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Causalidade

Por enquanto estou aqui, Estagnado no meu consciente Observo luzes e cores; Agora, enquanto sombra evito a luz, E escondo as cores; Com preguiça de mim, enjoado de minhas letras, disfarço com minha euforia, Faço com sequência. Tenho que fazer, do tudo que conheço solidifique em verdades, Para não soar indecisão... Por engano, sei que faço escolhas Mas não as julgo minhas pois não parecem perigosas... ainda estou aqui, preso em meu ser, conseguinte da ordem e desordem. Uma vez por ano, Aconteceria todos os dias... Tudo que falo parece com que penso, mas não diferencio do que crio. Tudo que faço é repetir movimentos. Fingindo ser um pouco de cada coisa, por ai, e por aqui.

Conversa de filha pra pai.

Em um dia de sol e chuva. Papai por que estão todos sorrindo? Estão felizes minha filha. A menina fica pensativa, e observa mais um pouco. E por que escrevem com tanta tristeza? Privando a filha o pai responde: Está tudo bem, minha filha. Vá brincar! Camena beija-o e sai correndo junto de outras crianças.

detalhando

Feliz em perceber a mudança em detalhes somo a comemoração uma concentração a mais em meu ar. Prolongo a felicidade, ousando encosta-la na tristeza. Reflito, e ainda assim continuo. recoloco a mente na selva atrais de espirais... desço por seus estreitos, e alcanço o oposto. Acompanho as curvas de mesmo grau, despercebido caio novamente. evito a critica, que por agora ficou inevitável. Em silêncio, ouço somente meu compasso, e acompanho a estagnação das imagens. Em silêncio, ouço os ruídos externos que por ora se tornam meus... junto de tudo que vejo.

Pariósis/Poesia da imagem

Imagem
Pariósis Nome de Pássaro fonema de remédio, o possivel vôo, e em entermédio a alimentação de couro... tão absurdo, quanto vestir as cores definidas, por um aleátório. em busca de sua cura, canta: Aiósis, aiósis aiósis e as manhãs: Aiósis , Aiósis... O que procura? Pariósis Nome de carro, forma de ave Preso ao chão Pariósis, canta... seduz suas presas com o som : Aiósis Aiósis Aiósis e ave se aproxima do predador Aiósis... sobre o natural costumamos idealizar, e dar nomes, selecionando verdades tão natural a contradição.

Sorrindo

Quando a sombra da terra moldou a lua, Chamam de eclipse. até que Racional, ético. Lembro da infância, quando sorriamos na sorveteria. De fato estamos evoluindo, não passamos mais pela infância, mecanizamos o sorriso, tornando todos pequenos adultos. distanciando ao máximo do nosso ser. Será que o individuo ainda sorri? sombrio e cego, sou o rio seco e árido. Muito bem criado! Minto, ainda sei sorrir: sorrio por desespero. Quanta infâmia! Não sou o único, outro dia vi seu apelo na lua. Lembro do tempo que sorria por começar um ciclo. agora o desconhecido amedronta: trazendo a repetição do comodismo. Chega de viver de premissas, arrisco estar aí o caos. Assim me livro da responsabilidade. Minha covardia acompanha minha razão. A matemática só pode afirmar os 50%, quando relacionado qualquer dicotomia em verdade.

Cellula Mater

Está foi a primeira, tem mar e tem sol, quase ilha. Já foi portuguesa, hoje é brasileirissima Tem até Brasão: Leão, economia e coroa. Hoje medra, o engenho deu lugar ao açúcar embalado. O comércio agora é interno e externo, as ruas são travessia para maquinas. Existe passageiro e carona. Só tem direito aquele que paga; isso sempre existiu! O som da vila agora está conturbado pelo compasso, rotina dopadora da inteligência. Até os pombos atravessarem pela faixa de pedestre, está tudo tão humano. O humano inconsciente o seu lado mais animalesco. Esse é o problema do inconsciente coletivo, pra que lado ele vai? O que diria os primeiro povos que aqui habitaram, Ao ver que tudo tem se tornado um grande shopping? Lutariam !!

No canto da folha... I

Uma noite, um rascunho Ligo os pontos forçando o rabisco. Adivinho o sublime, sublinhando. sintetizo toda minha maldade em pureza. Identifico linhas esquecidas, trazendo à alma a esperança da ilusão.