quarta-feira, 5 de outubro de 2011

1° parte -

Passaram com Holofotes
a canhões.
Estudaram suas posições
sentido direcionado:
Luz e ato:

Apontaram o gosto,
Aproveitando o espelho
da madame,
Reduz o olhar
a si,
enquanto as cortinas estão abertas

aos olhos,
Veste vestido e véu.
o caçador
sob mesma cena,
a graça de sua admiração
fora da malícia,
Disfarçada pelo reflexo,
redescobre que observam-a,

Descobre-se galanteador,
ao dedicar uma bebida.
Quando outra bebida chega a mesma mesa,
A madame já teria visto o semblante de sede.

Olham-se, dizem pouco. Aos poucos.
O momento, estava no disfarce.
Enquanto ele mostrava, que esconderia tão bem seu perfil quanto o da moça.
perceberam-se. Olhava-a procurando
o limite a tudo aquilo. Admiravam-se:
Este: de passagem pela cidade
amargurava os restos de suas ideias,
Envelhecidas, que se estagnaram.
Esta: Viúva, traz o peso de culpa;
Tão dual, capaz de pensar só em sua imagem.
No espelho, parece procurar atras de si.
Por medo.


A noiva, prometera uma bebida ao outro cavalheiro,
Despercebida, até o momento em que o caçador
confessa, ter visto o casal se separando.
Ainda fria, tudo já era tão simples, era noite; e o defunto precisaria sumir.

Este: Estava certo de que não fora assim,
carregava a alma tranquila, certa e leve.
quase vendo-a como assassina, amando-a.
Sabia-se de suas fragilidades, teria aceito-as.

Soprou-se algum vento
enquanto ainda estavam sentado. Sentenciaram.
Levaram-se a favor do sopro.
A moeda fora lançada,
teria encontrado alguns defuntos;
Sentira medo e curiosidade.
A mulher, liberta-se da culpa, deixara que ele soubesse tudo.
Fizera isso com os outros, mas todos precisaram morrer.
O otimismo do caça dor, estaria no fato de ser escolhido depois de tantos.
Estava passando, enfrentando, Conversavam ainda. Redescobriam-se.
Olhava-a corrigindo-a só por olhar.
Contava todos os que tentaram contar. Vivos em algumas possibilidades.
Apesar das repetições, para a madame, sempre teve algo incomum
entre eles.

Do olhar sorrateiro, o medo.
quando notado, já teríamos
outro casal de vivos, na cena.

Sortearam-se a encontrar este caminho.
Tão belos, por um instante.
Sentaram-se em torno da enterro as pressas.
Todos presos a si,
a situação alertava um desconforto.
Aprendiz da madame, o caçador.
Juntou-se artimanhas da sedução.
Dessa vez dolo:

Convenceram a bebida,
sem sangue
A cerimônia estava pronta.
Esperavam o efeito no novo casal.


Prometeram, voltar ao som
Aliaram as descobertas
engrenagem,
Personagens próprios
com segredos,
no risco.

Traíram-se.
despediram sem preocupações.
sem nomes,
endereço.

Este: sai avoado, cambaleando.
Certo de que estava envenenado. Traí-se ao acreditar em detalhes da dama.
Manda-se sentar ao banco...

Esta: Tonta, certa de que o caçador também morreria,
Traía-se em arrepender, cantava em bom tom
a musica que marcou o silêncio da noite.


A dama sem notar, sombreada pela voz do caçador: cantam.
Estranhão-se sem interrupção.
Ainda sentado espera que ela passe, para acompanha-la.
Pensava que o veneno não tivera efeito nele, seria escolhido. A que? mas estava sendo.


















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