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Momento vitrola

Estive por horas em frente as prateleiras meus discos estavam antiquados para quem eu estava. sei que sou, quando entendo que estou assim. Então eu ia até o toca disco, posicionava a capa inclinado pela parede e o chão e apontava para criado-mudo com os retratos. sem que descesse a agulha, confirmo. - Não entenderia, se o ouvisse... antes que eu voltasse deixo  o disco ao lado da vitrola e a capa ainda posicionada ao lado das outras Só substituía o ritual quando reencontrava o que precisava ouvir, nunca devolvi um disco para as prateleiras. Quando ouvi ... fui à janela, e fiquei até que terminasse. Não o era mais aquele d'antes.

Matéria derramada.

Ainda que este espaço que deixamos fosse preenchido do vácuo Já fora, e já está preenchido. Ainda que podássemos, mentíamos poderíamos sempre mais. Sob o trajeto da queda Víamos-nos sobre o que preencheu-se. Guardamos como sinceridade, somente as descobertas... Trazendo á cena, novas formas esvaziávamos os cálices com uma grande voz que ecoa por entre o tinto e o vidro que equaliza deslizou entre os dedos a chance da queda... por impulso retardado voltei a mão esquerda antes que derramasse. fiz-me puro reflexo, agia sob efeito de estar entristecido , parei-me como o efeito daquele cálice. Voltei à mim, sem qualquer excesso limitei-me a ser enquanto posso. A Chamar de atraso toda nossas dúvidas, eram mentiras para descoberta. Não omito que ainda que fossemos só jovens, estaria contigo ao resto dos outros dias. Também a vi misturando-se entre as constelações, jogou com a sorte, e aqui sorte era jogo de luzes. Ainda me lembro, não se...

Febril

Nem poderia achar-me frio. Estava constipado. Emancipando-me outra vez Ainda desconfiava do fermento E das cargas dos Oxigênio Ou menos calor já estaria crescido? mas como incremento deixou-me que o desejo confundisse-me com vício... Vacilando o desejo, descontinuei-o. Achei-me frio, sufocava-me com adiamentos; deixei meu caderno ao sair pois não arriscaria escrever sob a tarde. Seria durante as manhãs, pondo ao cume das expectativas... que repetiria-me em profecias, com otimismo. Nem via-me no silencio da dor. Transbordavam-me. lembrei-me de todos os remédios... que só os são, pois eram experimentos... e assim o foram... suas dosagens sobre o peso. atordoava a descoberta. Enxerga-te através do susto, do insulto irreal, assustavam-se todos. E com saudades, abrigo aos pés meu suicídio mental, pra outro instante. o que me resta é lembrar de como sentia-me ao cheiro das manhãs .... Menos Febril. Levando do leviano a próxima lupa de outro in...

Infância contada, socialmente não esqueça da alma..., ao repetir-se

Aos poetas Malucos e os rastros que acreditam sãos Todos por viver são; Mentecapto . Desavisados da Insana: Esta és bela e louca feia ao olhos das feras ferida ao que a cutucam até chamar-lhe de pus Repugnante. Não enumere meus rastros de labor com salário seria oposto à alma que desconhece certas rotinas, A isto chamam Insano - Mentes de cortes. sem pés para as alturas ou cabeça para as conjunturas Este rigor de sermos quem quisermos desde que à sociedade Quase amável Hoje detestável. Não sou tão patol[ogico e nem métrico  e se provares minhas repetições ainda não concordarei com o jogo de cordas: "cabo de guerra" Ainda somos o pequenos que brincam no berço. Levamos tão a cega a infância como qualquer uma de nossas crianças. Não se vêem envelhicidas Este tempo que puseram indices mistifica em objetos nossa maturidade E daqui 2 horas Vejam o quão contado e certo se separemos do relógio D'alma Irei juntos ao meus "c...

Encontro inesperado.

Encontramo-nos novamente Raras vezes que coincidem Bora? Fomos... Rastejados por risos Expressão de preciosismo Com que os artistas Aprimoraram Erguendo-se ao topo da montanha Sem escalas Ergue-se em pontos cegos. Eu não teria entendido, sem suas maneiras, Mania de expor em palavras Agradeço. Embora, nos vimos uma vez. Redistribuiu ritmos Esta boa impressão Que não importa Ao peso Estamos em desencanto Ou seremos fanáticos. Por ora os dois. Desconexo em desonestidade Com o reparar a vida. Deixava esvoaçar tudo. Em penumbra Em movimentos que a sombra, em passos de dança, o espetáculo a luz deixava moldes em negro. para cá Estamos sólidos Comprimindo a bolha solitária Somos estes moldes em pedras pergunte ao vento, quando nos encontraremos de novo... e se por acaso... ou causo criado Poderíamos inventar. Estão-se aqui, Diante do destruído Ou o que reveste, Vemos o impossível Enfileirados ao ...
Vejo, sinto daqui toda a vida...                                                    que no dia anterior sofrida,                            ontem invisível                                                                      Amanhã Iludir-me,                                                parecerá mais vida!! Assisto-me doença, dor ardida, se este mal cheiro insistir não definiria como outro se não Vida. Repito-a querendo memorizar.                 ...

Dos vastos: De viver

Meus olhos andam doentes Repito até que entendesse Repostassem as formas E as luzes. Mas não se repetiam Estavam prestes Em um passo Até que se veja Meus olhos andam doentes Ardem Como previsto pela doença Ao molde tomava-me Com quantos choques De volta ao entorno... Repeti o espaço em branco Pois que me despedia das palavras E se as vinham Eu as agradecia, recompondo Toda dor da cegues Revendo as próprias áureas O poeta Sofreu. Animou-se em sentir O eram, vírgula mágoas sobre paixões Rastros do que erra Ponto ou vírgula Pronto para cegar, e respirar ares da escuridão... Com felicidade.