quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Histeria

Estava assimilando a simulação
falso ensaio, arpéu evitado,
                                   enviado.

Assimilação dissonante, converti-me
como um ator,

de tantos palcos, que a saudade permite... a voz falhou.. engasgado as luzes apagaram .
e ... acenderam: - Permite! o coro da plateia romperam a atenção dos olhos e o sufoco do artista.

Se pudéssemos, se fossemos nós... Veríamos Palcos.. tão belos para o improviso... ou o ensaio, ou  contemplação...com alegria e tristeza: apresenta-se Belo ao método que alma comunica-se...



o oficio registra a modernidade.
e contadores, e atores,
e a retenção
o falso movimento
a intuição programada..

o limite de uma vida,
em um sistema
de oficios...

ainda há palcos

ao redor a plateia cansada,
descansa os olhos fechando-os, 
até que ilumine novamente o personagem, 
estará esperando...




os cegos, no tablado
agem no escuro.




Ao fundo um grupo gritando pergunta:


Qual a importância, mostrando um tom irônico consigo e a existência.

Acenda as luzes!

Nós renovados com a reação aplaudimos e cumprimentamos a plateia....


3 comentários:

  1. Quem são os atores da peça? Somos todos um pouco público e artistas da vida? Será que vale perguntar?

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  2. Hahaha um pouquinho de cada. Somos os Histéricos haha e a plateia que fecha os olhos. ou se ao menos tivéssemos a integridade que um cego alcançou? No fim as semelhanças são incríveis como se as causas fossem afunilando, pra no fim não chegar em Resposta alguma.

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  3. Por mais que exista palcos, teatros e atores, a platéia sempre terá um ofício que a permita assistir arte.
    Sem ofício tomamos no orifício. hahaha
    Ser artista, no escuro ou no claro,
    , com ou sem movimentos,
    Sempre será digno de aplausos pela conquista de uma alternativa ao sistema.

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