sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Suicídio do pulso

Afogarei
todo o sentir em poeira
polparei os caprichos
dos riscos da ferida

elegerei o sentimento
aquele que me elegeu
me fez inflamar pelo Belo
definiu-me a beleza

deixara os olhos
enganar-me com o fitar dos seus
deixava a compor todos os versos
em seu sorriso, sem ser permitido.

Seus pilares já estavam montados
Devia olhar com distância
contra o impulso,
Passei quase parando
olhei-a, mas fora só reciprocidade
evitarei o pensar ou lembrar
inventarei um pulso
contra o de agora
que não me permite acordar.


Deixo o que perdemos
a um novo conquistador
que levará seus risos
por instantes que não pude ser preciso.

precisava evitar, pois só fitavamos olhares,
este são os novos pilares
e o sonhar, ainda está após a dança.

Dancemos conforme
repassando, um pra lá dois pra cá.
seria minha amoral, deixo que decida
sem ao menos entender
meus desejos suicidas

todos temos, para uma vida
desejos que se passa além dos véus, céus, ou corrida
corria corroendo-me por deixa-la
enquanto os braços que me faltaram, levavam ao praparo do infarto de um instante.

Até que o corpo responda com outro amor
crie novas barreiras
outros caprichos
e rabiscos em papéis.

Este é o suicídio
de um sentimento
que diante do que perdemos
ainda deixa correr uma vida.
ainda a temos!

2 comentários:

  1. Fudida mano!!!

    Gostei pracas...
    Vou até ler as outras que parecem ser de uma nova fase.

    O impulso faz mal ao pulso. (Frase de efeito sem efeito e jogada fora)rsrsr

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  2. ahh os poetas, além se sentirem dores as registram! pelo menos conseguem faze-lo de forma bela.

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