terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Versão da chuva.

Quando resolvi cair
Molhou uma semana
O tempo, inventando contra o cenário
O vento molda, os corpos encharcam
Sem abrigo, escolhem-se.

A cheia da maré, batia
Entre o muro, e pedras,
Estas que ainda não a vimos,
Imaginamos algumas,
Mas era só o frio, fazia tremer.

A uma chuva que surpreendia
Aos sustos antes de enquadrarem-se,
O tempo pusera a mim
Respondendo, com chuva.
os relâmpagos trazia novas cores,
ao céu escuro por vezes clareando, e outras assustando.

Quando precisara de provas
eu não saberia a previsão, sol ou chuva,
se será saudades, ou então que chova mesmo.
como se fosse um exercício do acaso,
identifico alguns alvos, quase fora de alcance, diriam Romantismo.

Quase ingênuo, como o cair da chuva se leva a repetir-se.
como o ar, respiramos.
e o som, escultamos
as vezes de água, outros nem nos vemos.
só percebemos.
o sentido que venta
quando chuviscar
entenderemos a direção.
suposição, para que o tempo
por instantes, esconda-se em sua própria criação.

quando se perde as escalas
e o alto é tão próximo do chão,
sentir é o poder mais racional do ser.

Ali não teria outra escolha,
e também não era só instinto
era o sorriso:
da beleza a necessidade,
da surpresa e o decorrer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário