domingo, 8 de abril de 2012

Febril

Nem poderia achar-me frio.
Estava constipado. Emancipando-me outra vez

Ainda desconfiava do fermento
E das cargas dos Oxigênio
Ou menos calor já estaria
crescido?
mas como incremento
deixou-me que o desejo confundisse-me
com vício... Vacilando o desejo, descontinuei-o.

Achei-me frio, sufocava-me com adiamentos; deixei meu caderno ao sair
pois não arriscaria escrever sob a tarde.
Seria durante as manhãs, pondo ao cume das expectativas...
que repetiria-me em profecias, com otimismo.

Nem via-me no silencio da dor.
Transbordavam-me.
lembrei-me de todos os remédios...
que só os são, pois eram experimentos...
e assim o foram... suas dosagens
sobre o peso.
atordoava a descoberta.
Enxerga-te através do susto, do insulto irreal, assustavam-se todos.

E com saudades, abrigo aos pés
meu suicídio mental, pra outro instante.
o que me resta é lembrar de como sentia-me ao cheiro das manhãs ....

Menos Febril.
Levando do leviano a próxima lupa de outro instante de frio..

Um comentário: