quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Caos e Gelo

Cansei, chega de gelo.
não sei o que se passa
quando o passado vira lembranças
e as andanças não mostram seu novo estado.

Perceber que estou sob qualquer ilusão,
que vem de outros a mim, como se meu estado fosse tão irrisório quanto tudo que for real. duplica uma queda, que seria arbítrio e correnteza.

Aproximo com par de olhos, exposto ao fitar
e respiro outra vez, o parecer
consequência de uma amor imaginário, ou
exercitado.

Dei a sorte de não aparentar desespero
assim permaneço em calmaria
o que irritaria-me se fosse outro.

Quando na verdade deixo de ser,
é só confusão do sentir e saber.
Acreditar que a penugem envolva em mim
como coberta, esta é minha própria
rápida ferrugem, que levou o sadio
até que se entenda
ou redescubra,

O vazio da mente
deixa possível interpretar o eco,
hoje vi a lua
que dizem reger o mar
levar me daqui para o receio.

Queria perceber que as fugas
minhas, de mim para a sombra
os passos desertos, reflexivos
fora só efeito de um alcoolizado.

Que quando subornado por contias
tão definidoras de caracter,assumo a falta de valor
que estou dando.

Todo o resto do gelo
ficou em poças, a estrela que rege a mesma lua,
trouxe do calor o vapor
levou-me a condensar-me e em outros, e castigar-me com a queda,
e quando do gélido outra vez estava em queda, soprado pelas ruas
batendo com a cara de frente com as marcações, umedecendo-as.

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