabalhadores, desistentes, e os que gritam:

Em nome da terra
que girava,
mostrava se inverso. Inadimísssivel:

-Jesus tem que levar vocês todos ao inferno. Vermes.

Clareou a algumas horas
a lua só se anunciara
criando a expectativa.
Permaneceu entre
amantes, e outros em delírio.

ouvi-a, querendo
admitir
Seu desencanto
com os vermes.

-Andei ao lado
escuto em tom
alto e esclarecedor,

Não rebati.

Isso fora antes do poema,
seguida da profecia.
quando ouvi
do sopro,
as pernas cruzadas
óculos escuros
e o chapelaço:

- Amigo, que horas são por favor?

Rebaixei a cabeça ao livro,
acusando não ter horas.
Não tinha.

A mulher com os dedos
no celular
sentará ao meu lado.

Claro que o acaso
a colocou,
não ofereci perigo.

assistia, do chão
animava-me
quando
o ritmo era ele quem escolhia.

As pessoas passam
em compasso,
aproveitando a acústica
dos prédios
e o banco de São Paulo.


Revirei os bolsos,
Vou embora,
sem pode agradecer,

Fizera amizade com dois fumantes
que me ofereceram
parar de fumar amanhã.

Vesti o casaco,
teria vindo aqui
por engano,
do saxofonista,
dos garis.

apreciava,
sem dar conta
de que tinha receio.

receava durante
toda a vida.
ainda assim parecia viver.


Alertei-me do onibús
ao fechar o livro
o personagem da travessia
falava alguma coisa para a camera
do pedestre.

resolvia ir embora,
uma vez a cada, seis vezes,

Por alguns intantes,
enquanto estive ali,
vi um corredor guiado por música.



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