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Poetas Marginais

Aflito e feliz entrego o canto ao aprendiz nós, Malditos! Nós, Marginais! Flutuamos em Quimeras Goiabeiras, quebramos o estandarte fugimos dos raios marcados Não há perspectiva material, meu piano ficará para a próxima geração... eu ando voando com gaitas e violão e batucadas nos sapatos Aplaudo o pé de carambola sorrio planos desafortunado admiro o cortes no real aflito e feliz a parte que me faz completo está no absurdo, no harmonioso desastre. Desenlaçando os malditos efervesce o furor, o dócil e o amargo. Subindo do estômago ecoando com assombros de uma realidade que apunha-la o artista Nós Alquimistas transformamos o ouro em amor, e passando pela laringe impulsionado por forças Os gritos, vômitos, equações...

sinto como se nao sentisse nada

Foge a realidade quando os sons não se conhece faz poesia com o vento e o céu... abraçando as luzes como um louco os ombros erguem num grito em anacronismo e os sentidos ecoados no estômago Realismo de outro mundo moral provocada cores entrepostas telescópio Teletransporte deter o letramento... derreter o copo... libertar a língua..

Da noite ao amanhecer

Não quis transparecer o que transbordava Ainda vai amanhecer e a noite transportar alma que cai em galhos árvores que sonham alma révoa de sensações Ruptura da memória um estrondo progressivo alinha um inicio para o caos cores dão forma à conforto dos olhos os ser em queda livre encosta os pés no chão e deseja Bom Dia!

O silêncio em caos no in-tanto

Canto dos cantos ouço vozes das vozes No entanto um grito movia pele e sobrancelha língua e dentes e as vozes uniam respostas encanto dos cantos alinhavam tormentos em parafraseado sem parágrafos destilando prazeres mórbidos ali permanecia sedenta sem calma expondo o contrário a alma se defendia: os olhos serenos, gestos leves. redemoinhos de vozes Sombras das dores, algemas de fogo  no entanto tornaram cânticos das vísceras

Cinesurrealismo

Ontem conheci três palavras: Continuidade, causal, inerte tinham olhos e bocas sapatos e cotonete Flutuavam contra o paredão com os troncos separados em partes criando combinações trocando o chão todos possuíam explicações Nenhuma fez sentido cores em tons ecoavam criando direções dei saltos, subi a escadaria seguia com o dente desci da corda Sobre o amarelo debrucei encostei com a orelha no chão todas as parte fundiram eclodiu o som atemporal em um só Agudo seguido de um grave em  corpo: Continuidadecausalinerte causal inerte continuidade inerte continuidadecausal a Mente sentia Ação: passada no futuro Corta Ação : Presente Corta

Até pra conhecer

Arte pra conhecer Vida idade morte Arte para entreter: miséria necessidade esforços arte por arte equações sonoras e maciças vinda da idade da vida vou da idade da morte vinda a miséria vais com a necessidade, do esforço. Vinda arte o renascer do todo ao sentir da mente. Reforço que raridade tem ser a ignorância Ciência é arte arte é fé religião é suporte Doutrina é prisão. Erguesse a consciência sobrevoando os céus. A origem das rochas atravessando o magma. Expandindo as combinações dos átomos Raios ondas partam os muros! Expandindo as combinações dos átomos Raios ondas partam os muros! ....

nada ao todo.

Somos a crueldade instinto regrados em sobras do devir surgimos prontos para morte, em vida. E talvez o oposto. Somos também nus  leves em consciência enjaulados na imbecilidade Somos o contágio, o vazio das crenças a lucidez destruidora o surgimento da des-regra-ação A dança extrapolada a fala entusiasmada o silêncio da paz, a alma do caos. Somos ossos estipulados Racionais Somos a destruição das prisões carnais inventemos intuição Acreditem somos o vedar consciente dos olhos Definitivamente, meros indefiníveis.