sexta-feira, 28 de outubro de 2011

4° Parte - Por um tempo, deixava a maré.

Estava frio a fora
levamo-nos ao passeio:
escultava com melodia o
groove do mar,
o cacoete era meu
quando era questionado,
soava-me bem só sentir a musica...

Quando ameaçava um canto,
permanecia nele
a estancia despercebida anunciava minha voz
repetia pensamentos...
os meus, a freira, vitrola, magia, desgraça e contradições.

A empolgação do arco iris
contaminavam todos,
primeiro ela
depois mistificado por mim.
prometido ao amor o mar
quebrava
anunciando a despedida.

Era só preenchimento
cores sobre cor,
deixou sua frase
até que a onda levasse:
- "Sermos o que estamos sendo, soa hipócrita
diante do que não escolhemos".

oriundos a nós,
interessava-me
a luta com galhos,
gritavam outra língua
que a aparência
mostrava risadas.

avisava-me sobre conquistas
conquistando meus sorrisos
listando nossas viagens
era belo vê-la distraída
parecia por mim.

Despedimos com o mar,
buscaria sua amiga, estava chegando de viagem.
Permiti-me convence-la que esperava a próxima onda...
Por um tempo distante de tudo, a não ser do agora.
O meu do dela
confundia meu futuro,
e meu descompromisso.

Tinha desculpas
e armas de sobrevida.
permaneci beirando o mar.

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